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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Retro (63)


São, provavelmente, dos anos 40 ou 50 do século passado, estas curiosas vinhetas da Ilha da Madeira. Embora não tivessem sido usadas, destinar-se-iam a ser coladas na correspondência, junto aos selos postais, promovendo o Turismo madeirense por esse mundo fora.

agradecimentos a H. N..

sábado, 15 de novembro de 2014

Testemunhos da Resistência (M. U. D.)


Fundado a 8 de Outubro de 1945, após a vitória dos Aliados, na II Grande Guerra, o Movimento de Unidade Democrática (M. U. D.) foi um dos mais importantes agrupamentos políticos de oposição e resistência à ditadura do Estado Novo. Foram seus fundadores, entre outros, Teófilo Carvalho dos Santos, António Luís Gomes e José Magalhães Godinho, a que aderiram velhos republicanos: Azeredo Perdigão, Manuel Mendes... Nele se integraram jovens democratas tais como Maria Lamas, Mário Soares, Bento de Jesus Caraça e Alves Redol.
As vinhetas, em imagem, destinavam-se, com a sua venda, à angariação de fundos para as actividades políticas do M. U. D..

com os melhores agradecimentos a H. N..

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Expo. Barcelona 1929


A 20 de Maio de 1929, o rei Afonso XIII inaugurou a Exposição Internacional de Barcelona, que se manteve aberta ao público até 15 de Junho de 1930. Mas já antes, houve um esforço concertado, por parte dos espanhóis, no sentido de difundir a iniciativa, de que as vinhetas, que encimam este poste, são um bom exemplo. Eram coladas na correspondência, para correrem o mundo e publicitar a Expo. 29.
Cerca de 20 países europeus fizeram-se representar, mas também a América Latina tinha os seus pavilhões, bem como os E. U. A.. Mas o pavilhão mais surpreendente e que concitou a admiração geral foi o Alemão, projectado por Ludwig Mies van der Rohe (1886-1969), uma das suas melhores obras e que, ainda hoje, pode ser visitado, em Barcelona (ver vídeo, abaixo). Este acontecimento contribuiu para colocar a Espanha na lista dos países europeus mais desenvolvidos.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Retro (32)


Com o seu grafismo datado, estas 4 vinhetas destinavam-se a celebrar o primeiro centenário do Montepio Geral (1840-1940), organização mutualista que se destinava, principalmente, a apoiar funcionários públicos. A ideia desta instituição de crédito foi posta em prática por Francisco Álvares Botelho (1803-1875), funcionário superior da Junta de Crédito Público, natural de Tavira. O pelicano, símbolo do altruísmo, foi escolhido como imagem  da instituição.

domingo, 14 de abril de 2013

De associação em associação ou as palavras são como as cerejas...


Dizem-me que António José Seguro venceu as eleições no PS com um score de 97% dos votos - é obra!
Em 1967, na Exposição internacional de Montreal (Canadá), o pavilhão da Checoslováquia provocou uma enorme admiração nos visitantes. Sobretudo, porque lá se exibia, pela primeira vez, aquilo que se viria a chamar cinema interactivo.  Produzido pelo cineasta Radúz Cincera, o filme (Kinoautomat) era composto por vários pequenos sketches, com histórias cujo desfecho, alternativo, era escolhido pelos espectadores, através de votação.
Como se estava em plena Guerra Fria (a invasão da Checoslováquia dá-se no ano seguinte), houve logo quem parodiasse o filme democrático, criando um pastiche humorístico, com imagens das votações unânimes que ocorriam, sempre, nos países de Leste. É esse vídeo-colagem que aqui deixo.



Obsv.: a vinheta checoslovaca que encima o poste é apenas para lhe dar mais cor...

segunda-feira, 25 de março de 2013

Mais umas quantas vinhetas


Sem qualquer interesse ou valor filatélico, estas vinhetas, em imagem, destinavam-se a apoiar o I. A. N. T. (Instituto de Assistência Nacional aos Tuberculosos), instituição criada em 1899, pela rainha D. Amélia (1865-1951). A receita da venda das vinhetas tinha, por isso, um objectivo de solidariedade. Mas também, cumulativamente, ajudavam à divulgação cultural. Em 1973 publicitavam o Museu da Marinha, através de imagens de antigos barcos portugueses; em 1974, o Museu Nacional dos Coches.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Mais 3 vinhetas


Ainda me lembro de malas de viagem com vinhetas coladas no exterior, que os possuidores exibiam como que para mostrar o seu cosmopolitismo e para dizer que eram muito viajados. Entretanto, perdeu-se esse hábito, até porque com as companhias low-cost, com o Interrail e com o programa Erasmus, as viagens se democratizaram bastante. Essas vinhetas antigas faziam, muitas vezes, publicidade a hotéis ou estâncias de moda. Aliás, como estes autocolantes de três continentes: Europa (com o Hotel Slavie, da Checoslováquia), América do Norte (Waldorf Astoria, de Nova Iorque) e América do Sul (Argentina: Liberty Hotel). Duas das vinhetas são dos anos 50/60; e a norte-americana, de 1936, dá notícia da 40ª convenção da American Ostheopatic Association. Nenhuma delas foi usada para decorar malas de viagem, porque, no verso, todas mantém ainda a goma original. Não têm, também, qualquer valor filatélico.

sábado, 12 de janeiro de 2013

De tudo um pouco...


Por cá, chamámos-lhe Vinhetas, mas os ingleses apelidam-nas de Cinderellas ou Ephemera, e há quem as coleccione com fervor - não é o meu caso.
Normalmente, são apostas nos envelopes, junto aos selos de correio. Os Peanuts serviam para chamar a atenção para a fragilidade dos produtos que iam na encomenda, ou para indicar o correio prioritário. Fazer propaganda à Queima das Fitas de Coimbra (1962), campanha anti-tabágica ou publicitar a Feira de Leipzig - de tudo um pouco... E algumas delas são bonitas. 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Filatelia LII : vinhetas espanholas


São uma sub-espécie filatélica, as vinhetas, que os ingleses muito apreciam e que incluem na categoria de "ephemera". As vinhetas servem, normalmente, para propagandear acontecimentos, difundir ideologia política e religião, celebrar festividades, apoiar o turismo. Colavam-se na correspondência para correr mundo e dar notícia. Muitas vezes eram distribuidas gratuitamente e, quando pagas, serviam para suportar o custo de actividades de carácter social, ou festividades regionais.
As vinhetas espanholas, que se mostram em imagem, são maioritariamente do período da Guerra Civil Espanhola (1936-1939) e, por isso, têm uma forte carga ideológica e política. Sejam elas dos "rojos" ou dos "franquistas".  Mas algumas delas têm também beleza gráfica e um traço estético apreciavelmente bonito.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Da janela do aposento 9: Tipos e vinhetas


Para além do interesse pelo estudo da Tipografia e da História do Livro, sempre gostei de catálogos de tipos e não resisto quando encontro, como hoje, pequenos folhetos com imagens de qualidade que vão engrossando a minha pequena colecção. Recordando uma conversa recente sobre tipografia, escolhi uma imagem de vinhetas da Haas'sche Schriftgiesserei, de Basel, uma empresa de fundição, dedicada, sobretudo, a material para os chamados "acidentais", ou seja, pequenos impressos como cartões de visita, etc. 



Especialmente para MR vai um impresso em francês:


E como JAD, no PROSIMETRON, lembrou, e bem, o Dia da Europa, que se celebra hoje, acrescento esta memória tipográfica na convicção de que a invenção das letras móveis é um dos pilares mais importantes no aperfeiçoamento da Humanidade numa Europa de Paz e de Cultura.

Post de HMJ, dedicado a MR e JAD