Mostrar mensagens com a etiqueta José Tolentino Mendonça. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Tolentino Mendonça. Mostrar todas as mensagens

domingo, 30 de junho de 2024

Ideias fixas 87

 

Até porque é Domingo...
É preciso acompanhar, com atenção e cuidado, esse recém-cardeal de Setúbal, que é um videirinho de toda a ordem. Mete-se em tudo, ao que parece, só para aparecer. Come à mesa do Pinto da Costa e agora também vai pertencer a um grupode reflexão de um novo canal televisivo. Vale tudo, enfim. 
Tolentino, que é mais clássico, que se ponha a pau, lá pelo Vaticano!...

quarta-feira, 26 de junho de 2024

Do que fui lendo por aí... 64



Com tanta porcaria a publicar-se e a ler-se, pergunto como é que eu deixei passar este livro?
E se não fora o meu bom amigo H. N. a emprestar-mo, chamando-me a atenção para os textos de Maria Velho da Costa (com inteira razão), decerto eu não daria por ele, publicado que foi em Outubro de 2009. 
Aqui fica, penitenciando-me, a recomendação tardia para leitura.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Palavras finais


Num dos seus últimos escritos, em prosa, Eugénio de Andrade (1923-2005), antecipando a entrada num prolongado silêncio final de cerca de 4 anos antes de morrer, fala de alguns versos fulcrais que o marcaram na relação essencial com quatro poetas e a sua obra. Refere, por exemplo, "os alciões chegados" de Nemésio, ou o "Só, incessante, um som de flauta chora" de Pessanha.
Se a qualidade misteriosa destes dois exemplos perfeitos e alheios, integrados nos seus poemas respectivos, é indiscutível, não é menos estranho que estes versos tenham percutido a sensibilidade de Eugénio de Andrade de uma forma tão impressiva e fundamental, tal como ele declarou nesse posfácio, escrito em Fevereiro de 2001, para um livro de poemas de José Tolentino Mendonça.
E é por aqui que talvez se possa começar, sem romantismos pueris, a falar do mistério da poesia.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Para variar, de José Tolentino Mendonça


Uma vela acesa

Onde nada ameaça
sobrevém inesperado o temor:
um coração desce
à morada de outro coração

Obsessões


Às vezes, gostava de ser detective, para poder descobrir alguns mistérios...
Nesta altura do ano, é bastante normal, por parte de visitantes estranhos, a procura frenética e sistemática, aqui no Blogue, de postes e imagens de presépios, de pais natais, de cartões de boas festas, numa massificação regularmente monótona e previsível, correspondente às inquietações interiores de tanta boa gente.
Mas também há casos insólitos que poderão configurar extravagâncias, obsessões, mistérios. Dá-se o caso, ultimamente, que 2 visitantes se têm multiplicado em visitas sucessivas aos mesmos postes, facto para que não consigo encontrar uma explicação racional ou justificativa. Nos últimos 2 ou 3 dias, há uma visita que, clicando sistematicamente "angelina e raul", vem repetidamente parar a um poste antigo (8/9/2010), sobre Raul Brandão. E continua... O outro caso, retrata ainda uma maior persistência obsessiva. O cibernauta, nestes últimos dois dias, já visitou mais de 10 vezes um poste que transcreve, apenas, um poema de José Tolentino Mendonça (aqui colocado a 20/11/2013). E, muito embora no Arpose, haja mais dois poemas do Padre-poeta, o visitante autista clica, visita, revisita, lê (provavelmente) e relê sempre o mesmo poema, numa fixação que me parece doentia.
Às vezes, gostava de ser detective...

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Mais um poema de J. Tolentino Mendonça


Coisas tão felizes

Entre amigo e amigo
jamais se afastam
coisas tão felizes:
os instantâneos silêncios de certas formas
os protestos inocentes à nossa passagem
a natureza fortuita, dizia eu
imortal, dizias tu
do vento?

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

José Tolentino Mendonça (1965)


Os versos

Os versos assemelham-se a um corpo
quando cai
ao tentar de escuridão a escuridão
a sua sorte

nenhum poder ordena
em papel de prata essa dança inquieta

J. T. Mendonça, in Baldios.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

As raposas e as vinhas


Agarrai-nos as raposas essas raposas mesquinhas
que devastam as vinhas nossas vinhas já floridas
o meu amado é para mim e eu para ele o pastor dos lírios
antes que o dia expire e as sombras se alonguem
volta meu amado igual a um gamo ou uma cria de gazela
pelo quebrado dos montes.


Cântico dos Cânticos, tradução de José Tolentino Mendonça (Cotovia, 1997).