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domingo, 15 de novembro de 2020

Leituras Antigas XLV

O poste anterior deu origem a uma troca de ideias, nos comentários, a propósito da II Grande Guerra, o Holocausto e leituras temáticas sobre estes assuntos, com comentários entre MR, Mister Vertigo e eu próprio. O facto levou-me a procurar depois na minha biblioteca livros que li, talvez entre os 15 e os 30 anos, sobre estas matérias.


Facilmente encontrei três deles de que reproduzo as capas  em imagens. Dois deles foram-me oferecidos por colegas do Liceu, em aniversários e o terceiro The Rise and Fall of the Third Reich (1962), de William L. Shirer, foi comprado por mim em Paris, no mês de Setembro de 1963, por 11,35 francos franceses.



para MR e Mister Vertigo, especialmente e a propósito de um triálogo anterior.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Leituras Antigas XLIV


Costumo dizer, por brincadeira e para os meus próximos, que, se não fosse a leitura semanal do TLS, eu ficaria isolado do mundo. É um exagero, evidentemente, mas tem alguma ponta de verdade.
Ora, a leitura do último jornal literário inglês, fez-me regressar aos meus tempos infanto-juvenis, em que um dos meus autores predilectos era Emilio Salgari (1862-1911). Este TLS deu-me a conhecer um pouco melhor o escritor italiano. Que eu li, sobretudo, em BD e não pelos livros da Romano Torres, muito populares nessa época.
Eram histórias sérias, de humor ausente, que, pelo contrário, enxameava no Asterix ou no Lucky Luke. Aureoladas de heroísmo e aventura, as peripécias de Sandokan, por exemplo, deviam ser lidas com compostura e seriedade adolescente. Tinham até, muitas vezes, uma preocupação ética ou moral - parece-me, ainda hoje.


Talvez Salgari fosse também um homem demasiado sério e de pendor trágico, pelo que lhe sobrou ou reservou a vida. O pai suicidou-se, a mulher acusou cedo perturbações psíquicas e ele refugiava-se na bebida e no jogo, para lá do trabalho insano da escrita que lhe dava, à justa, para sobreviver.
Antes dos 50 anos, cansou-se e fez o hara-kiri - soube tudo isto ontem, pelo TLS.






sexta-feira, 30 de junho de 2017

Leituras Antigas XLIII


De Eça de Queiroz (1845-1900), um dos primeiros livros que eu li, terá sido "O Primo Bazilio" (1878), por um daqueles grandes volumes da Lello, da edição do centenário, que repousavam na biblioteca tranquila do meu Tio Jorge. Reli-o depois mais vezes, mas por volumes mais maneirinhos. Anteontem, peguei-lhe de novo e não resisto, pela "receita", a uma transcrição bem saborosa (embora talvez cruel e tenebrosa, para quem goste muito de cães). Aí vai:

"Havia cinco annos que D. Felicidade o amava. Em casa de Jorge riam-se um pouco com aquella chamma. Luiza dizia: Ora! é uma caturrice d'ella! Viam-na córada e nutrida, e não suspeitavam que aquelle sentimento concentrado, irritado semanalmente, queimando em silencio a ia devastando como uma doença e desmoralisando como um vicio. Todos os seus ardores até ahi tinham sido inutilisados. Amára um official de lanceiros que morrera, e apenas conservava o seu daguerreotypo. Depois apaixonára-se muito ocultamente por um rapaz padeiro, da visinhança, e vira-o casar. Dera-se então toda a um cão, o Bilro; uma criada despedida deu-lhe por vingança rolha cozida; o Bilro rebentou, e tinha-o agora empalhado na sala de jantar. A pessoa do conselheiro viera de repente um dia, pegar fogo áquelles desejos, sobrepostos como combustíveis antigos. Accacio tornara-se a sua mania:... "(pg. 43)

Ora, eu já não me lembrava que uma simples rolha, embora cozida, pudesse ter usos tão funestos!?...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Leituras Antigas XLII


Creio que poderei dizer que me despedi, saciado, da infância, bem como da adolescência. Costumo até dizer, por ironia, que tive uma infância feliz. Porque raramente regresso a esse paraíso artificial ou ao fetichismo mental dos seus brinquedos, filmes ou livros. Embora, aquando da infanto-adolescência dos meus filhos, o tenha feito por obrigação afectuosa. Mas foi - diria - a despedida final, a cerimónia dos adeuses.
É possível, no entanto, que por vezes haja pequenas e fortuitas recaídas na compra de pequenas coisas, livros, postais de um tempo passado. Talvez mais até pelo seu lado estético, como estes dois Vampiros Magazines, dos anos 50, com belíssimas capas de Cândido Costa Pinto, com influência surrealista. Para não falar das traduções de Victor Palla dos contos de cariz policial, que estes pequenos livros encerram.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Leituras Antigas XLI : revisitar "As Mil e uma Noites"



O livro, em muito más condições de conservação, está comigo há muito, talvez desde os primórdios dos anos 50, assim já truncado, as folhas mal cosidas com fio grosseiro e preto, mas não faço a menor ideia de como me veio parar às mãos. Não tem folha de rosto, nem final, apenas as páginas 5 e 6, e, depois, da página 9 até à 284. Não consigo saber, por isso, o nome de quem o terá traduzido para português, nem o ano de impressão. Tem, no entanto, completas as seguintes histórias de "As Mil e uma Noites":
- Hassan O Cordoeiro (pgs. 17 a 34).
- As Viagens do Corcunda Morto (pgs. 35 a 44).
- O Principe Achmet e a Fada Paribanu (pgs. 45 a 70).
- Ali-Baba e os Quarenta Salteadores (pgs. 71 a 94).
- Harun Al Raschid e Abdallah (pgs. 95 a 104).
- As Três Irmãs (pgs. 105 a 132).
- Abu e Nintyn (pgs. 133 a 144).
- A pesca Maravilhosa (pgs. 145 a 170)
- Sindbad-O-Marujo (pgs. 171 a 222).
- Aladdin e a Lampada Maravilhosa (pgs. 223 a 267);
e incompletas: "O Principe Mahmud e suas aventuras" bem como, nas últimas páginas, "Agib o Curioso".
Segundo Márcia Abreu (Leituras no Brasil Colonial), "As Mil e uma Noites" terão sido traduzidas em Portugal, pela primeira vez, em 1801. Informação que é confirmada por A. A. Gonçalves Rodrigues (A Tradução em Portugal, vol. I, 1992, IN-CM) que refere o tradutor, como tendo sido Luiz Caetano dos Santos. Não é esta, no entanto, a tradução de "As Mil e uma Noites" que possuo, em livro incompleto. Inclino-me mais para que possa ser a edição da Parceria António Maria Pereira, ilustrada, que foi impressa no ano de 1920.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Leituras Antigas XL : Colecção Educativa



Como suporte logístico e documental à Campanha Nacional de Educação de Adultos, esta colecção surgiu em meados dos anos 50 do século passado, e custava Esc. 5$00 cada volume. Hoje, estes voluminhos de  agradável aspecto gráfico, em segunda mão, custam entre 2,50 e 5,00 euros, e não param muito, nos alfarrabistas - vendem-se bem. Mas aquando do seu aparecimento, por muito ligados ao Estado Novo (todos os livros tinham, nas páginas iniciais, uma citação ou frase de Salazar), eram olhados com alguma desconfiança pelas elites intelectuais portuguesas.
Os volumes, divididos em várias séries específicas (História, Saúde, Agricultura, Aperfeiçoamento profissional...) abordam uma grande diversidade de temas de educação e cultura. De Maria de Lourdes Belchior a Henrique Barrilaro Ruas, de José Régio a Urbano Tavares Rodrigues, os organizadores ou autores de cada livro, eram também muito variados, bem como os ilustradores e até as próprias casas impressoras. Não sendo muito eruditos na abordagem dos assuntos, nem muito profundos, são, apesar de tudo, interessantes de ler e informativos.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Leituras Antigas XXXIX : "Flecha"



Iniciada a sua publicação em 28 de Outubro de 1954, a revista de BD "Flecha" saía às quintas feiras e era de criação inteiramente nacional. Tinha como director literário Roussado Pinto, e era pertença da Fomento de Publicações, Lda., sediada na Rua Capelo, 26, 2º, em Lisboa.
Inicialmente, tinha apenas 8 páginas mas, tendo sido um sucesso de vendas, a partir do nº 25 (?), passou a 16. Histórias do Faroeste, Ficção científica, Policiais, mas também textos inspirados na História de Portugal, eram os seus temas preferenciais.
Os primeiros números vendiam-se, semanalmente, a Esc. $70 mas, com o dobro das páginas, passou a custar Esc. 1$00.

domingo, 20 de novembro de 2011

Leituras Antigas XXXVIII : "Dictionnaire de la Peinture Moderne"



Este livro, na imagem, anda comigo há cerca de 50 anos, e foi comprado em Coimbra, numa livraria da Rua Ferreira Borges. Da autoria de Fernand Hazan, com colaboração muito variada, este "Dictionnaire de la Peinture Moderne" foi editado no ano de 1954, em Paris.
Dos livros da minha biblioteca é, com o "Petit Larousse", um dos que melhor se pagou, por si, pelas vezes sem conta que o consultei, e ainda consulto. Tem também uma apresentação gráfica e estética admiráveis.
Por muitas razões - e perdoe-se o desbarato dos sentimentos - é um livro que estimo imenso.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Leituras Antigas XXXVII : O livro das Fábulas



O livro denota a sua provecta idade: foi posto à venda pelo Natal de 1950. Foi o primeiro livro de Fábulas que li e, provavelmente também, o primeiro em verso. Foi-me oferecido quando fiz 8 anos, por duas amiguinhas que eram irmãs: a Maria Manuela e a Maria Helena Coelho. Gostava e gosto muito do volume, e reli-o várias vezes, sempre com agrado.
Os versos límpidos, simples e corredios de Adolfo Simões Müller lêem-se muito bem. E os desenhos, um pouco delidos os interiores, são sugestivos e atraentes. O livro foi uma edição da Empresa Nacional de Publicidade, de Lisboa. Simões Müller dedicou-o às afilhadas Maria Manuela e Maria Teresa. Continua a ser, ainda hoje, uma obra instrutiva e útil. 

sábado, 8 de outubro de 2011

Leituras Antigas XXXVI : Colecção Gigante





Num tempo em que quase tudo era medido por padrões de conveniência e normalidade, estes livros de altura avantajada (32,5 cms.) despertavam a atenção e cobiça de os comprar, entre os mais jovens. A "Colecção Gigante" era editada pela Romano Torres (de Lisboa), com sugestivos desenhos de Júlio Amorim, nas capas, e de Alfredo Moraes, nas páginas interiores. Os textos corriam sob a responsabilidade de Leyguarda Ferreira. Os enormes livros custavam Esc. 15$00, e suponho que a colecção data do início dos anos 50 do século passado. Tenho apenas 2 volumes: "As Mil e uma Noites" e "O Gigante das Sete Cabeças", sendo que esta última história era muito do meu agrado.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Leituras Antigas XXXV : "Revista Ilustrada"


São do ano de 1956, estes dois primeiros (1 e 2) exemplares da "Revista Ilustrada", de banda desenhada brasileira. Creio que tive mais números, mas só estes dois resistiram à voragem do tempo. As capas, apelativas e coloridas, eram de Aylton Thomaz; o interior, a preto e branco, variava de desenhador: "O Mandarim" de Eça, foi desenhado por Vieytes e a banda desenhada, do exemplar da obra de Emilio Salgari, tem como autor C. Roume. A colecção era editada pela Editora Legislação Federal, que tinha Nelson Borges da Fonseca como director, e cuja sede se situava na Av. Franklin Roosevelt, 39, no Rio de Janeiro. Cada número custava, no Brasil, 7,00 cruzeiros e, em Portugal, a intermediária Latina Editora precificava-a a Esc. 5$00. A revista era de publicação mensal e trazia sempre o horóscopo do mês. Na contracapa da segunda revista anunciava-se que o próximo exemplar seria: "Os Três Mosqueteiros" de Alexandre Dumas.

domingo, 26 de junho de 2011

Leituras Antigas XXXIV : Enciclopédia pela Imagem

 
Esta colecção de pequenos livros, que tenho incompleta, foi indiscutivelmente a minha primeira enciclopédia, antes ainda de "Le Petit Larousse" (poste de 28/1/2011), comprado em 1959.
Os livrinhos, intensamente ilustrados a preto e branco - só as capas eram a cores - abordavam grande número de assuntos: de História a Ciências, das Artes à Literatura, etc. Comprei apenas os livros cujos temas mais me interessavam, para os tentar conhecer melhor. Eram a versão portuguesa traduzida da congénere, original, editada pela Livraria Hachette, de Paris. Embora também houvesse volumes totalmente portugueses, especializados, de temas nacionais: "As Lutas Liberais", "O Exército Português"...
No nosso país, foram editados (anos 40? 50?) pela Livraria Chardron / Lello & Irmão, Lda., do Porto. Inicialmente, os voluminhos julgo que custavam Esc. 12$50, mas foram sendo mais caros, com o tempo. Os últimos que comprei ("As Aves" e "O Nosso Mobiliário") já foram vendidos a Esc. 40$00, em meados dos anos 60 do século passado.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Regressos


Mesmo que nos custe, depois, subir de novo os degraus até à superfície, com a idade, há uma tendência, maior ou menor, para descer à cave. Ver os estragos causados pelo tempo, inventariar o que se salvou e, com sorte, reviver a surpresa de alguma coisa esquecida que nos traz boas recordações. A memória tem destas coisas e, com a velhice, há o fascínio de se fechar o círculo, ou de tentar compreender melhor o que se passou. Reavaliar o tempo. Dizia José Gomes Ferreira que "viver sempre também cansa", expressando a sabedoria da experiência.
Pois acontece que, anteontem, no meu alfarrabista de referência, fui encontrar, inesperadamente, um pequeno molho ( 12, 15?) de fascículos das "Aventuras do Capitão Morgan" (Leituras Antigas I, de 24/5/2010, aqui no blogue), em muito bom estado. Uma leve emoção veio-me à cabeça, e à pele. Vi-lhes as capas sugestivas, com atenção afectuosa, como se fosse menino. E como o preço era justo, escolhi 6 deles. A memória funcionou bem, porque quando cheguei a casa verifiquei que apenas um era repetido, em relação aos que eu tinha e lera há mais de 50 anos.

domingo, 29 de maio de 2011

Leituras Antigas XXXIII : A Família Marvel


Em finais dos anos 40, princípio dos 50, do século XX, a difusão de revistas brasileiras de banda desenhada, em Portugal, era já muito significativa. Predominavam o "Gibi", "Biriba" e o "Globo Juvenil" normal e mensal. Os heróis principais da BD eram: Don Winslow, Chico Foguete, Dick Tracy, Joe Sopapo, Tocha Humana... Mas os meus favoritos eram, sem dúvida, os elementos da Família Marvel (Capitão Marvel, Mary Marvel e Marvel Júnior), pessoas normais que, ao pronunciar a palavra mágica "Shazam!", se transformavam em super-humanos, conseguiam voar e lutavam contra o Mal, a favor do Bem. A revista de BD brasileira, de que se mostram 2 páginas, era o "Globo Juvenil Mensal", de Julho de 1948. A editora, que a publicava, tinha a sede social na Rua Bethencourt da Silva, 21, 1º andar, no Rio de Janeiro (Brasil). Tinha como director, Roberto Marinho, o Gerente dava pelo nome de Henrique Tavares, e a secretária: Djalma Sampaio. Cada número da revista custava Cr$ 2,00.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Leituras Antigas XXXI : Frankenstein









Andava eu à procura, nos fundos, de livros de Bram Stoker (1847-1912), escritor irlandês, cujo aniversário da morte passa hoje, e autor de algumas novelas sobre Drácula, quando se me depararam dois livros de literatura de terror, com Frankenstein. Quem imaginou esta sinistra figura, foi Mary Shelley (1797-1851), iniciadora do romance gótico inglês e segunda mulher do poeta romântico Shelley. Os livros, que se mostram nas imagens, baseiam-se na obra da autora britânica, mas são produto da imaginação de Benoit Becker, pseudónimo conjunto de 5 escritores franceses, entre eles: Christiane Rochefort e Jean-Claude Carrière.



Terei lido os livros por volta de 1960, pouco mais ou menos, mas não me entusiasmaram particularmente, porque só tenho os primeiros 2 volumes desta "Colecção Suspense", das edições surpresa, limitada, de Vila do Conde, sob a direcção de J. Carvalho-Branco. As traduções são de Rodrigo Macedo e os toscos desenhos das capas são da autoria de Abílio Santos. Os livros tinham a particularidade de virem dentro de uns invólucros de plástico rígido de protecção, e custavam Esc. 12$50. Aprendi, com a leitura destes dois livros, que o terror, como tema, não era meu terreno de eleição, mas sim o policial, puro e duro.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Leituras Antigas XXX : Colecção Condor



Dentro da vasta gama de revistas de banda desenhada, editadas pela Agência Portuguesa de Revistas, com histórias completas, a "Colecção Condor" foi das mais populares. De tal forma, que chegou a ter uma irmã mais nova : a "Condor Popular" que era mais pequena, em formato, e mais barata. Custava apenas Esc. 1$00. Ambas se publicaram em meados dos anos 50 do século passado. Eu era um fervoroso admirador da Condor normal e, sobretudo, dos fascículos consagrados a Mandrake e ao seu africano ajudante, Lotário. A "Colecção Condor" tinha publicação semanal e custava Esc. 2$50. Creio que a BD de Mandrake era de autoria de Lee Falk, nos textos, e com desenhos de Phil Davis, no original.

terça-feira, 22 de março de 2011

Leituras Antigas XXIX : Búfalo Bill



A colecção, que tenho completa, era composta por 10 fascículos, de 32 páginas cada, e data do final dos anos 50 do século passado. É obra da Fomento de Publicações, Lda., situada na Rua Capelo, 26-2º, em Lisboa. Todos os números têm capas sugestivas de Vitor Péon (1923-1991). Os fascículos eram em prosa, sem imagens, mas nas contracapas, e até ao nº 8, havia um bónus de BD, intitulado "Lucky Logan - o discípulo de Búfalo Bill". Os fascículos custavam Esc. 2$50 cada, e eram impressos na Gráfica Santelmo, Rua de S. Bernardo, 84, em Lisboa.

terça-feira, 8 de março de 2011

Leituras Antigas XXVIII : Os Grandes Amores de Portugal



Estes fascículos com cerca de 60 páginas terão sido publicados por volta dos anos 30 do século passado. O texto era de Rocha Martins e os desenhos das capas de Alberto de Sousa, e têm a indicação de Rua do Alecrim, nº 61, em Lisboa. Pertencem à denominada "Coleção História" e, uma vez completos, eram encadernados com capas vermelhas do editor. Li-os à volta dos 10 anos, de uma biblioteca familiar. E vim a comprá-los, posteriormente, em 1988, por recordação, entre Esc. 100$00 ou 125$00, cada um, num alfarrabista da Calçada do Carmo. As histórias narradas por Rocha Martins estão bem enquadradas no seu tempo respectivo e lêem-se sem fastio, e com agrado. Reproduzem-se as capas dos amores e desamores do infante D. João por Maria Teles (irmã de Leonor Teles) que acabou assassinada, às mãos do marido, que depois fugiu para Espanha; a paixão de D. Manuel I por D. Leonor que era para casar com D. João III, mas acabou por ser a última esposa do rei venturoso, que tinha 48 anos, na altura. E os amores de D. Afonso VI por D. Feliciana de Milão, filha de pais incógnitos, e freira de Odivelas. E por aqui me fico, nas descrições.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Leituras Antigas XXVII : O Condestável e Mousinho



Os dois livros, em imagem, foram prémios escolares que recebi. "Mousinho de Albuquerque" de Eduardo de Noronha, pelo "bom aproveitamento" no 1º ano do Liceu, e devo tê-lo lido em 1956. A "Vida do Santo Condestável..." é da autoria de Henrique Barrilaro Ruas e tem capa, bem interessante, de Américo de Amorim. Foi prémio escolar do 2º ano do Liceu. Li-o em 1957.
É evidente que eram livros para incentivar o patriotismo e despertar o gosto pelo heroísmo, nos adolescentes. Mas não me fizeram mal, tanto quanto me apercebo...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Leituras Antigas XXVI : Petit Larousse



De todos os livros que tenho, este "Petit Larousse" foi aquele que mais justificou o seu preço, e melhor se pagou a si mesmo, pelas milhares de vezes que o consultei. E ainda consulto.
É a edição de 1959 e custou, na altura, Esc. 225$00, i. e., cerca de 1,13 euros. Foi também a minha primeira Enciclopédia pessoal. A epígrafe deste volume é: "Je sème à tout vent", inscrita na lombada. Tem 1.798 páginas, para além de inúmeros mapas e ilustrações a cores. Se se pode dizer que alguns homens têm afecto aos livros, eu diria que, da minha biblioteca, é a este volume que consagro mais estima e afecto.