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segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Notas avulsas, mas a propósito do exercício e actividade do Arpose



Ao longo destes quase 13 anos de actividade do Arpose fui chegando à conclusão prática que as cíclicas actualizações dos terratenentes marcanos da internet (Google, Youtube e comandita...) nunca são para facilitar o seu uso e simplicidade, mas para complicar e dificultar o seu exercício aos utentes.
Entretanto, quanto ao respeito pela privacidade dos utilizadores, que os ditos marcanos são pródigos em afirmar cumprir, estamos conversados... Só no meu gmail recebi neste último dia informações e tentativas de vendas de produtos da Endesa, da Time Out, do Continente e da TV5 Monde. Quem lhes deu a palavra-passe para o meu email? Eu não fui, certamente... Alguém lhas vendeu, nessa abjecta promiscuidade de proxenetas. 
Finalmente, há dias, tive uma linda circular mecânica do Youtube a informar que, a partir de finais de Novembro de 2022, para facilitar, eu teria que me registar para aceder ao dito. Disse que não queria, responderam que não podiam expedir a mensagem da recusa...
Por isso é possível que, a partir dessa data, o Arpose deixe de incluir músicas nos seus postes. Já sabem porquê.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Duas maneiras de ver a coisa, ou o bom gosto inteligente do Youtube


Quem pensa que domina a net e quejandos, desiluda-se. Ela e eles pretendem é orientar-nos. Impondo-nos publicidade pirosa, cultura da corrente dominante, infantilidades básicas, divertimentos pimba, músicas foleiras, nomeadamente, americanas.
Recentemente, e por aqui, nos vídeos de alguma música clássica do Youtube, nos primeiros acordes musicais, aparecia uma legenda publicitando um remédio para o tratamento de calos. Bom gosto, realmente... ainda se fosse em vídeos de música para dançar...
Mas o que acho ainda mais interessante, e altamente democrático, é que, para além de o Youtube andar todo desenculatrado, os seus algoritmos estão a funcionar de forma absolutamente destrambelhada e caótica.
Para já, um aspecto que eu considero quase insultuoso: nos últimos tempos, o Youtube resolveu recomendar-me, insistentemente, uma rubrica e temática infantil, que dá pelo nome de: Gaming for you, que em português à Google traduziram por Jogos para você.
De imediato, eu clico para eliminar estas frioleiras parvas, e logo aparece o refrão mecânico e algorítmico, gentil:

Got it. We'll tune your recommendations.
Ou (em português)
Ok. Ajustaremos as suas recomendações.

Ora, basta eu, passadas 2 ou 3 horas, voltar a abrir o Youtube, para de novo me aparecerem os Jogos para você, recomendados com a inocente candura dos atrasados mentais, dos desmemoriados e autistas. E, isto, recorrentemente...
Irra, que é bruto!

sábado, 9 de junho de 2018

Ideias fixas 15


É célebre a conhecida frase: O que é bom para a General Motors é bom para os Estados Unidos. Não satisfeitos com isso, os norte-americanos, alargaram-na a um conceito, quase diria, universal. Qualquer coisa como: o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Mundo...
Desde ontem que, quando abro o Youtube, me vem uma enxurrada de vídeos recomendados sobre o último suicida célebre que, por acaso, é norte-americano, embora de ascendência francesa. De imediato, eu apago os vídeos, e o Youtube recomenta que tomará boa nota da minha indicação.
Mas se, passadas 6 horas, eu voltar a abrir o canal, teimosa e obstinadamente, lá ele me volta a recomendar uma série de vídeos sobre o mesmo senhor.
Irra!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Como tornar-se iletrado e analfabeto em curso intensivo do Google e quejandos, na Net

Quando reabro, aqui no Arpose, o recentemente postado vídeo dos R. E. M. (At my most beautiful) surge-me, quase invariavelmente, logo no primeiro minuto da audição, ao fundo, um rectângulo impertinente e publicitário. De algum modo, já estou habituado, porque os marcanos aproveitam tudo para ganhar dinheiro...
Mas desta vez, excederam-se. O título é exemplar: Problemas De Próstrata - assim mesmo! E o resto do anúncio não destoa deste português reles, inicial.
Deve ser, em linguagem de ervilhaca, de que falava Camões, na sua carta da Índia, algum remédio para tratar dos Prós... Está muito bem.
E não pensem que isto tem a ver com o A. O.. Quando muito, é mais uma das traduções hilariantes do inefável Google, em conúbio foleiro com o Youtube. Para ganhar dinheiro, sem olhar a meios.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Irra!


Um pouco farto das excrecências de mau gosto do Youtube, resolvi enviar  para a instituição norte-americana, o seguinte recado para a sua dependência "Ajuda":

Agradeço, s.f.f., que deixem de me recomendar, na vossa página, vídeos de Salvador Sobral e André Rieu. Não os frequento. E também dispenso a piroseira dos Vossos anúncios.
É um erro primário pensar que: o que é bom para a América, é bom para o mundo.
Cumprimentos



P.S.: ainda não foi desta (22h34, de 8/7/2017). Os recomendados do Youtube, continuam a aconselhar-me 3 chapa zero da mainstream trumpiana. Terei de concluir que o computador de algoritmos da russo-judia Susan Wojcicki (CEO da Youtube) ainda não atingiu a eficácia moderna do Hall 9000, de Kubrick.
Mas que indigência e atraso tecnológico, dona Susan!...

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Os inefáveis algoritmos e o tolo da aldeia (global)


Eu sei que há quem defenda o uso dos algoritmos, estão no seu legítimo direito democrático. Poupam trabalhadores, células cinzentas, pensar. Uniformizam ao nível da chinela e da grosseira generalização.
Hoje, o Youtube, entre outras baboseiras, infantilidades e parvoíces, recomendava-me um vídeo intitulado Evidence The Titanic Was Sunk on Purpose, que já tinha sido visitado por 1.501.678 inocentes.
Nunca pensei que houvesse tantos tolos de aldeia, no mundo...

terça-feira, 26 de julho de 2016

Ao Exmo. e Iltmo. Youtube, marcano (muito pouco rigoroso, deselegante e boçal)


Creio que quase todos os Bloggers têm no seu activo, se usam música no Blogue, a desagradável experiência de lhes terem sido sugados, por essa inefável Eminência, alguns vídeos.
Devo dizer que tenho um especial prazer, quando detecto o facto, de substituir esse vazio, por outro vídeo quase igual ou muito semelhante. Sobretudo quando eles dizem: "This video doesn´t exist" - nessa fórmula Trump(eana), mentirosa e boçal, que os caracteriza.
Hoje, já ganhei o dia: já preenchi e ocupei, de novo, duas sugadelas do Youtube. Não digo é quais... não vá o diabo tecê-las.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Haja deus!


O Youtube eliminou-me, finalmente, o "cara mole de plasticina" e "trejeitos de gelatina" (ver poste "Os algoritmos e o Youtube, outra vez", de 6/7/14), da lista de recomendações robóticas! Não há nada como reclamar...

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Os algoritmos e o Youtube, outra vez


Não discuto a prática rentável, para o produtor, do uso dos algoritmos. Que implica, no entanto, e dispensa a inteligência humana, a todo o momento, na sua usura de poupança de forças de trabalho vivas. E não descarto a hipótese de que, registando tudo (até os resultados obtidos e as reclamações), esse produtor (neste caso, o Youtube) atenda e corrija a sua prática, em relação ao utente e potencial cliente.
E digo isto porque, tendo eu feito um poste (12/7/2014) em que me queixava das deprimentes e sucessivas recomendações de audição do A. Rieu(-Quim Barreiros), o Youtube emendou a mão, 2 ou 3 dias depois, e deixou de me recomendar a detestável criatura. Na sua cegueira, porém, muito raramente inclui Pascal Comelade (não será recomendável, para o Youtube?), de que eu uso e abuso, aqui, no Arpose.
Já aqui tenho falado nos ódios estimação. Desde sempre, que o Youtube me tenta impingir vídeos de audição do Philippe Jaroussky. Quer vendê-lo a todo o preço, no fundo, marimbando-se para o gosto dos utentes. Se tenho de aceitar, para ser justo, que a criatura até tem boa voz, não consigo suportar-lhe a cara mole de plasticina, nem os seus trejeitos de gelatina... É demais, para mim.
Aqui o digo, a ver se o Youtube me ouve e atende à minha reclamação, mais uma vez. Oxalá!

sábado, 12 de julho de 2014

Os algoritmos, ou as parvoíces mecânicas


 A fazer fé na definição sucinta e comum, o algoritmo é uma "sequência finita de instruções definidas e não ambíguas, que podem ser executadas mecanicamente".
Ou seja, e por palavras minhas, é uma ordem dada, eventualmente a um robot ou motor de busca que, na sua estandardização ou generalização abusiva, e na sua inerte mentalidade (?) alternativa, está eivada de boçalidades subjectivas e mecânicas.
Só assim eu posso compreender que, quando eu clico "Youtube", o painel que abre me recomende duas ou três audições indigentes de André Rieu, que é uma espécie de Quim Barreiros da música clássica mais rasteira; ou, pior ainda, que desde a véspera da visita de Letizia e Filipe VI, a Portugal, e sendo eu republicano, me inunde de "recomendados" do canal CasaRealTV (espanhola), com que não sinto a menor afinidade...
Arre!, que são burros, estes algoritmos!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Pascal Comelade, para contrariar o Youtube

O Youtube, insistentemente marcano e monótono, bem me tenta recomendar (quando o clico), sem sucesso, umas indigências do Rieu (que devem fazer as delícias da mainstream apoucada) ou então um vídeo da Nike, em que o Cristiano Ronaldo tem papel pedestre preponderante - e que já tem 4.231.411 visitantes...
Mal por mal, e como digno e bom alternativo, prefiro, de longe, a singularidade catalã do Pascal Comelade (1955) que, pelo menos, é originalmente criativo e ousado. Porque o Youtube nunca recomenda este músico, decerto, por várias razões... e por "desmanchar a regra" das almas bem comportadas e da share sacratíssima.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Recuperado de um "moleskine" (5)


O Youtube, às vezes, parece-me uma pequena aldeia limitada de que conheço já todos os recantos, apostado que está, de forma rudimentar e simplista, em me sugerir sempre as mesmas coisas, baseado roboticamente, nas minhas escolhas anteriores (muitas, que abandonei em definitivo), acrescidas de uns vídeos tontinhos, normalmente, muito frequentados pela mainstream pouco exigente, mas entusiástica do cibernauta médio, de perfil americanizado formatado.
Na sua placidez, o Natal agrava, muitas vezes, a dissonância e, muito mais raramente, ajuda a reencontros. Há os que esquecemos e nos esqueceram, ou deixaram de dar sinais de vida e, ainda, os que desistiram. Mas também há os que, inesperadamente, se lembram de nós e nos surpreendem, quando nós os tinhamos esquecido, já. E que nos dão, alegremente, um sinal fraterno de Vida.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Generosidades, com alguns pontos de exclamação (a mais?)


A net oferece-nos tanta coisa que, às vezes, quase fico comovido com tanta generosidade!...
Basta eu ser mais canhestro e, subliminarmente, passar ao de leve pelo myspace, e logo aparece a imagem de uma jovem cantando, qual sereia de Ulisses, a oferecer os seus serviços prestimosos.
Se clico, eventualmente, num vídeo que o Youtube me recomenda, logo ele, servil, me abre um formulário, para eu preencher com os meus dados pessoais, dizendo que assim me vai facilitar os seus serviços de audição - fico desvanecido, emocionado, quase com tremuras nos dedos...
Depois, há um robot americano, palavroso em comentários, como quase todos os estandardizados ianques rurais que não cresceram, que me enxundia, quase diariamente, de parvoeiras propagandísticas, um velho poste que fiz sobre Dino de Laurentiis. São obcecados, estes americanos! E parvos. Tenho que pô-lo, higienicamente, no spam. Mas ele regressa sempre, na sua estupidez mecânica e natural...
Finalmente, há um Google dedicado e persistente que, diariamente, visita este modesto Blogue para, como cego arrastão acrítico, recolher tudo do fundo do mar, para arquivo em moldes CIAticos. Mas que de segurança!, meu deus. 
Santo Orwell, como tinhas razão! Muito antes deste nosso tempo devassado. (Olha se eu me tenho inscrito no feicebuque!?... Valha-nos Santa Isabel da Hungria ou de Portugal! Para o caso tanto faz, como dizia Gedeão)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Discos pedidos

Tem faltado música ao Arpose, ultimamente. O bicho-computador ambulante e emprestado, que tem andado comigo, näo me consegue dar música, nem sequer ouvi-la do Youtube. Mas, hoje, com os 3 graus matinais de Koblenz, a nevar já na Turíngia, e antes da última "transumancia" para Colónia, daqui a pouco, eu optaria, em contraste, por colocar:
- René Aubry - Scirocco (2 minutos e 24 segundos); ou
- Astor Piazzolla Oblivion (3 minutos e 52 segundos).
Que seria, prometidamente, o último poste teutónico que eu poria, na Alemanha. Os meus Amigos e Seguidores podem experimentar, entretanto, se assim desejarem. Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ele há coisas do diabo!...


Estava eu posto em sossêgo, no Youtube, procurando ouvir algumas peças musicais do compositor italiano Giovanni Battista Cirri (1724-1808) quando, ao clicar numa das obras para a escutar, em vez dos intérpretes e acordes musicais, me surgiu o anúncio que aqui fica em imagem (via fotocópia reproduzida por scanner). No mínimo, alguém no Youtube tem sentido de humor. Ou então, isto anda tudo descontrolado como a Economia, no mundo... Acabei por não ouvir a peça musical de Cirri, mas fiquei bem disposto!