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terça-feira, 14 de julho de 2026

3 fragmentos de E. M. Cioran



A crítica é um contrassenso: é preciso ler, não para compreender outrém, mas para nos compreendermos. (pg. 28)
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A amizade não tem interesse nem alcance senão na juventude. Para alguém de idade, é bem evidente que o que mais se receia é que os amigos lhe sobrevivam. (pg. 36)
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O facto que a vida não tem nenhum sentido é uma razão de vida, a única de resto. (pg. 48)


E. M. Cioran (1911-1995), in Aveux et Anathèmes (1987).

 

domingo, 19 de janeiro de 2025

3 fragmentos, algo irónicos ou surrealistas,, de Karl Kraus (1874-1936)



1. Tive uma visão horripilante: vi uma enciclopédia aproximar-se de um sabe-tudo e abri-lo.

2. O filósofo pensa da eternidade para o dia, o poeta, do dia para a eternidade.

3. Não ter um pensamento e saber exprimi-lo - é isso que faz o jornalista.

terça-feira, 24 de abril de 2018

3 fragmentos de Valéry, traduzidos


A polidez, é a indiferença organizada.
O sorriso é um sistema.
Os pontos de vista são previsões.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

4 fragmentos (nem todos polémicos) de Boris Vian (1920-1959)


Os artigos de fundo não sobem à superfície.
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As lojas das floristas nunca têm portadas de ferro. Ninguém quer roubar flores.
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O tempo perdido é o tempo em que estamos à mercê dos outros.
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Se Deus se fez homem para ter autoridade sobre a terra, é evidente que ele se deu conta de que um homem acaba por ser mesmo uma coisa séria.


Boris Vian, in En Verve - mots, propos, aphorismes (Horay, 2002).

terça-feira, 4 de julho de 2017

3 fragmentos de E. M. Cioran


"Acrimónia - gosto desta palavra. Faz-me imaginar uma alegria que deu para o torto." 
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"Tenho o gosto do remorso, mas não o do arrependimento. É toda a diferença entre um espírito literário e um espírito religioso, cristão sobretudo."
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"É uma espécie de instinto que nos permite uma dose feliz de paradoxo e de banalidade. E isso não se aprende em nenhuma arte de escrever."


E. M. Cioran, in Cahiers / 1957-1972 (pgs. 854 e 866).