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domingo, 21 de setembro de 2025

Curiosidades 114

 

Não é caso único, e Jean Cocteau é também um bom exemplo, de um escritor de talento que abordou cumulativamente as artes decorativas, com algum sucesso. Refiro-me a Victor Hugo (1802-1885) que deixou cerca de 3.000 desenhos, feitos sobretudo no seu período de exílio (1852-1870) nas ilhas de Jersey e Guernsey.
Grande parte desta sua obra abrange cenas nocturnas com pendor gótico. Cerca de 70 trabalhos de Victor Hugo foram expostos com agrado público, recentemente, na Royal Academy (Londres).




domingo, 24 de março de 2019

Divagações 144


O trabalho em mármore Taddei Tondo (= Composição Circular), de Miguel Ângelo Buonarroti (1475-1564), executado entre 1504 e 1505, é a única peça escultórica do artista italiano existente na Inglaterra. Pertence ao acervo da Royal Academy (Londres).
Este museu londrino, segundo o TLS (nº 6049), tem em exposição, até 31 de Março de 2019, uma mostra intitulada Bill Viola / Michelangelo - Life, Death, Rebirth. Viola (1951) é um vídeo-artista norte-americano estimável, com notoriedade e nome feito.



Quando se começou a falar e tratar, universitariamente, a cadeira de Literatura Comparada, era talvez muito cedo para miscigenar artes plásticas e obras de artistas diversos. Mas, hoje em dia, isso tornou-se comum e frequente.
Um pouco na sequência da 3ª proposição do poste anterior (Miscelânea...), não sei se isto não será excessivamente contraproducente e forçado. A facilidade, por exemplo, com que se usa, hoje, o nome de Arte Urbana, para classificar alguns mamarrachos, nas paredes das cidades, preocupa-me...
Parece-me ser tudo isto mais uma das delicadezas da democracia: fazer descer a arte até ao povo. Em vez de o educar e fazer subir os degraus estéticos da arte, criando-lhe referências, sentido crítico e ferramentas de rigor.
Positivamente, não creio, por muito bom artista que Bill Viola seja, que se possa (já) pô-lo em paralelo com a grandeza da obra de Miguel Ângelo. Há coisas que não se podem ou não se devem, pelo menos e em nome do bom senso, comparar.


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Últimas aquisições


Eu nunca tinha ido à Foyles, em Charing Cross. E W. H. Auden era um motivo maior.
Mas Emily Dickinson também colhe as minhas preferências. Colhia-a na British Library.
E o livro sobre Matisse, de Alastair Sooke, veio da Royal Academy of Arts, quando visitei a exposição Matisse in the Studio, em muito boa hora.


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Pinacoteca Pessoal 129


Aos que nos estão mais próximos, muitas vezes, nem damos por eles.
E eu nunca me lembrei de  incluir o artista francês nesta pessoal temática de Pintura.
Henri Matisse (1869-1954), a quem eu me referia,  dizia que um quadro era uma lenta deliberação.
Os vários retratos da sua filha Marguerite têm atenuantes compreensivas e afectuosas para as suas  experiências e a justificação da sua reflectida tirada, até pelo acompanhamento das diversas idades da sua descendente. Mas penso que ele se referia a cada um dos quadros, em si, fosse qual fosse o motivo que desse origem ao acto da criação.



No entanto, os cerca de 50 esquissos, que fez, sobre a italiana Laurette (ou Lorette), para além das várias telas que a têm como motivo, comprovam indiscutivelmente a sua afirmação, de experiência feita. Na elaboração pictórica de um mesmo rosto, através das suas múltiplas perspectivas. E também idades e momentos próprios. Do pintor e do modelo.
Não disse o crítico de arte Andrew Forge (1923-2002):... porque uma paisagem por Van Gogh ou uma natureza morta são também um auto-retrato ?



Informa-nos o TLS (nº 5972) que, na Royal Academy of Arts (Londres), estará patente uma exposição de Henri Matisse, até 12 de Novembro de 2017, subordinada ao tema: Matisse in the Studio. Apesar do preço de ingresso ser exorbitante (17 libras inglesas), penso que não irei perdê-la...



Nota: o retrato de Matisse, que encima este poste é da autoria do seu amigo André Derain (1880-1954).  

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Pinacoteca Pessoal 104


Parece ter sido um optimista, mas com mau feitio. Ou talvez apenas intransigente em relação a coisas que considerava essenciais como, por exemplo, a sua arte. A longa vida permitiu-lhe uma obra vasta.
Franco-suíço, de uma família huguenote francesa, o pintor Jean-Etienne Liotard (1702-1789) era um homem viajado (França, Inglaterra, Itália, Turquia...) e cosmopolita, talentoso, mas também invejado por oficiais do mesmo ofício. Até porque os muitos retratos, que pintou, saíam caros aos aristocratas que lhos encomendavam.
Na Royal Academy (Londres), há uma exposição da sua obra, até 31 de Janeiro de 2016.
Classificam-no como naturalista. O pormenor do quadro "Rapariga com a chávena do chocolate (na última imagem deste poste) poderá dar uma pálida imagem do perfeccionismo e talento de Liotard.