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domingo, 29 de março de 2026

Mau gosto



Há capas de livros que eu considero horríveis, eu que me habituei, sobretudo desde os anos 60 do século passado, a uma estética de equilíbrio original e de bom gosto gráfico (Sebastião Rodrigues, Câmara Leme...). A imagem acima ilustra um dos mais pífios exemplos desse mau gosto execrável, ainda para mais servido por um texto desarrumado, no interior, que só desonra a boa memória de Luís de Sttau Monteiro.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Ilse Losa (1913-2013), quase esquecida?


Não fora MR, no Prosimetron, e também eu me teria esquecido do centenário do nascimento de Ilse Losa, que passou a 20 de Março. Escritora portuense de adopção, mas nascida na Alemanha, discreta mas de escrita firme onde abordou, maioritariamente, memórias e recordações. Autora também de livros para crianças, onde um humor subtil, às vezes, se cruzava com universos sensíveis e mágicos.
A capa de "Encontro no Outono", em imagem, de João da Câmara Leme, sempre me lembrou os pequenos pinhais dispersos (ainda lá estarão?) de Esposende, onde ela costumava passar férias, com a Família, e se juntava, na preferência, a Agustina.

domingo, 22 de janeiro de 2012

O centenário de Alves Redol



Só tarde me dei conta de que tinha deixado passar a data do centenário do nascimento de Alves Redol (29/12/1911 - Novembro de 1969) e, hoje, verifiquei que nunca referira o seu nome neste Blogue. É uma omissão imperdoável, a minha, até porque li boa parte da sua obra, e gostei muito de dois ou três livros que Redol escreveu. Ainda considero "Barranco de Cegos" (1961) um dos bons romances portugueses do séc. XX, até porque o voltei a ler, aqui há poucos anos. E mantive a opinião que tinha sobre a sua qualidade literária.
Esquecidos, ou desvalorizados pelo tempo, tantos outros como Namora, Faure da Rosa, Marmelo e Silva, Loureiro Botas, Ferro Rodrigues, todos eles colados ao neo-realismo, mas datados, o verbo de Alves Redol, em muitas das suas obras, mantém o vigor e interesse de leitura. Por isso aqui o lembro, através das capas de três dos seus livros.

Obsv.: a capa de "Gaibéus" é de Manuel Ribeiro de Pavia, as outras, de João da Câmara Leme.