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domingo, 8 de março de 2026

Mercearias Finas 216

 

Devia ser por esta altura do ano que aparecia, por essa minha cidade de província, e no antigamente, o ciclista de cornetim a anunciar os peixes de rio, que trazia no cesto. Eu não os apreciava por aí além... Tinham pouco sabor e muita espinha. E, tirando a lampreia, pouco dava por eles. Bastou-me, depois, uma muge do Guadiana, que comprei em Mértola, barata é certo mas desenxabida de todo, e que HMJ cozinhou o melhor que pode.
No mercado, ontem, a banca da Ângela não estava no seu melhor, mas não tão pobre como nos dias da tempestade ("... não vás ao mar, Tóino..."). Por desforço profissional, ela quis mostrar-me dois magníficos sáveis do Mondego que deviam estar pejados (rica açorda!), mas custavam 29,80 euros o quilo. Para não vir de mãos a abanar, trouxe uns choquinhos com tinta, que estavam frescos e em conta.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Pela IC 19


Quem diria, pela manhã, a noite que se pôs.
Pareciam sucessivas, assimétricas e desordenadas bandeiras do Brasil, pelas bermas da estrada, de Lisboa a Sintra, os milhares de azedas que recamavam, generosas e alacres, o verde tenro dos campos.
Olho sempre Queluz, com bonomia e gratidão. E, depois, o Fernando tinha para nos oferecer umas postinhas de sável frito com uma magnífica açorda de ovas, que estava daqui!...
Saímos reconfortados com a vida, esquecidos das asperezas do mundo. Até parecia que tínhamos acabado de visitar a Primavera. As azedas vieram connosco.