Às vezes, gostava de ser detective, para poder descobrir alguns mistérios...
Nesta altura do ano, é bastante normal, por parte de visitantes estranhos, a procura frenética e sistemática, aqui no Blogue, de postes e imagens de presépios, de pais natais, de cartões de boas festas, numa massificação regularmente monótona e previsível, correspondente às inquietações interiores de tanta boa gente.
Mas também há casos insólitos que poderão configurar extravagâncias, obsessões, mistérios. Dá-se o caso, ultimamente, que 2 visitantes se têm multiplicado em visitas sucessivas aos mesmos postes, facto para que não consigo encontrar uma explicação racional ou justificativa. Nos últimos 2 ou 3 dias, há uma visita que, clicando sistematicamente "angelina e raul", vem repetidamente parar a um poste antigo (8/9/2010), sobre Raul Brandão. E continua... O outro caso, retrata ainda uma maior persistência obsessiva. O cibernauta, nestes últimos dois dias, já visitou mais de 10 vezes um poste que transcreve, apenas, um poema de José Tolentino Mendonça (aqui colocado a 20/11/2013). E, muito embora no Arpose, haja mais dois poemas do Padre-poeta, o visitante autista clica, visita, revisita, lê (provavelmente) e relê sempre o mesmo poema, numa fixação que me parece doentia.
Às vezes, gostava de ser detective...