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domingo, 5 de julho de 2020

Ideias fixas 57


Tenho extrema dificuldade, hoje em dia, em ler histórias da carochinha. Felizmente, os meus filhos já estão crescidos. E, infelizmente, a minha neta está longe.
Dei, há dias, por um autocolante, no chão da entrada do Teatro S. Luís (Lisboa), com uma reflexão sublime, que dizia: Vai ficar tudo bem. De quem terá sido este brilhante pensamento filosófico?
Do Medina, depois de vir de Meca? Da Pinta do pelouro cultural lisbonense? Do Quim Barreiros?
Tudo isto é de mais para mim, porque ultrapassa o limite da indigência mental permitida.
Já nos basta o dia a dia.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A serenata inesperada


Com tanta trumpada a sufocar-nos a vista e as leituras, soube-nos bem esta pequena e imprevista serenata nocturna dos Camponeses de Pias que se preparavam para entrar no S. Luís e acompanhar Vitorino na celebração dos seus 40 anos de carreira.

sábado, 19 de julho de 2014

Impromptu (6)


Eu devia ter desconfiado...
Primeiro, passou sub-reptício um alto autocarro da Câmara de Valença, cheio de gente no interior.
Depois, no Chiado, começou a cheirar a queimado e, para meu espanto, apercebi-me que estavam a assar um grande porco, num espeto, junto ao S. Luís.
Finalmente, estava eu em casa "posto em sossêgo", quando as vozes, os instrumentos e as socas do Rancho atroaram os ares com a sua música alacre e minhota.
Então, é que se me fez luz, no espírito. E foi mais ou menos assim:

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O carrego de cada um


A harpa nem era muito grande, dentro do seu estojo, mas via-se a dificuldade da jovem música, apesar do carrinho de rodas de transporte e da ajuda de uma amiga (?), em fazer entrar o instrumento para o Teatro S. Luís.
Flautistas, violinistas, trompetistas, são uns felizardos, para não falar dos maestros, que só têm que levar a levíssima batuta para os concertos. Agora, imagine-se o violoncelista ou o homem da tuba a carregarem aqueles instrumentos enormes até aos auditórios!?...
Sorte têm os pianistas, porque as salas de concertos costumam ter piano privativo e residente...

sábado, 30 de abril de 2011

Bibliofilia 46 : "A Ceia dos Cardeais" de Júlio Dantas





Este terá sido, creio, o terceiro livro que comprei, com intuitos bibliófilos. E foi em Coimbra, improvável cidade (por incrível que pareça), no início dos anos 60 (1962?, 63?), onde eram inexistentes, praticamente, os alfarrabistas. Na Rua da Sofia, baixa conimbricense, havia uma loja empoeirada que vendia móveis usados que eu, de longe a longe, frequentava; por vezes, apareciam também, em cima desses móveis velhos alguns livros e revistas antigos. Foi lá que comprei a 1ª edição (Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, 5 Largo de Camões 6, no ano de 1902) de "A Ceia dos Cardeais", de Júlio Dantas, que, em 1962, já contava 48 edições em língua portuguesa. Afora as mais de 50, em traduções estrangeiras impressas. A pequena peça de teatro de Júlio Dantas, estreada em Março (24?, 28?) de 1902, no então Teatro Dª Amélia (hoje, S. Luís), fora um sucesso. E as edições e representações sucederam-se, frequentes, no tempo. Por isso, e como o livro foi barato (Esc. 2$50), a compra da obra encheu-me de contentamento. O volumezinho (36 pags.) pertenceu, antes, a uma senhora açoreana que lhe inscreveu a marca de posse (Emilia da Camara Leite) e que o terá adquirido na (Livraria?) Teves Adam, de Ponta Delgada. Pessoa amiga, que recordo com saudade, ofereceu-me a encadernação com ferros a ouro, e ligeiro restauro, em finais dos anos 70 do séc. passado.