Mostrar mensagens com a etiqueta Cândido Costa Pinto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cândido Costa Pinto. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Leituras Antigas XLII


Creio que poderei dizer que me despedi, saciado, da infância, bem como da adolescência. Costumo até dizer, por ironia, que tive uma infância feliz. Porque raramente regresso a esse paraíso artificial ou ao fetichismo mental dos seus brinquedos, filmes ou livros. Embora, aquando da infanto-adolescência dos meus filhos, o tenha feito por obrigação afectuosa. Mas foi - diria - a despedida final, a cerimónia dos adeuses.
É possível, no entanto, que por vezes haja pequenas e fortuitas recaídas na compra de pequenas coisas, livros, postais de um tempo passado. Talvez mais até pelo seu lado estético, como estes dois Vampiros Magazines, dos anos 50, com belíssimas capas de Cândido Costa Pinto, com influência surrealista. Para não falar das traduções de Victor Palla dos contos de cariz policial, que estes pequenos livros encerram.

sábado, 17 de março de 2012

Ele há horas felizes!...


Roubei o título deste poste a um estribilho dos cauteleiros que vendiam lotaria pela ruas e nos cafés, para tentar eventuais fregueses à compra de jogo. Já há muito que não ouço este grito aliciador, até porque, hoje em dia, os cauteleiros já são poucos. Mas, se o estribilho era apenas uma hipótese remota de sorte grande para o comprador, o título usado aqui, por mim, é num sentido afirmativo.
Estes pequenos magazines, na imagem, eram uma espécie de irmãos mais novos e mais pequenos da Colecção Vampiro, da Livros do Brasil , que começou a ser editada no final dos anos 40 do século passado. O Vampiro magazine começou a publicar-se pouco depois. De Março de 1950 é o primeiro número e tem, portanto, 62 anos de idade. Creio que se publicaram cerca de 30 números. Ainda comprei, no Porto, na minha adolescência, uns cinco ou seis exemplares diferentes. Novos, custavam Esc. 5$00, mas usados ficavam mais baratos, e apareciam, pouco, em quiosques-tabacarias que os vendiam em segunda mão. Mas, depois e em Lisboa, nunca mais vi nenhum à venda.
Eram apetecíveis pelo grafismo sugestivo das capas, de Cândido da Costa Pinto, que denotava alguma influência surrealista, mas também bom gosto estético. O conteúdo, com algumas traduções probas de Victor Palla, era muito informativo e diversificado. Os Vampiro magazines começavam por dar, em cada número, uma resenha biográfica e bibliográfica dos escritores policiais mais em voga ( Ellery Queen, Carter Dickson, Agatha Christie, S. S. van Dine, Dorothy Sayers, Georges Simenon...). Incluíam 5 a 6 contos policiais, traduzidos por Victor Palla. E ainda publicavam mistérios-problemas detectivescos, para os leitores resolverem, além de notícias várias e curiosidades sobre a temática.

Pois há dias, numa "hora feliz", e em Campo de Ourique, num pequeno alfarrabista, deparei-me com cerca de duas dezenas de Vampiros magazines, em óptimo estado e a preço convidativo. Comprei treze e, pela quantidade, fizeram-me desconto: paguei 12,00 euros, por todos. Ele há horas felizes!...

sábado, 23 de julho de 2011

Raymond Chandler


Raymond Chandler, nascido nos Estados Unidos a 22 de Julho de 1888, é ainda hoje considerado uma referência do romance negro ou policial. Mas começou a escrever tarde, aos 51 anos, iniciou-se com "The Big Sleep". Acontece que Chandler, pouco antes executivo superior de uma companhia petrolífera, fora despedido por alcoolismo e pelas imensas faltas que dava. Dedicou-se, então, a escrever contos e romances policiais. Até à sua morte, em 26 de Março de 1959, escreveu 7 romances policiais (todos traduzidos na Colecção Vampiro: 101, 118, 135, 147, 155, 164 e 213), vários contos publicados em "pulp magazines", e diversos argumentos cinematográficos em parceria com William Wilder. Dos livros em imagem, refira-se que "O Imenso Adeus" ("The Long Goodbye"), nº 101 da Colecção Vampiro, foi traduzido por Mário Henrique Leiria, com capa de Cândido Costa Pinto. O segundo, com capa de Lima de Freitas, tem o número 135, na mesma colecção. O protagonista principal dos romances de Raymond Chandler é o detective Philip Marlowe.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Em complemento de J. Hilton, para MR



Aqui fica, MR, a capa de Cândido Costa Pinto, do volume 50 da colecção Vampiro, da autoria de James Hilton. E um pequeno excerto do final de Goodbye, Mr. Chips, com Peter O'Toole.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Leituras Antigas XVI : Colecção Vidas Célebres



A Colecção Vidas Célebres foi, para mim, juntamente com o Petit Larousse (de 1959), uma espécie de enciclopédia juvenil de frequente consulta. As biografias de homens e mulheres notáveis, por áreas culturais divididas, foram editadas pela Livros do Brasil, creio que ao longo dos anos 50. Custava cada volume Esc. 15$00. Os livros, pedagógicos, foram escritos por Henry Thomas e Dana Lee Thomas, traduzidos por brasileiros, com adaptação e revisão, para Portugal, de A. Vieira d'Areia. As capas, bonitas e impressivas, tinham autoria de Cândido Costa Pinto. Segue-se a relação dos doze volumes publicados:
1. Cientistas 2. Compositores 3. Filósofos 4. Pintores 5. Religiosos 6. Romancistas 7. Estadistas 8. Poetas 9. Mulheres 10. Estadistas Americanos 11. Homens 12. Americanos Famosos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Favoritos VII : S. S. van Dine




Willard Huntington Wright (1888-1939), que usou o pseudónimo literário de S. S. van Dine, era um autor norte-americano culto com largos conhecimentos de antropologia, etnografia e arte. Foi crítico literário do "Times" de Los Angeles e de outros jornais americanos. Em 1926, e depois de se ter documentado abundantemente sobre criminologia e ficção policial, durante o repouso forçado de uma doença e posterior convalescença, escreveu e publicou "O Caso Benson". Seguiu-se "A Morte da Canária", em 1927, que teve grande sucesso e que lhe permitiu a sequência: "A Série Sangrenta"(1928), "Os Crimes do Bispo"(1929), "O Crime do Escaravelho"(1930), etc.

Em todos estes romances policiais a figura preponderante é Philo Vance, detective um pouco "snob", culto, educado em Harvard e perito em várias áreas: egiptologia, cerâmica chinesa, xadrêz, arte, música - que vão sendo comentadas por entre a intriga policial dos seus romances. Pouco antes de morrer publicou "Vinte regras para escrever romances policiais" de que damos, em seguida, um pequeno apontamento seleccionado.

"1.- O leitor deve ter tantas oportunidades de resolver o mistério como o detective. Todos os indícios devem ser claramente apresentados e descritos. ................................"

"5.- O culpado deve ser descoberto por deduções lógicas - nunca por acidente, coincidência ou confissão espontânea. ............................"

"17.- A culpa do crime nunca deve cair sobre um criminoso profissional. ..........................."

A maior parte dos romances policiais de S. S. van Dine podem ser lidos na "Colecção Vampiro" cujas capas são sugestivamente ilustradas por Cândido da Costa Pinto.