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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Alturas

 

Lá diz o ditado que "os homens não se medem aos palmos." E Napoleão media apenas 1m56. Sarkozy que tinha 1m60, no entanto, usava saltos altos para não ficar abaixo da sua Carla Bruni, que era esguia e elegante.
Mas vale a pena reparar que grande parte dos meia leca têm quase sempre um andar de bamboleio, com movimento de balanço dos braços que quase parece que querem levantar vôo. Putin (1952), apesar do seu 1m70, é um caso exemplar de tentativa de levitação...

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

A errática fama de um Nobel


Se há personagem controversa, no mundo da literatura, creio que Alexander Soljenítsin (1918-2008) leva a palma, muito provavelmente, neste particular.
Tudo terá começado por uma carta, que escreveu a um amigo, em 1945, em que fazia duras críticas a Stalin. A missiva foi apreendida pela polícia política soviética e o escritor foi preso. Por aqui se iniciou a peregrinação dolorosa e a sua fama errática. E a sua carreira de romancista.
Tempos da Guerra Fria, o Ocidente, a partir dos primeiros livros publicados, sempre o amimou, enquanto na URSS a sua figura ia passando por altos e baixos. Conservador, para alguns, inovador para outros, Soljenítsin sempre pensou pela sua própria cabeça e em liberdade. Premiado com o Nobel, em 1970, só em 1974 o veio a receber. Mas neste mesmo ano foi expulso da sua pátria e foi-lhe retirada a nacionalidade soviética.
Em 1994 regressa à Rússia e, no ano de 2007, conhece e simpatiza com Putin. Sentimento recíproco, da parte do político. Que, neste ano da graça de 2018, acaba de assinar um decreto presidencial, para que o centenário do seu nascimento possa ser celebrado condignamente.
Ironias do destino, o poder acaba sempre por capturar, aproveitar e rentabilizar os ícones simbólicos que lhe possam trazer mais valias...


terça-feira, 14 de março de 2017

As ligações perigosas


Suprimimos alguns episódios da sequência fotográfica, por redundantes, mas admitimos, com sinceridade, que o bicho era dócil e estava lá apenas para impor alguma seriedade e respeito, no acto oficial.

sábado, 3 de novembro de 2012

Andar a pé, fugir de carro, regressar de helicóptero


A notícia li-a, há dias, no "Le Monde". Quebrando uma tradição secular, Vladimir Putin deixou de trabalhar na fortaleza do Kremlin, passando a fazê-lo nos arredores de Moscovo, num local isolado. Quando tem que se deslocar ao Kremlin, fá-lo de helicóptero. Isto para evitar as vaias, neste caso as ensurdecedoras buzinadelas dos carros dos moscovitas, manifestando o seu vivo desagrado, sempre que passava, pelas ruas, o longuíssimo cortejo oficial de viaturas topo de gama, alemãs, de vidros esfumados, saindo ou entrando no reduto oficial da Capital russa. Entretanto, os peões, pelas ruas moscovitas ao passarem os carros oficiais, iam fazendo o sinal com o polegar para baixo, indicando o gesto imperial de morte, para o gladiador, nas arenas romanas.
O jornal "Le Monde" lembrava, por contraste, o passeio a pé de François Hollande, pelas ruas de Paris, no dia da sua investidura como Presidente da República francesa.
Por cá, os nossos ministros fogem envergonhadamente pela porta das traseiras; o Parlamento faz votações a contra-relógio e grande parte dos deputados raspa-se sorrateiramente para evitar os manifestantes, cá fora.
A Vespa do ministro Mota Soares vai enferrujando a um canto, abandonada e sem uso...