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segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Para que conste



É certo que eu tinha pedido a consulta de Oftalmologia há cerca de um ano, mas não era um assunto urgente ou grave. Foi agendada para ontem, Domingo, às 9h10, no Hospital dos Capuchos. O(s) médico(s) e as enfermeiras atenderam, até às 11h05, pelo menos 52 utentes, comigo incluído. Impecáveis, no meu caso. Como sempre tem acontecido até hoje.
Só quem não use o SNS, por soberba parola, ou seja pago (jornalistas mercenários, sobretudo) por interesses obscuros pode dizer mal dele. Mas sabemos o motivo: os privados também sabem que a saúde pode ser um bom negócio...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

A saúde do negócio


Não sou um doente crónico, muito menos um hipocondríaco e, ainda menos, um frequentador assíduo dos Seviços de Urgência hospitalares: tê-los-ei utilizado, quando muito, 2 ou 3 vezes durante toda a minha vida.
É provável que a minha saúde, para além de aspectos genéticos familiares, se deva também a bons médicos particulares que tive desde a infância, quando o S. N. S. nem sequer existia.
Mas, hoje, ao contrário do que para aí se apregoa e reclama, sou um defensor estrénuo e absoluto desse Serviço Nacional, que o 25 de Abril nos trouxe. Exceptuando o actual sindicalista-Bastonário dos clínicos portugueses, tenho a louvar Médicos, Enfermeiros e Agentes de saúde que me têm atendido em hospitais públicos, com atenção e eficiência profissional. Dos privados, também não tenho grandes razões de queixa, muito embora o hospital Amadora-Sintra (público-privado), por várias informações e testemunhos de terceiros, me desperte grandes desconfianças pessoais.
Nos últimos tempos, porém, os mídia, na sua quase totalidade, parecem ter-se concertado para denegrir o S. N. S.. Constato, entretanto e com agrado, que a presente Ministra da Saúde, é uma mulher determinada, objectiva e que parece saber o que quer. 
E é conveniente lembrar que, com o prolongamento da vida humana, a Saúde, para muita gente não deixa de ser um enorme negócio, acarinhado por muitos tubarões das indústrias convergentes... 

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Os delicados utentes


Andam por aí as redes sociais e os blogues por conta de outrém, os minudentes especiosos, os susceptíveis delicados, os betinhos da mamã, os jornais da cor,  a queixarem-se das fracas condições do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Não serão as melhores, concordo, mas que experimentem o caos absoluto de Heathrow (Londres), antes de miarem sobre os produtos nacionais. 
As agendas escondidas disfarçam imenso as suas intenções. Basta ver as queixas ciganas sobre o SNS, para perceber os tenreiros* que se ocultam atrás, para abocanhar esse petróleo branco, muito apetecido e guloso da Saúde...

Nota: para quem não saiba, *tenreiro, além de ter sido o apelido de um importante almirante salazarento, tem o significado simples de vitelo mamão...