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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

O limite do contexto

 


Vi ontem na RTP Memória, com alguma atenção, um antigo episódio "Impacto" sobre o rei D. Sebastião. Intervenientes principais eram Vitorino Nemésio (1901-1978) e Joel Serrão (1919-2008), que abordaram o contexto histórico e Vítor de Sousa (1946) que disse alguns poemas, a propósito. 
Sobre Nemésio, nada a dizer, mas Joel Serrão referiu-se ao rei como "um pedaço de asno" (literalmente). Ora, do meu ponto de vista, e para um historiador (?) que se preze, penso que, francamente, exorbitou...

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Sacrilégio

 
Em zapping ocasional, na RTP Memória, ouvi, há pouco e por acaso, a voz de Alfredo Marceneiro (1891-1982) a cantar um fado ("Amor é água que corre..."). E, inesperadamente, lembrei-me de Bob Dylan.
Será por serem vozes a cair da tripeça?

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Divagações 196



Pouca gente hoje, mesmo da élite cultural diminuta nacional, fará a menor ideia da grande influência ideológica que António Sérgio (1883-1969), durante a segunda metade do século XX, exerceu sobre uma boa parte da esquerda portuguesa.
Assisti na RTP Memória, há pouco, a um programa, bem feito, sobre este ensaísta, com testemunhos interessantes de Vasco da Gama Fernandes, Raul Rêgo, João de Freitas Branco, A. José Saraiva, mas podia lembrar também a reverência intelectual que Mário Castrim lhe dedicava, como pude verificar, pessoalmente.
Era ontem. Hoje, quem sabe de António Sérgio?

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

RTP Memória versus RTP 2



Esta repetição, na RTP 2, dos episódios policiais do jovem Montalbano têm-me dado água pela barba, até porque ainda me lembro (e não foi há muito...) dos pormenores, da primeira vez em que foram projectados. E, sobretudo, porque começo a estar farto das dislexias do agente Catarella, dos trejeitos adamados do Mimi Angelo e do dengue da Livia. E, assim, num zapping desenfadado fui dar a um episódio do Columbo (Peter Falk), na RTP Memória, onde me fixei até ao fim do episódio. Sendo que o Columbo segue as regras clássicas do policial, tal como S. S. van Dine as definiu e estabeleceu. E Andrea Camilleri, não as observava, normalmente.
Faltaram-me, é certo, os cenários maravilhosos da Sicília e a boa música da série italiana... Mas não se pode ter tudo. E, já agora, também podia dispensar alguns tiques expressivos e algo repetitivos do Columbo. Ninguém é perfeito realmente.

sábado, 18 de junho de 2016

Não ser patrioteiro


De manhã, em altos brados foi a música pimba, aeróbica no campo da Escola, alugado, como ATL no subúrbio  outrabandista. Eu estava a temer o pior, para depois do jantar, até porque queria ver, na RTP Memória, a Guerra Colonial, do Joaquim Furtado, com alguma tranquilidade física e de espírito.
Felizmente, um empate arrefece os ânimos, não motiva o sopro das vuvuzelas, os urros e grunhidos bestiais, as buzinadelas frenéticas pelas ruas, as discussões acaloradas pela noite dentro. Vi a Guerra, em perfeita tranquilidade.
E ainda há quem me acuse de patriotismo exagerado!...