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domingo, 15 de agosto de 2021

E o melhor título da Silly Season vai... para o jornal Expresso

 

Receita para o fim da crise global de solidão, tão prejudicial para a nossa saúde como fumar 15 cigarros por dia

14.08.2021

Só fiquei intrigado e curioso por saber como é que eles terão feito as equivalências... 

E o que é que pode acontecer se fumarmos um maço de cigarros inteirinho, diariamente?!

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Humor negro (10)


Por aqui (imagem) se pode ver a alta qualidade da propaganda anti-tabágica. Tal como a indigência de pensamento e a proficiente capacidade profissional da agência publicitária que a produziu. A habilidade canhestra e paroquial do fotógrafo que foi contratado, para o efeito. Mas também a craveira mental, o inestético mau gosto e o lado foleiro dos elementos da comissão europeia que aprovaram ou deram origem a  esta campanha ridícula, politicamente correcta.
Quem quiser deixar de fumar, não é por aqui que chega lá, certamente...

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Em louvor das Pérolas...


... islenhas, tal como as Guantanameras, cubanas, que me são referência. Só que as Pérolas são nacionais, açorianas, e nada ficam a dever às caribenhas e castristas, na autenticidade. Além de serem mais baratas.
(Afectuosas lembranças a quem mas trouxe, hoje, da Casa dos Açores, na baixa lisboeta, da rua de S. Julião.)
E já vão duas...

sábado, 25 de junho de 2016

O romance da coxinha


Estes avisos funestos que, agora, aparecem nos maços de tabaco, fazem-me lembrar as novelas Tide radiofónicas dos anos 50/60 portugueses. Pela sua iconografia quitche, paupérrima de imaginação, pueril, emocionalmente primária, que foi gerada pelos apparatchik da CEE, e por eles imposta que constassem nas embalagens de cigarros europeus. Bem fizeram os britânicos em querer sair deste navio de tolos, que mete água por todos os lados...
Quanto à vertente imagem piedosa, que encima o poste, gostei que tivessem ressuscitado a saudosa Lady Di, travestida de mãe inconsolável. Mas, por outro lado, fiquei desconfiado. E muito! Não será isto uma forma ardilosa e uma alternativa encapotada para publicitar a interrupção voluntária da gravidez? Ora, cuidem-se!...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Não aconselhável aos hipocondríacos, nem aos que se querem, eternamente, juvenis


Os mais novos não saberão e muitos outros, mais velhos, já não se lembrarão, com certeza, que, por volta de 1975, houve uma campanha nacional a aconselhar o consumo de óleo alimentar, em detrimento do azeite que, diziam os slogans, era prejudicial à saúde. O motivo de tanta bondade profiláctica era, no entanto, outro: havia grandes excedentes de óleo, em Portugal, nessa altura. E, hoje, sabe-se (até quando?) que o azeite, componente importante da dieta mediterrânica, é bom para a saúde.
Os medicamentos contra o colesterol fizeram a fortuna de alguns laboratórios farmacêuticos, por esse mundo fora. As modalidades profilácticas anti-tabágicas (cigarro eléctrico e quejandos) são um novo nicho industrial de vendas laboratoriais. Há dias, li que um grupo de cientistas norte-americanos tinha chegado à conclusão de que o tabaco e o meio ambiente adverso não eram a causa mais decisiva e importante para o aparecimento do cancro, no ser humano. O factor hereditário era muitíssimo mais significativo.
E talvez  tenham razão. Quem manda, são os mercados, até ver...

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Suprema hipocrisia


A notícia vem no Süddeutsche Zeitung. A empresa norte-americana Reynold, fabricante da bem conhecida marca de cigarros Camel, proibe os seus funcionários de fumar, nas suas pausas de trabalho. O sempre contraditório moralismo americano...

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Curiosidades 75


Na sua missão evangelizadora e purista já a UE tinha obrigado e legislado no sentido de que cada maço de tabaco tivesse inscrito nas suas embalagens aqueles avisos cristãos, para dissuadir os fumadores, sobre a morte, a saúde, a impotência - perigos terríveis a que já nos fomos habituando. Pelo menos, a ler...
Não satisfeita com a anterior cruzada de pureza pulmonar, agora prepara-se para proibir, total e terminantemente, a comercialização e fabrico de cigarros mentolados. Pergunto-me eu, porque é que a UE, tão puritana e pura, não legisla contra a droga e pela moralização dos costumes? Era bonito...
Como muita gente sabe, Helmut Schmidt (1918) é um grande fumador...de cigarros mentolados. Pois o simpático ex-Chanceler da Alemanha não esteve com meias medidas e mandou comprar 200 volumes deste tipo de cigarros (cerca de 4.000 unidades), preventiva e antecipadamente, para atravessar a "lei-seca".
Pensarão esses perfumados e impolutos legisladores da UE que, com isto, e com 94 anos, Helmut Schmidt irá, em breve, para o inferno. E eles, os puros de pulmões, poderão voar um dia para o reino dos céus.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Uso pessoal 7



Desde "tenra" idade gostei de cigarrilhas e, depois, de charutos. Umas e outros, no entanto, só me era possível, por questões de orçamento, fumá-los pelo Natal e na Páscoa. Dantes, todas as caixas eram em madeira, para evitar que a humidade deteriorasse a qualidade e estado do tabaco. Daí que na imagem, só a mais antiga embalagem (Karel I) tenha tampa de madeira na caixa. Foi ainda uma herança de meu Pai, que me deixou 3 ou 4 cigarrilhas que não chegara a fumar, porque a morte o surpreendeu, cedo. Mas não morreu de cancro no pulmão.
Por uma questão de isenção, vai a embalagem das Cohiba com a advertência "caridosa" a que a CEE nos obrigou. Não me intimida, nem incomoda: todos temos de morrer. E para o aviso cristão, eu tenho resposta. A um intrometido e desconhecido, também caridoso, que, ao ver-me acender um cigarro me interpelou assim: " Sabe que fumar, mata?" Eu respondi-lhe, circunspecto: "E viver, também!" 

sábado, 30 de julho de 2011

E. M. Cioran e o Tabaco


"...Terei falado aqui da minha intoxicação pelo tabaco? Dizia eu há dois meses a um cirurgião australiano, que veio jantar a nossa casa, que eu tinha sido um grande fumador e que era impossível tomar a mais pequena decisão sem acender um cigarro, e esta dependência total, esta escravatura, acabaram por se me tornarem intoleráveis. Quando deixei de fumar, foi uma total libertação.
O cirurgião que parecia visivelmente interessado por aquilo que eu dizia, contou-me que lhe tinha acontecido o mesmo que a mim, e que uma vez, no meio de uma operação muito grave, parou bruscamente, não conseguindo decidir-se em que sentido devia prosseguir. Abandonou a sala de operações e foi fumar um cigarro, no exterior. Depois, sem dificuldade, soube aquilo que deveria fazer, tomou a decisão que se lhe revelou correcta uma vez que a operação, contra todos os receios, foi bem sucedida.
Depois que eu deixei de fumar, sinto-me menos capaz de afrontar os problemas da vida prática (sem contar com a baixa de rendimento intelectual que se seguiu!), mas finalmente não tenho mais o sentimento de me sentir dependente de um veneno, de um dono impiedoso."
E. M. Cioran, in "Cahiers - 1952/1972" (pg. 596).