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quinta-feira, 2 de março de 2017

Pinacoteca Pessoal 122


No ano em que se celebra o centenário da Revolução Russa, valerá a pena lembrar o talentoso caricaturista moscovita Viktor Deni (1893-1946). E, muito embora não seja conhecido como pintor, os seus cartazes, apoiando a ideologia comunista e as forças do Exército Vermelho contra os Brancos de Kerensky, merecem ser recordados, pela sua qualidade gráfica. As duas imagens de cartazes, acima, são de obras feitas em 1919.



Mas também a propaganda, contra o nazismo, no final dos anos 30 e início dos 40 merece ser lembrada pela eficácia do seu traço e pelo contributo indirecto para a vitória do exército soviético sobre as forças alemãs, na II Grande Guerra.


Nota: que me desculpem a incontinência excessiva das imagens, atendendo à exiguidade do texto...

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Retro-soviéticos


Estes rótulos, que vou encontrando pelo meio da colecção de selos que tenho vindo a arrumar, vieram da União Soviética, no início dos anos 80. Mais concretamente, de Leninegrado, remetidos por um tal sr. Aristarov K. Ju., como se pode ver num carimbo do verso. Este senhor, que eu aportuguesaria para Aristeu (indevidamente?), trocava estes rótulos de cerveja com um coleccionador português, que morava na Damaia. O pouco que consigo decifrar das legendas cirílicas, permite-me concluir que a cerveja soviética oscilava entre os 11º e os 13º de graduação. Mais que a graduação das cervejas checas - de que já aqui coloquei rótulos - e muitíssimo mais do que os inofensivos 4/6º portugueses. Resumindo, quanto mais a Leste, mais frio e, por isso, mais graduação, para aquecer. Enquanto nós bebemos cerveja gelada para refrescar, os russos e, por exemplo, o pobre do sr. Schäuble têm que beber cerveja para se aquecer. E é disso que ele deve ter uma inveja danada...