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quarta-feira, 3 de julho de 2024

Divagações 195

 
O esquecimento pode ser uma tragédia, com a idade. Mas a repetição de narrativas, por lapso, é, no mínimo, um aborrecimento difícil de suportar, muitas vezes, por um interlocutor. A coberto da intimidade, devemos libertar a verdade, com prudência, e à medida da confiança que temos do outro. E da sua abertura e tolerância.

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Máxima (?) própria (25)


A autenticidade é, muitas vezes, a verdade expressa de forma simples, estóica e sem luvas de permeio. Sem recear o melindre das almas sensíveis ou a animosidade pessoal de outras criaturas...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Recuperado de um moleskine (19)


Uma das minhas questões essenciais, talvez a mais persistente, ao longo da vida, sempre foi a Justiça. E os tempos que correm não lhe são favoráveis pelas debilidades humanas e deficiências, às vezes ostensivas, de quem a tem personificado na nossa terra.
Por outro lado é atávico e de bom tom apresentá-la, iconograficamente, de olhos vendados, o que sempre me pareceu incongruente. A Justiça, do meu ponto de vista, tem de enfrentar a Verdade, de olhos abertos. Assim o entendeu, por certo, o escultor canadiano Walter Seymour (1876-1955), ao representá-las muito próximas, uma da outra, em Otava.


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Sobre a ironia, a verdade e a memória


Creio que não há maior malogro do que ter de explicar uma ironia, que foi nossa, a um interlocutor menos atento. Até porque a ironia pode ser, por extremo, uma forma de melancolia que se não confessa inteiramente. Ou, então, uma reacção agressiva tímida e amortecida que, a não ser percebida, cria um halo ou casulo defensivo de uma certa solidão.
Como a verdade incómoda, depois de dita, pode vir a tornar-se num remorso que vem à tona, ciclicamente, para nos inquietar. Porque a memória se rasura a si mesma, ou censura, em perspectivas que não controlamos de todo, na sua extensão emocional. Há que ter em conta a sua misteriosa autonomia.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Verdade / Mentira : 3 contributos


1. A minha maneira de gracejar é dizer a verdade. É a melhor brincadeira do mundo.
George Bernard Shaw (1856-1950), in John Bull's Other Island.

2. É preciso divertirmo-nos a mentir às mulheres. Tem-se a impressão que somos reembolsados.
Sacha Guitry (1885-1957), in Elles et Toi.

3. Mente-se melhor por escrito.
Henry de Montherlant (1896-1972), in Carnets, XXIV.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Em prol da verdade


Antes que o dia se acabe, há que dizê-lo: o nosso poste, de hoje, "Está explicado!..." foi a nossa partida de 1 de Abril. Muito embora o nosso desastrado e pernicioso ministro das Finanças, com os erros numerosos e clamorosos que tem cometido, se tenha posto a jeito. No desacerto, mereceria entrar para o Guinness.