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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Memória (102)


Setembro era a fronteira de águas, entre o mar da Póvoa e o rio Ave.
A memória, porém, há-de ser sempre ingrata, pouco lógica e desapiedada, com os anos. Não perdoa o desaparecimento físico, nem tem em conta a diferença da pujança juvenil com a debilidade gradual dos corpos mais próximos e amigos - a marcha do tempo, inexorável, infinita.

sábado, 1 de setembro de 2012

Setembro, quando as férias eram grandes


Ao mar de Agosto seguia-se, quase imediatamente, o campo de Setembro. Experimentar os baloiços, limpar o campo de críquete das ervas daninhas, pôr o comboio de madeira nos trilhos, e afinar os travões. O fato de banho, ainda salgado, retemperava-se na água doce do Ave. No meio de Setembro, o piquenique na Citânia, com as garrafas coloridas dos pirolitos e as sandes simples e fruta, que saíam dos cestos de verga. As caçadas inocentes com fisgas e, mais tarde, com espingardas de pressão de ar, por entre soutos e soutos. As noites estreladas, sem luz eléctrica, mas com muita música de concertina. E as vindimas, em Sto. Estevão de Briteiros. Longe para sempre, agora.

com lembranças a F. J. V. C. F..