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sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Osmose 126


Em qualquer viradeira há sempre uns quantos  sujeitos melífluos, aparentemente neutros, que se prestam ou oferecem, como intermediários, para assegurar uma tranquila, pacífica transferência. Uma vez efectuada, afastam-se ou são exonerados. Têm perfil diplomático, politicamente são o que se conhece como centrão. Os cínicos chamam-lhes vira-casacas, quando benevolentes.
A nível de comércio interno (ou grandes superfícies) lembro-me de alguns, depois do PREC: um, baixinho, que se assinava Mathias, de Tomar, e outro, de apelido Almeida e Silva, insinuante de nins, que fez carreira em altos cargos de retalho maior. Com perfil idêntico, eu creio que podemos encontrar criaturas semelhantes em quase todas as áreas profissionais. São pau para toda a colher, em busca de benefícios fáceis...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Dia dos Museus, geminando...


Em boa hora, MR, no seu Prosimetron, antecipadamente lembrou o dia de hoje que é dedicado aos Museus, desafiando a que se manifestassem opções. Aqui vai, portanto, a geminação. 
Mas, antes, quero dizer que tenho um Museu perdido na memória, que nunca mais revisitei. Obstinadamente, eu colocava-o no Ehrenbreitstein, em Coblença, e lá vi um Dürer e um Rubens (não enxundioso), em 1964, muito bonitos. Porém, quando voltei à fortaleza de Coblença, em 1987, ele não estava lá. E nunca mais o encontrei, apesar de o ter procurado, incansavelmente, pelas redondezas. Mas sei que não sonhei. Existe, vi-o, mas esfumou-se-me para sempre, do local de origem, com pequenos vestígios na minha memória.
Por isso hoje, não farei uma escolha óbvia dos grandes museus de que, também, gosto: Janelas Verdes, Gulbenkian, Tate, Louvre... Prefiro chamar a atenção para um museu do centro de Portugal, maneirinho e temático, feito do gosto pessoal e ofertas de amigos, que José-Augusto França doou à sua terra natal - Tomar. Demos por ele por mero acaso, porque está instalado numa pequena vivenda, bonita e arranjada. E tem uma preciosa colecção de arte dos sécs. XIX e XX: Almada, Bernardo Marques, Dacosta, Eduardo Nery, José de Guimarães. Não é grande, vê-se bem e com gosto. E vale muito a pena conhecê-lo. Fica o convite!