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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Curiosidades 118

 

Há nomes estranhos, outros que, só por parvoíce ou crueldade, se poderiam pôr a uma criança. E há nomes de terras extravagantes produto de excentridades mentais ou espíritos perversos. Lembrei-me disso ao referir a palavra Alcongosta num poste anterior. Também não sei dizer qual será mais usada de nome a nossa mais bonita praça lisboeta: se do Comércio, ou Terreiro do Paço, que eu utilizo com mais frequência.
Ao que parece a nomeação aristocrática ganha quase sempre mais favor, como será o caso do Príncipe Real, que já terá sido Largo  da Patriacal da Queimada, nome que lhe terá vindo de um incêndio que lá terá deflagrado em Março de 1769, no edifício onde se albergavam os serviços do Patriarcado. Quanto ao príncipe, terá sido Luís Filipe que era filho do rei D. Carlos. 
No referente a fogo, temos ainda a Travessa da Queimada, no Bairrro Alto. O olisipógrafo Vieira da Silva atribui o topónimo a uma fidalga do século XVI, que se chamava Ana Queimada e lá morava. Comprovadamente, um nome que vem de longe e se conservou...

sábado, 1 de setembro de 2018

Adagiário CCLXXXVI


Polar pelo velacho, dois pingos de água, Terreiro do Paço.*


* Pedro Chaves, no seu "Rifoneiro Português", explica assim o provérbio: "Quando os veleiros voltam do Brasil e começam a ver a estrela polar pelo pau do velacho, é quando já se acham próximos de Lisboa; se nessa altura chove e como quase sempre a chuva é acompanhada de vento do sul, soprando esse vento, a chegada a Lisboa era muito rápida."

terça-feira, 25 de abril de 2017

25 de Abril


Nunca a evolução da Humanidade foi no sentido, sempre o mesmo, de progresso da democracia, ao longo dos tempos. Houve sempre altos e baixos: desvios e recentragens, em relação ao objectivo. E será que esse é um desígnio essencial dos homens? (Retórica, há que fazer, honesta e humildemente, a pergunta.)
Por outro lado, é extremamente difícil dizermos coisas novas sobre importantes acontecimentos do passado que, todos os anos, em cerimónia evocativa, se repetem. Mas seria também imperdoável não fazermos nenhuma referência à data. Pese embora que essa data possa ser inócua, emotivamente, para quem a não viveu.
Optei, assim, por uma fotografia de Alfredo Cunha, no Terreiro do Paço, em que o Passado se apresenta formal, servil ou obediente, respeitador, reverencial (à direita) e o Futuro se anuncia, mesmo que momentaneamente, pela figura simples, pedestre, atenta e liberta de Salgueiro Maia (à esquerda).

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Música para ministros


Apesar dos 17º lisboetas, ontem e hoje, o Álvaro deve ter sentido saudades das planícies geladas e silenciosas do Canadá. Porque, ali pelo Camões, bem junto do seu gabinete ministerial, os feirantes montaram um arraial, para lhe dar música. Ensurdecedora, convenhamos, porque o mais suportável ia de Vangelis a Tina Turner, sendo que as sobrantes estridências impediam qualquer cidadão normal de ter sossego ou de se concentrar.
Mas ontem, pelo menos, o Gaspar, lá para as bandas do Terreiro do Paço, também teve direito a fanfarra... Mas parece que mandou a doutora Eva falar com os feirantes. Talvez lhe tenham desamparado a loja.
O que fazem os tempos: dantes os Ministros iam ao S. Carlos ouvir música; agora levam a música até ao local de trabalho dos ministros. Singularidades da democracia portuguesa. 

domingo, 12 de dezembro de 2010

Curiosidades 25 : o fluir do tempo


Com a devida vénia a MR, detentora da patente, na matéria, estes postais separados no tempo, dos Restauradores e Terreiro do Paço.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Flash : os músicos romenos


Era para almoçar na Cervejaria da Trindade, mas como fui ao Rossio, para comprar o TLS, decidi-me a ficar por ali, e comer numa daquelas esplanadas das ruas que partem para o Terreiro do Paço. Má ideia, que tive. Se a matéria-prima (carne) era boa, a mais valia: nenhuma. Nem sabor, nem gosto. E o arroz, nem se fala...
Mas tive música, e com dois "encore".
A primeira orquestra tinha 4 elementos ciganos. No conjunto, dois homens, uma mulher a tocar pandeireta e um menor, ao acordeão - quase me senti em Paris... A segunda orquestra era mais comedida: só dois elementos. E era mais para a valsa vienense, à mistura com gritos bárbaros (ou bávaros dos Alpes?): quase fiquei eufórico!
Quando já eu estava a tomar o café, apareceu um solista romeno de bigode, com o seu acordeão. As músicas eram muito nostálgicas, e eu comecei a ficar melancólico demais para o meu gosto... Paguei a conta e afastei-me rapidamente do local. Ao chegar a casa, meti à boca, o último "Turkish Delight" que a A. N. oferecera, quando regressou da Ásia Menor. Ajudou-me a compensar a nostalgia e a encarar a vida mais desportivamente. Obrigado, A. N.!