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sexta-feira, 5 de junho de 2020

Divagações 160


Dou-me bem de vez em quando a reler obras que já foram de minha estimação, até para tomar depois a temperatura da minha perspectiva actualizada e do valor que hoje lhes dou, concretamente.
Calhou esta tarde a vez a Ramos Rosa, Almeida Mattos e Gedeão. O primeiro poeta quase me deixou indiferente, soube-me muito bem reencontrar as palavras do meu amigo António (Conjuntivo Presente, Afrontamento, 1991) e gostei de ler o início da introdução de Jorge de Sena à obra poética de António Gedeão, no volume da Portugália (1964).
Não resisto a transcrever um pequeníssimo excerto do texto de Sena:
[...] Um homem não começa a publicar livros aos cinquenta anos, para brincar de poeta consigo mesmo, mas porque rompeu os muros de timidez e de orgulho, que o inibiam de mostrar-se o poeta que era. Nem toda a poesia deste mundo nasce dos apetites juvenis de ser-se notável pelo menos para algumas páginas literárias e alguns críticos atenciosos. [...] (pg. XII)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Mistérios...


Sentimo-nos honrados.
Eram 8h01, de hoje, quando o Arpose recebeu a visita inesperada do U. S. Department of Defense Education Activity Europe (Dodea), que prontamente se dirigiu ao poste Comic Relief (11) : Little Britain, de 28 de Setembro de 2010.
Nele aparece, qual "bisonte lendário" (António Gedeão dixit), um tal Boris, travestido de babysitter, assustador, que vem tomar conta de uma criancinha inglesa, enquanto os pais estiverem fora.
Em tempos de consulado do ogre norte-americano, francamente, já nada me admira...
Este departamento estadual norte-americano, que supervisiona a educação dos marcanozinhos, filhos de militares em serviço no estrangeiro, deve ser uma maravilha, do ponto de vista pedagógico.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Generosidades, com alguns pontos de exclamação (a mais?)


A net oferece-nos tanta coisa que, às vezes, quase fico comovido com tanta generosidade!...
Basta eu ser mais canhestro e, subliminarmente, passar ao de leve pelo myspace, e logo aparece a imagem de uma jovem cantando, qual sereia de Ulisses, a oferecer os seus serviços prestimosos.
Se clico, eventualmente, num vídeo que o Youtube me recomenda, logo ele, servil, me abre um formulário, para eu preencher com os meus dados pessoais, dizendo que assim me vai facilitar os seus serviços de audição - fico desvanecido, emocionado, quase com tremuras nos dedos...
Depois, há um robot americano, palavroso em comentários, como quase todos os estandardizados ianques rurais que não cresceram, que me enxundia, quase diariamente, de parvoeiras propagandísticas, um velho poste que fiz sobre Dino de Laurentiis. São obcecados, estes americanos! E parvos. Tenho que pô-lo, higienicamente, no spam. Mas ele regressa sempre, na sua estupidez mecânica e natural...
Finalmente, há um Google dedicado e persistente que, diariamente, visita este modesto Blogue para, como cego arrastão acrítico, recolher tudo do fundo do mar, para arquivo em moldes CIAticos. Mas que de segurança!, meu deus. 
Santo Orwell, como tinhas razão! Muito antes deste nosso tempo devassado. (Olha se eu me tenho inscrito no feicebuque!?... Valha-nos Santa Isabel da Hungria ou de Portugal! Para o caso tanto faz, como dizia Gedeão)