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segunda-feira, 22 de maio de 2023

Divagações 187



A igreja, às vezes depois de séculos de beatitude, elege os seus santos pelas suas virtudes e milagres. O comum da terra, as suas ou os seus divinos predilectos para adoração laica. Anda por aqui uma intrínseca necessidade de paixão abstracta, talvez necessária ao viver tranquilo.
Assim como a acamada Alexandrina de Balazar, Sarah Bernhardt (1844-1923) foi cega adoração do populacho, mas também de elites: Victor Hugo e Alfons Mucha, por exemplo. E Nadar fotografou-a muitas vezes, com desvelo e atenção profissional.
Os seus últimos sete anos de vida viveu-os a artista francesa com apenas uma perna, um único pulmão e um só rim. Ainda assim consta fidedignamente que se incorporaram 400.000 acompanhantes fervorosos no seu funeral majestoso.


domingo, 2 de dezembro de 2018

Uma fotografia, de vez em quando... (115)


Nascido no Quebeque (Canadá), Napoleon Sarony (1821-1896) é considerado um dos fotógrafos pioneiros da América do Norte. Ainda jovem fixou-se nos Estados Unidos, em 1836, iniciando-se profissionalmente como litógrafo. Vindo a dedicar-se, mais tarde, em exclusivo à fotografia.
Era um excêntrico e, por várias vezes, fazia-se fotografar com indumentárias estranhas...



A sua galeria de retratados é vastíssima. Em 1866, ocupou um estúdio na Broadway, por onde passou a maior parte das celebridades da época. E, se grande partes delas pagaram caro as suas fotos, porque Sarony era o fotógrafo da moda, diz-se que Sarah Bernhardt se fez pagar bem cara, para posar para ele, em 1891.


Não terá sido o caso de Oscar Wilde que, em 1882, na sua passagem e estadia nos Estados Unidos, lhe serviu de modelo inúmeras vezes. Nem de Mark Twain ou de Walt Whitman que também foi fotografado por Sarony.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Uma fotografia, de vez em quando (4)


Caricaturista inspirado, jornalista, amante de viagens de balão, Nadar (pseudónimo de Gaspar-Félix Tournachon) nasceu, em Paris, a 6 de Abril de 1820. É considerado um dos grandes fotógrafos de todos os tempos, sobretudo, na temática do retrato. Faleceu em 1910.
Em imagens, de cima para baixo, um auto-retrato e fotos de Franz Liszt e Sarah Bernhardt.