Mostrar mensagens com a etiqueta Vila Real de Santo António. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vila Real de Santo António. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 14 de março de 2019

Algaravias (4)


Do Algarve, recordo com particular apreço Lagos, a Praia da Falésia e Vila Real de Santo António. Os areais circunvizinhos de Monte Gordo e os camaleões da sua mata, que eu julguei não haver em Portugal, até ver alguns rapazes a vendê-los pelas ruas, encavalitados nos seus ombros.
Destes regionalismos algarvios seguintes, começados por d e e, é que eu não conhecia nenhum...

1. Dar as inaiças - diz-se quando uma criança tem uma birra e bate com os pés no chão.
2. Desentòvada - mulher que não se arranja, desmazelada.
3. Despacha-recados - pessoa que ouve aqui e conta além; alcoviteira.
4. Divertir águas - urinar.
5. Dornilha - tigela de madeira em que se faz o gaspacho.
6. Embeque - empecilho, estorvo, obstáculo.
7. Empelochar - inchar; criar pressão.
8. Engrúmio - raquítico; enfezado.
9. Esgravulha - pessoa irrequieta, desassossegada.
10. Estronfar - ensarilhar; confundir; dizer uma coisa pela outra.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

No reino dos Algarves


Do Algarve, província portuguesa que não aprecio particularmente, guardo no entanto boas recordações de Lagos e de Vila Real de Santo António. Lagos não se descaracterizou demasiado e o seu "D. Sebastião", de Cutileiro, é das esculturas portuguesas que mais gosto e que nunca me canso de rever. Quanto a Vila Real de Santo António, o seu geométrico traçado pombalino ordenou-a para sempre (?) em patamares até ao rio, de uma forma estética admirável. Onde me sinto bem.
Faço por esquecer Faro e o desordenado Portimão, que me parecem um Cacém ou Reboleira, mais cosmopolita. Dizem que foram os Patos Bravos que estragaram a paisagem algarvia. Talvez.
Mas agora, segundo notícias visuais do meu amigo A. de A. M., parece que um escultor português também contribuiu com um mamarracho de pedra mármore para desfear a zona ribeirinha da Vila Real do Sul. E nada menos que o mesmo escultor do magnífico "D. Sebastião", de Lagos - pois é, o mesmo João Cutileiro (1936). Ele há horas infelizes...
Esta senhora, poetisa ao que dizem, chamava-se Lutgarda Guimarães de Caires (1873-1935) e há-de vir a assombrar (para sempre?) as margens de Vila Real de Santo António. Juntando-se ao Sá Carneiro guilhotinado do Areeiro (Lisboa) e ao Bispo do Porto, anão de pernas curtas, no Jardim da Cordoaria. Fica completo, assim, o trio de horrores da escultura portuguesa moderna...


com agradecimentos a A. de A. M..