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quarta-feira, 19 de março de 2014

Filatelia LXXXIX : velhos catálogos (2)


Os tempos conturbados e os períodos de crise deixam marcas em todos os sectores. Até na Filatelia.
Em Portugal, anos e anos, por Setembro, sistemática e pontualmente, saíam para venda os catálogos Simões Ferreira (Porto) e Eládio de Santos (Lisboa), já com a data do ano seguinte, que permitiam orientar os filatelistas e os preços de selos portugueses nas lojas filatélicas.
Com o 25 de Abril, houve um alargamento de opções, com catálogos novos (2 ou 3 mais), em edição a cores, de várias proveniências, mas que duraram pouco. E nem chegaram a ter credibilidade, em relação aos dois mais antigos e clássicos na elaboração ajuizada. Depois, o catálogo Eládio de Santos, com o fecho da casa filatélica homónima, deixou de publicar-se. O nortenho Mercado Filatélico (catálogo Simões Ferreira) passou a ser patrocinado, em parceria, pela Afinsa e pelo núcleo filatélico do Ateneu Comercial do Porto. E o único catálogo português de selos ia saindo cada vez mais tarde...
Mas o deste ano (2014) ainda nem sequer saiu... o que deve querer dizer que os selos portugueses correm o risco de já nem ter um catálogo nacional. E os preços de mercado passarão a ser controlados, comercialmente, pelo catálogo alemão Michel, pelo francês Yvert, pelo inglês Stanley Gibbons.
Em contrapartida (imagem), podemos ver que o Michel, apesar da guerra, logo no ano a seguir, e em Setembro de 1946, não deixou de publicar, em Leipzig, conscenciosamente, o seu catálogo filatélico, para a Europa...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Filatelia XXX : velhos catálogos


Em meados do século XX, em Portugal, os catálogos de selos mais considerados eram: a Norte, o "Simões Ferreira", e a Sul, o "Eládio de Santos". Ambos editados por casas filatélicas conhecidas, muito embora o "Simões Ferreira" tivesse um conselho especializado de reputados filatelistas que atribuiam  os preços aos selos, e que asseguravam alguma isenção aos valores marcados. Normalmente, os preços atribuídos no Catálogo Eládio de Santos, eram mais altos. E o catálogo do Norte tinha também mais detalhes e informações fundamentadas. Os catálogos saíam em Setembro, com data do ano que havia de vir. Houve, pelo meio, a aparição de outros catálogos, com vida breve, porque não ganharam o favor dos coleccionadores de selos nacionais e das ex-colónias.
Entretanto e creio que no dealbar do séc. XXI, os catálogos deixaram de ser editados, mas o "Simões Ferreira" foi substituído por um a cores, feito pelo Núcleo Fiatélico do Ateneu do Porto, em parceria com a Afinsa. Caso curioso, que já vamos em Novembro e o catálogo filatélico para 2012 ainda não apareceu à venda. Sinal da crise?