quarta-feira, 9 de agosto de 2023
Um poeta menor, bem tratado
quinta-feira, 27 de janeiro de 2022
Bibliofilia 194
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
Bibliofilia 184
Não são muito abundantes os elementos biográficos ou dados críticos sobre o poeta José Maria da Costa e Silva (1788-1854), que foi também tradutor e historiador de literatura. Óscar Lopes dedica-lhe apenas duas entradas mínimas na sua obra maior, apesar do escritor ter uma bibliografia extensa, como aliás Inocêncio refere nos volumes V (pgs. 25, 450), VII (120) e XIII (90) do seu Dicionário.
Se a tradução, em 1850, de Os Argonautas, de Apolónio de Rodes, foi bem recebida pelos seus leitores, o poema O Passeio, cuja segunda edição, aumentada, saiu em 1844, foi elogiado por José Agostinho de Macedo e Almeida Garrett. Dono de uma importante biblioteca, que contava cerca de 16.000 livros, sobretudo de poesia, Costa e Silva dedicou-se, já nos últimos anos de vida, à escrita do Ensaio Biographico-Critico sobre os Melhores Poetas Portuguezes ( 1850/9).
Obra monumental em 10 volumes (os 2 últimos livros são já póstumos) que, apesar de algumas inexactidões, lhe grangearam fama e prestígio, no final da vida. Consta de uma análise por escolas literárias, cronológica, e da recensão interpretativa dos vários poetas portugueses, com transcrições de muitas poesias. Este notável trabalho merecia ser mais bem conhecido. E lido...
terça-feira, 4 de agosto de 2020
Bibliofilia 181
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
Bibliofilia 171
sábado, 21 de julho de 2018
Bibliofilia 163
segunda-feira, 2 de abril de 2018
Bibliofilia 161
Inocêncio Francisco da Silva, no seu Dicionário de autores, dá-o como filho de italianos (Giovanno Tomaso Mazza e Maria Catharina Judici). O pai teria pertencido à orquestra de câmara de D. João V, onde ele teria ingressado, também, posteriormente. Jozé Mazza terá conhecido na corte o futuro bispo de Beja, Frei Manuel do Cenáculo, iluminista e mecenas, e, talvez por isso, viria a ser, mais tarde, professor de italiano no colégio deste seu protector, com quem se correspondeu, por cartas que lhes sobreviveram. O músico e poeta teria falecido em Faro, no ano de 1796 ou 1797. (Será que os Júdices algarvios, hoje grandemente lisboetas, terão a ver com esta semente musical e lírica?)
Grande parte da poesia que se fez, durante o século XVIII português, não merece grande atenção, se exceptuarmos algumas sátiras bem conseguidas e com umas pinceladas realistas de ambientes e costumes domésticos que pontuam uns poucos versos inspirados (de Garção e Jazente, por exemplo). Mas não foi pela qualidade de execução poética que eu adquiri este folheto de 24 páginas, de Jozé Mazza, impresso em Lisboa por Caietano Ferreira da Costa, em 1776, integrando uma écloga, antecedida por um castiço antelóquio de 9 páginas, do autor. O corpo principal do poema, abre com uma sábia epígrafe de Diogo Bernardes:
Acontece que me enfeiticei, um pouco, pela primorosa e original encadernação em pele, com ferros a ouro, apesar do miolo do folheto ter sido excessivamente aparado, embora sem prejudicar o texto. O voluminho custou-me 20 euros, no meu alfarrabista de referência, no passado mês de Fevereiro. E não me arrependi, até hoje...
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Bibliofilia 123
A obra (1873-1890), com uma tiragem de 500 exemplares, foi em grande parte para o Brasil e é, por isso, rara na sua edição original. Em 1990, foi executada uma edição fac-similada, que é a que possuo. Muito completa, a obra dá descrições muito detalhadas sobre as cidades, vilas e muitos lugarejos portugueses. As informações vão dos aspectos históricos e arqueológicos até heráldicos e etimológicos. E é utilíssima.
Adenda pitoresca: quando o escultor Salvador Barata Feyo (1899-1990) tomou posse como director do Museu Soares dos Reis, ao consultar a lista do pessoal deu conta de um contínuo que tinha um grande nome, e pomposo, terminado em Pinho Leal. Quis conhecê-lo, ficando então a saber que ele era sobrinho neto do autor de Portugal Antigo e Moderno. O Escultor falou-lhe com grande entusiasmo da obra magna de corografia, gabando-a sobre vários pontos de vista. E o modesto contínuo comentou: "Talvez fosse por isso que, lá na aldeia (Vimieiro?), nos chamavam, por alcunha, os Portugais..."
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Bibliofilia 109
Actualização devida: por lapso, não me lembrei do trabalho meritório de Pedro da Silveira sobre o Poeta. Onde propõe 1745 e 1815, como datas de nascimento e morte, de Valadares Gamboa. Refiro estes elementos num anterior poste de 10/10/2010.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Bibliofilia 98
domingo, 3 de junho de 2012
Bibliofilia 64 : mais um folheto sobre o terramoto
sábado, 28 de abril de 2012
Bibliofilia 62 : Píndaro
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Livrinhos 8
sábado, 31 de março de 2012
Barbosa Machado
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Salão de Recusados XL : um poeta menor do Turcifal
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Bibliofilia 51 : Tomás Pinto Brandão
terça-feira, 14 de junho de 2011
Bibliofilia 48 : Leonarda Gil da Gama
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Bibliofilia 47 : "Ulyssea, ou Lisboa Edificada"
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Em redor da Bibliofilia


quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Salão de Recusados XXX : cabeleireiro e poeta jocoso
































