Mostrar mensagens com a etiqueta Velharias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Velharias. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Uma peça em forma de assim...


Ignorante, que sou, em conhecimentos sobre porcelanas e faianças, não me atreveria a classificar a peça, para mim curiosa, que deixo em imagens. Posso, no entanto, afirmar sem erro alguns factos concretos. Por exemplo que, por via materna, pertence à família, pelo menos, há três gerações. E se, durante a minha infância, esta peça de faiança serviu de fruteira, algum tempo, cedo foi substituida por outra, mais aerodinâmica, decorativamente mais sofisticada e moderna, de vidro.
Teimava eu, e ainda hoje insistiria nisso, que, pelos furos em ralo, existentes no receptáculo superior, que este objecto se destinaria a conter azeitonas ou, então, que serviria para deixar a secar pequenos cálices de aguardente, depois de lavados. Talvez porque tenha visto, nalguma taberna imemorial, objecto semelhante, com idêntico uso. Mas também pode ser que a memória me tenha atraiçoado, ou que a imaginação se tenha obstinado em atribuir-lhe uma qualquer função utilitária, que não meramente decorativa.



P. S.: tenho uma vaga esperança que Maria A., em passando por aqui, vinda do seu Arte, livros e velharias, com os seus amplos conhecimentos na matéria, me possa vir a elucidar, com segurança...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Os Trabalhos e os Dias (6): Velharias




Aqueles que usam, de forma pejorativa, a palavra velharias ignoram o gosto, o saber e a persistência que implicam o seu estudo, a sua conservação e colecção.



Por manifesta falta de tempo dedico-me apenas aos livros, mas gosto de porcelanas, embora menos da faiança. Como nada sei sobre a matéria, tenho lido com muito interesse os “posts” de Maria A. no seu blogue: Arte, livros e velharias. E aqui lhe deixo a terceira imagem de uma terrina que, segundo consta, sempre fez parte da casa de APS. É uma terrina sine notis, i.e., sem lugar, produtor ou ano de fabrico.



Talvez Maria A. se encante com a peça, velhinha e gasta.

Também sei que existe, entre os verdadeiros amantes de “velharias”, uma fraterna cumplicidade na partilha de descobertas.

Assim, retribuo os gratos ensinamentos de Maria A., mostrando-lhe a imagem de “meu” Germão Galharde. O livro, infelizmente incompleto, adquiri-o há uns meses a um bom preço. Ocupou os meus dias durante semanas, lendo e trabalhando, porque o restauro implicou a intervenção no papel e, depois de novamente cosido, a fixação do miolo na encadernação original após a limpeza do pergaminho. Como remate dos ensinamentos, entretanto alargados, aprendi a fazer uma caixa de guarda, pensando nos amantes vindouros de “velharias”.



Por fim, e para quem quiser ver ou ler o livro, com o incipit: Nom he pequena a obrigação de louuor, de Justiniano Lourenço, na íntegra, poderá consultá-lo através da Biblioteca Nacional Digital (BND), cuja cópia digital tem o registo: purl.pt. 16678.


Post de HMJ, dedicado a Maria A.