No nono ano de escolaridade tive a oportunidade e aprender estenografia e dactilografia, num lugar insólito, i.e., uma escola particular a funcionar num andar da estação de comboios de Colónia [Köln-Deutz].
Lá ia eu, semanalmente a teclar
até memorizar as letras– até hoje – e sem olhar para o teclado, tanto AZERTY
como QWERTY. Para mim, tanto faz.
Confesso que o curso de
dactilografia rendeu, tanto em termos profissionais como de investigação. E
continua a ser uma imensa ajuda nos trabalhos diários de escrita.
Pelo contrário, nunca gostei da
estenografia, universo “torcido” que abandonei rapidamente.
Conheci uma quantidade de marcas de máquinas de dactilografia, umas melhores que outras.
A minha máquina de escrever de
eleição foi um IBM eléctrica, de esfera. Uma maravilha.
Quando me chamavam, num emprego
remediado, para dactilografar relatórios extenso, até de gravador, ficava contente.
Vem tudo isto a propósito do intolerável
impedimento da Microsoft no uso do seu Programa Office 365, caríssimo e pago com antecedência.
Claro, para continuar os meus
trabalhos de escrita quotidiana tenho que comprar – que remédio! - o programa da Microsoft cada vez que mudo o
computador.
A última versão, perpétua, tem a
data de 2022 e tem funcionado sem problemas até recentemente.
Agora, sem razão, nem aviso e por uma intromissão
espúria, intolerável e sem controlo, nem justificação, cortam-me o acesso aos
meus trabalhos WORD, obrigando-me à introdução de dados que, no final, nunca
funcionam.
Como estas empresas, sem “rei,
nem roque” não têm contactos fiáveis, falando uma linguagem de ervilhaca , sem
nenhum controlo das autoridades nacionais ou da Defesa do Consumidor, a pessoa
fica perfeitamente abandonada, com uma raiva sem limites a estes “novos mundos”
de dependência.
Quem me dera a minha IBM para continuar a fazer os meus trabalhos!
Que os Gates e os marcanos todos vão para o fundo dos Infernos !
Post de HMJ

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