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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Mercearias Finas 20 : retintamente nacional



Que fará um casal cujos filhos, adultos, já saíram da casa paterna, e a quem apetece deliciar-se com um Cozido à Portuguesa? Porque, entre carne de porco, farinheira, batata, nabo, chouriço, carne de vaca, cenoura, couve portuguesa, chouriço de sangue, salpicão, couve-coração, tendo-se os dois bem servido, ainda sobrará, seguramente, muita vianda. E boa, porque os componentes vieram dos 4 cantos do terrunho nacional: região saloia, Guimarães, Lamego...
Pois não haverá remédio senão guardar o sobrante no frigorífico ou congelador e esperar, pacientemente, que as saudades do Cozido à Portuguesa regressem. Foi assim que se fez. E, no domingo, ao almoço, o cozido voltou, sápido, no seu esplendor e excelência à nossa mesa. Na totalidade da sua ancestral convivialidade prandial.
Escolhi um Quinta de La Rosa duriense, tinto de 2008, que não tinhamos ainda provado e que nos chegou às mãos e boca, graciosamente, para acompanhar o Cozido à Portuguesa. De colheita manual (as uvas: Tourigas Nacional e Franca, mais Tinta Roriz que é, no Sul, o Aragonês, e em Espanha dá pelo nome de Tempranillo com que se faz o Vega Sicília), o vinho é produzido, no Pinhão, por Sophia Bergquist. Este, de 2008, está ainda muito jovem, promissor, cheio de força com taninos por domar: vai precisar de uns bons 4 ou 5 anos , de guarda, para amaciar.
O acasalamento, pela rusticidade e rijeza de sabores do prato, funcionou na perfeição. Honra lhes seja, ao Cozido à Portuguesa e ao Quinta de La Rosa, que se deram muito bem, um com o outro. Evoé!