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terça-feira, 14 de abril de 2026

Últimas aquisições (66)

 

Recentemente editado (Março), comprei-o hoje. Terá porém que esperar na lista de prioridades, disciplinadamente, pela sua vez de leitura....

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Divagações 190



Esta semana começou, finalmente, com um dia soalheiro, mas que pouco durou. Embora o azul regressasse. Pois que, na passada, depois das orvalhadas tipo S. João, amanhecia sempre por entre nevoeiros espessos que convidavam a perdermo-nos ao sair para a rua.
Coincidiu, nessa altura, que eu tentasse localizar, em data, o ano de publicação de algumas obras de Aquilino Ribeiro (1885-1963). Ora, ao contrário da Portugália, muito precisa nesse tipo de informações , ou da Relógio D'Água, a Bertrand nem sempre fornece, no livro, esses dados importantes. Suspeito das razões e, se não fosse Aquilino dar nota da data do final da escrita de algumas das suas obras, ou na dedicatória ou prefácio inicial, teríamos ainda mais dificuldade  em situá-las. A Editora Bertrand prefere falar de milheiros do que dos anos de publicação. E, deste modo, até podemos ficar perdidos pelo nevoeiro do tempo...



segunda-feira, 7 de junho de 2021

Da leitura 44



"É um segredo de polichinelo que os intelectuais em regime de clausura e os homens que passam a vida emparedados entre livros e textos podem experimentar com especial intensidade as seduções de propostas políticas violentas, sobretudo quando a violência poupa as suas próprias pessoas."

George Steiner (1929-2020), in Martin Heidegger, pg. 31.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Últimas aquisições (25)


É sabido que a Babel (ex-Guimarães Editores, de melhor memória e ilustres pergaminhos), recentemente, repudiou Agustina, mas a Família da escritora, prontamente e bem, arranjou a Relógio D'Água para lhe reeditar a obra, sobretudo a esgotada. A escritora só ganhou com o incidente, de um ponto de vista objectivo.
Ora, eu de há muito que queria ler O Susto (1958), de Agustina Bessa-Luís (1922-2019). E por várias razões: a obra foi inspirada em Teixeira de Pascoaes (1877-1952) e, na altura da publicação, causou grande polémica e troca de azedumes, entre a escritora e a família do Poeta. Régio ainda tentou pôr água na fervura. Em vão...
Aqui há uns meses, vi a obra, na edição primitiva, usada, à venda. Pediam pelo livro 35 euros, o que me pareceu uma exorbitância oportunista, e não o comprei. A segunda edição saiu este ano, em Janeiro, com a chancela da Relógio D'Água. Adquiri, assim, o livro, por pouco mais de 17 euros.
E vou começar a lê-lo...

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Recomendado : cinquenta e seis - G. S.


Os temas serão quase sempre recorrentes, mas a abordagem, que George Steiner (1929) deles faz, comporta sempre, de livro para livro, novas perspectivas. O que confere, de algum modo, com a ideia que eu tenho, de que, por muito singular que um homem seja, não conseguirá trazer senão mais do que três ou quatro coisas novas, ao mundo. Seja no domínio das Ciências, da Literatura ou do Pensamento. Poliglota de raiz, Steiner sempre pensou a linguagem, de uma forma muito própria e obsessiva. Daí a transcrição que farei, de "Extraterritorial" (Relógio D'Água, 2014), na boa tradução de Miguel Serras Pereira. Que segue:
"É possível que todas as investigações sobre as origens e a estrutura de base da linguagem humana tenham contornado o problema fundamental, que decorre do facto de investigar as origens da linguagem recorrendo à linguagem (mas de outros meios poderíamos dispor?) é, sem dúvida e necessariamente, entrar num processo circular, num jogo de espelhos. Incapaz, na ordem conceptual, de superar os seus próprios termos de referência linguísticos, a questão das origens da linguagem não encontra hipótese imaginável capaz de lhe dar resposta. A partir do momento em que pensamos em termos verbais, torna-se impossível acedermos a um estado de coisas anterior à palavra." (pgs. 84/5)
Recomendado, obviamente.