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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Uma fotografia, de vez em quando... (89)


A Taschen reeditou recentemente um antigo, raro e esgotado ensaio de James Baldwin (The fire next time), acompanhado por cerca de 270 fotografias, 100 das quais a preto e branco, de muito boa qualidade, retratando o escritor afro-americano. Os instantâneos foram captados pelo fotógrafo nova-iorquino Steve Schapiro (1934).


Fotojornalista freelancer, o norte-americano tem obra extensa, que recua até 1961. Acompanhou a Marcha para Washington, dos Direitos Humanos, tendo fixado bons retratos de Martin Luther King e dos manifestantes. Trabalhou também para a Vogue e para a Life. E acompanhou as filmagens de The Godfather e Taxi Driver, de que ficaram expressivos retratos de Marlon Brando e Robert de Niro. Grande parte das celebridades cinematográficas da segunda metade do século XX não escaparam à sua objectiva.



Não será, certamente, um dos fotógrafos maiores do séc. XX (e quem sou eu, ignorante, para o afirmar?... ). Mas, mais do que o enquadramento feliz e a originalidade estética dos seus retratos, o sucesso da sua obra - parece-me - fica a dever-se, também, à capacidade histriónica (Buster Keaton e Woody Allen) ou à fotogenia (Paul Newman) de grande parte dos seus modelos.


sábado, 11 de junho de 2016

Comic Relief (126)


Julgo que uma das mais valias do sucesso do humor de Buster Keaton (1895-1966) residia na inexpressividade dos traços do seu rosto. Mesmo em momentos fílmicos de grande tensão e perigo, o actor mantinha uma impassibilidade quase total.
O vídeo, acima, documenta e explica alguns dos truques e técnicas das filmagens, ajudando a perceber melhor o rigor que era posto ao serviço dos resultados bem humorados ou cómicos que iam sendo alcançados. Não por acaso...
Ainda hoje se podem encontrar influências dos seus trabalhos, em recentes realizadores de cinema, como o vídeo exemplifica.

sábado, 28 de novembro de 2015

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O cómico


Ser cómico é uma arte difícil. Entre os esgares de um Jerry Lewis e a imota expressão melancólica de Buster Keaton, há uma diferença de tomo, embora ambos consigam arrancar gargalhadas ao ser humano mais sorumbático - desde que tenha sentido de humor. Bergson, em "Le Rire", disse-o, para sempre, de modo filosófico e profundo.
Porque não é fácil ser cómico. Daí a frase popular: "este quer fazer-se engraçadinho..." Normalmente, dita em tom sério e depreciativo. Porque, primeiro, é preciso estudar o tema, ensaiar o tom, definir prioridades num discurso crescendo de relaxe, mas também de expectativa, para com o ouvinte ou espectador. E, sobretudo, programar ao milímetro, dissimulada e minuciosamente, a mímica facial.
Mas há também um humor naïf, não preparado, que decorre da ignorância ou da palermice. Humana, para usar um adjectivo e clarificar melhor. Que colhe, da desarrumação mental, da pura irracionalidade, uma gargalhada sonora. No ciberespaço, abunda entre as search words mentecaptas de alguns "usuários" e as respostas ou traduções rurais do motor de busca Google americano. Venha o diabo e escolha, qual o mais hilariante!...
Saia a última! Diz o visitante: "fotos de ingrid andrade, via vitoria mesquita somic ali!"; responde o Google, do alto da sua ignorância cósmica e iliteracia primária e disléxica: Arpose - "Comic Relief (1) - uma intermediação de Vicky Pollard".
E "riase la gente", como dizia Gongora... 

terça-feira, 10 de abril de 2012

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Por amor aos livros


Com a devida vénia a MR, no seu Prosimetron, eu não resisti ao plágio de transpôr este "cristalzinho" para o Arpose. Não fossem os livros, não fosse este sósia de Buster Keaton envelhecendo, lentamente...
O filme teve o Óscar de melhor curta metragem. Às vezes o Óscar acerta, às vezes o Nobel cai bem, às vezes o azeite vem ao de cima.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Memória 20 : Charlie Chaplin


A 16 de Abril de 1889 nascia, em Londres, Charles Spencer Chaplin Jr. que viria a ser conhecido, simplesmente, por Charlie Chaplin ou Charlot. Não é demais lembrá-lo quer pelo seu humor irreverente e original, quer pela simplicidade sensível de muitas das suas criações musicais ("This is my song"), ou ainda pela antecipação intuitiva com que previa os desvios perversos a que estava sujeita a Humanidade ("O Grande Ditador"). Realizador, argumentista, actor, compositor, em tudo deixou a sua marca inconfundível, onde a ternura e a alegria se conjugavam de forma perfeita.
P. S. : de notar a excelente réplica de Buster Keaton no pequeno vídeo tirado de "Limelight".