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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Festa na aldeia

 
Os animadores culturais chegaram à escola, há pouco, melhor dizendo à aldeia, mediante os gritos e o vozeirão roufenho dos altifalantes desregulados de terceira categoria. As criancinhas precisam de festa que, dantes, eram palestras de entediante cultura, nos tempos vagos. E os conselhos directivos não se negam a proporcionar aos pequenos selvagens o divertimento e música (?) bastante para os manterem um pouco calados, para sossego dos professores e pais ausentes.
Quem se trama são os residentes na freguesia, que têm de suportar o destempero desta nova educação moderna e barulhenta.

terça-feira, 9 de abril de 2024

Apontamento 163: Repensar a cidade

 


Ora, ontem, após um período de recuperação e melhoria na respiração, pensava retomar as minhas saídas, no Chiado e Rossio, etc.

Aproximando-me, de carro, do nosso poiso habitual, olhei em volta e a um centro de cidade transformado em “Disneylândia” e quejando, gentinha, sem rumo, sem eira nem beira, a circular onde eu pensava passar, concluí, mais uma vez, que a vontade de sair acabara naquele momento.

Concluí que a miséria física, cultural, mental e cívica, com que me deparara, anulou todo o meu desejo de passear pelas ruas que, em determinada altura no passado, tanto contribuíram para me enriquecer.

Nem se fala do ruído ensurdecedor, que os turistas julgam ser música e aplaudem, nem do atropelo ao código da estrada pelos TUC TUC, estacionados à balda junto de S. Pedro de Alcântara, ou dos autocarros de turismo que param onde querem, causando longas filas de trânsito pela paragem prolongada à espera de bimbos.

Post de HMJ

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Apontamento 92: Novamente o ambiente e o direito ao silêncio

Não tenho nada contra programas de animação, desde que respeitem o direito dos cidadãos – a um emprego com condições de horários e que respeitem o silêncio e promovam a cultura.

Assim sendo, não me parece aceitável que qualquer animação ruidosa se enquadre no conceito de cultura.

Assistimos, pois, neste momento a uma “movida ruidosa”, certamente enquadrada na tal “venda nocturna”. Não entendo, portanto, por que motivo se tem de, com ruído, inquietar todo um conjunto de pessoas que procuram silêncio nocturno, com um “berreiro” a promover uma actividade essencialmente ECONÓMICA de promoção e venda de produtos.

O que parece saloio, i.e., a promoção, no Verão, de Festas Pimba, repete-se também neste momento na Capital. Meninas e Meninos a gritar para os microfones, para ver se alguém come ou bebe mais alguma coisa nas zonas, hoje, de Chiado até à Av. da Liberdade.

E o pacato cidadão tem que aturar mais este abuso? Não  será  possível introduzir limitadores de ruído? Deste modo, ouviam os que estão próximos do “ARRAIAL” e os restantes cidadãos também seriam respeitados no seu desejo e direito de silêncio.


Chega de animação de chinelo, disfarçada de acontecimento cultural !

Post de HMJ

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Amor com amor se paga...

Com os melhores agradecimentos a AVP.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Um mal ... com séculos !

Por vezes, há encontros inesperados.
Em tempos, abordámos no ARPOSE, a questão do ruído permanente debaixo das nossas janelas. A inanidade do "poder local" perante este abuso também é conhecida de todos os que sofrem idêntica provação. 
Eis senão quando encontro uma disposição legal, com quase 500 anos, e onde ? Nas Ordenações Manuelinas, impressas por Germão Galharde, em 1533.
Tirei cópia e apresento o texto na imagem seguinte:
Duas notas finais:
1 - o mal, como se observa, já vem de longe;
2 - os remédios para atacar o mal diluíram-se no meio desse "poder" chamado local.

Post de HMJ

Dedicado a todos os Presidentes de Câmara e de Freguesias moucos