O Circo
O poema salta de livro em livro
Como a Rapariga do trapézio
Que não pode dar-se ao luxo do esquecimento.
Os olhos deslumbrados do adolescente
Descobrem que as palavras
Tem o estranho sortilégio do funâmbulo.
É a memória, essa despensa de inutilidades,
Que conserva o espanto
E aquele esgar odioso do palhaço.