Mostrar mensagens com a etiqueta Crise. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Crise. Mostrar todas as mensagens

domingo, 20 de agosto de 2023

Da leitura (52)



Numa realista recensão crítica ao livro The Great Crashes, da economista Linda Yueh (1977), o historiador norte-americano Eric Ranchway (1969) põe o dedo na ferida, a propósito das crises de mercado, referindo algumas das causas da depressão económica. Aqui ficam 2 pequenos excertos que traduzi livremente, do texto inglês, para português, pela sua pertinência.

"  As crises começam com a euforia. Os tempos parecem favoráveis e as pessoas acreditam que eles permanecerão bons. A inovação técnica e o vigor empresarial empreendedor parecem convidar a uma nova era que será imune aos velhos azares. "
( ...)
" Mas nas crises, os banqueiros - cuja classe contribuiu mais do que qualquer outra para criar os problemas que agora parecem ameaçar de novo a economia global - pouco sofreram. "

domingo, 25 de dezembro de 2016

Comic Relief (131)


Ainda assim..:-)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A terra em tempo de guerra

É notória, e já aqui o referi, a proliferação de pequenas hortas domésticas, nos baldios e declives da região outrabandista. Normalmente trabalhadas e cultivadas por africanos (maioritariamente, amanhadas por mulheres) que semeiam batatas, milho, tomate, couves... A necessidade pode muito, a crise aperta, a fome espreita, muitas vezes.
Mas já, noutras ocasiões e em períodos de racionamento, sobretudo no decurso da II Guerra mundial, os governos aconselhavam o cultivo de vegetais, mesmo em pequenas parcelas de terra, em jardins e, até mesmo, em vasos, nas varandas das casas, para diminuir a pressão da escassez alimentar.
A Itália, a Alemanha e Portugal, no início dos anos 40 do século passado faziam um aproveitamento pragmático da terra ao seu dispor. E também, na Inglaterra, se fez campanha de propaganda para o cultivo alargado de vegetais e outros bens alimentares como, neste sugestivo cartaz da imagem, de gráfico desconhecido, se pode ver.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Sobre "Crise", palavra e sentido

Só muito recentemente o nome de Myriam Revault d'Allonnes começou a ter sentido, para mim, embora não tivesse sequer conseguido saber o ano do seu nascimento. Creio que será sexagenária. Filósofa francesa, especialista e tradutora da obra de Hannah Arendt (1906-1975), Myriam aborda, com maior incidência, as relações do Poder, a Política e, mais recentemente, a Crise, no seu sentido mais lato e abstracto, não desprezando, porém, as suas razões concretas. Coligi e traduzi, do francês, algumas respostas dela, em entrevistas, a que junto um vídeo em que Myriam R. d'Allonnes fala da crise que atravessamos, a propósito do seu último livro, intitulado "La crise sans fin". Como se segue:

Crise e Crítica têm, em grego, a mesma origem etimológica: critica-se para tentar chegar àquilo que deve ser e para tomar uma decisão.
...
Eu creio que a autoridade consiste em dar aos vindouros, aos que vierem depois de nós, a oportunidade de começar alguma coisa.
...
Chegaremos quase a preferir um futuro sombrio a um futuro incerto.
...
Em vez de antecipar a catástrofe como uma certeza, afrontemos a incerteza. Uma incerteza criadora: sim, o futuro não será forçosamente o melhor, mas nós temos possibilidade de agir.
...
No campo político, novas práticas emergem (petições, fóruns de cidadãos, lutas colectivas) que, mesmo que nem sempre sejam bem sucedidas, deixam rasto. A mobilização dos "Indignados" não resultou na instauração de contra-poderes ou mecanismos institucionais mas, em si, não é um fenómeno insignificante.


sábado, 10 de novembro de 2012

Da crise, um percurso


A rua que frequentamos, aos sábados, já teve melhores dias e uma pujança comercial bem mais dinâmica. Hoje, está reduzida a meia dúzia de lojas e, para as sete ou oito que entretanto fecharam, apenas uma, nova, abriu. De roupa usada (de marca e boa qualidade) e de bom gosto, que deve ter clientela fiel e "tias" fornecedoras. Além desta última, recente, há um café-geladaria, que foi um "must" nas décadas 80/90, mas agora está quase sempre despovoado, um pequeno restaurante familiar que foi perdendo clientes, um relojoeiro, bom profissional, de quem já usei, com proveito, os serviços; e ainda uma sapataria, que também vende acessórios, cujo dono, septuagenário avançado, abre quando abre...
Junto do Cine-Teatro, que se vai arruinando, está sentado, habitualmente, nos degraus de entrada, um sem-abrigo de meia idade que concita pombas esfomeadas e sujidade, à volta. Um bar-discoteca, que teve vida breve (2, 3 anos?), acumula, visível por debaixo da porta, correspondência (contas?) por abrir. Uma loja de roupas, fechada, com um letreiro já amarelecido e tentador, mas que ninguém compra ou aluga. E uma Óptica, na esquina, que parece não ter muito movimento. Apenas a Padaria-Pastelaria, ao cimo, conserva o ritmo de outrora: o pão é muito bom e "honesto" (como diria Cesário), o atendimento (brasileiro) é cortez e atento, e os Sonhos de Natal, que começam a fazer a partir do 5 de Outubro, são excelentes.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Contribuição para a crise: ...

... eliminem-se as "gorduras do Estado" - como dizia o Sr. Catroga.

sábado, 24 de março de 2012

Constatação pragmática da crise


De há um tempo a esta parte, algumas pequenas arribas outrabandistas começaram a ser trabalhadas, quero eu dizer: cavadas e semeadas. Lembram, minimalistas, as margens alcantiladas, em socalcos, do Douro. E estas bermas da estrada, a sul do Tejo, com a Primavera começaram a ficar verdes pelas couves progredindo, a folhagem das favas, os tomateiros ainda insípidos, as alfaces...
Estas pequenas hortas, subtraídas ao poder autárquico que as deixava maninhas, dão um ar útil e pragmático à terra até então desocupada e inútil. As courelas diminutas são trabalhadas, sobretudo, por mulheres africanas, no seu labor sacrificado de horas livres. São raros os homens, são poucos os brancos a aproveitar estas leiras fecundas que o progresso foi inutilizando. Mas, como dizia Garrett, "a necessidade pode muito".

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Pimba, nortenha, popular...mas realista



com agradecimentos cordiais a C. S..