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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Muros, ou a constatação dos factos


Eles existem por todo o lado: entre os Estados Unidos e o México, entre Israel e o Estado Palestiniano...
Mas se falarmos da Europa, havia o Muro de Berlim, que foi derribado, e vai haver, também, em breve, um novo muro entre a Hungria e a Sérvia, construido pelos húngaros, porque acham que a UE fala, fala, mas não faz nada de útil...
Uma única diferença (de direcção): se o de Berlim era para não deixar sair cidadãos do Leste para o Ocidente, o muro da Hungria é para não deixar entrar os refugiados do Leste e do Sul.
Os extremos sempre se tocaram... 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Iconografia moderna e laica (22)


"Frutificai, crescei e multiplicai-vos..."
Génesis 1, 22.

Poder-se-ia dizer, sem rigor excessivo, que, se a consciência lusa é sobretudo poética e aérea (os bebés vinham de Paris e no bico de cegonhas - dizia-se...), na gaulesa predomina o sentido terrestre e agrícola, na progenitura. As meninas francesas nasciam das rosas, os meninos despontavam das couves - como se pode ver nestes postais de 1905. Talvez, por isso, a agricultura francesa é, ainda hoje, largamente subsidiada pela UE.
Nesse longínquo mês de Março de 1905, Isalina Vargas bombardeou (é o termo mais adequado) Antónia Madahil, que se encontrava hospedada no Hotel Borges (Lisboa), com estes postais sugestivos, que parecem um apelo insistente à procriação. Não sei é se terão tido resultados. Mas louve-se o esforço desenvolvido!
Assim se preocupassem os nossos governantes com o aumento da natalidade, como a Isalina, junto da Antónia...

Abraço grato e reconhecido a H. N. .