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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Idiotismos 32


O seu uso inicial é atribuído ao poeta Virgílio (70 a.C.-19 a.C.) e, em bom rigor, sendo um latinismo, a frase não se poderá considerar um idiotismo, mas as suas versões, para língua portuguesa, já o poderão ser. E acontece que a usei, ontem, em comentário, num blogue amigo (Prosimetrom). Vindo-me à tona da memória, pus-me a reflectir sobre ela.
Da frase, travei conhecimento com ela, pelo meu sexto ano do Liceu. Ei-la: Hoc opus, hic labor est. Pode entender-se, portuguêsmente, pelo menos, de duas ou três maneiras. Em versão erudita, diríamos: Aqui é que está o busílis; ou, Eis a dificuldade, de forma abreviada. Se preferirmos a tradução vulgar: Aqui é que a porca torce o rabo - que é o modo mais habitual de ser usada.
Como veio a porca parar a esta versão, é que eu não sei - hoc opus, hic labor est!...

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Bibliofilia 65 : Castilho



Nunca fui grande leitor, nem apreciador de António Feliciano de Castilho (1800-1875). Embora como pessoa, eu reconheça que foi um homem estimável e um dedicado pedagogo. Além disso, ele e Camilo foram amigos, o que só abona a seu favor. De Castilho, que cegou aos 6 anos por causa do sarampo, li, além de poemas de diversas antologias, "O Outono" (que possuo na 1ª edição, de 1863) e esta tradução de "As Geórgicas"  de Virgílio, impressa em Paris, no ano de 1867, e bilingue. Mas já outros  escritores nacionais as tinham traduzido, antes, e vieram a traduzir depois.
O que torna raro este livro, em imagem, é que, por desinteligências com os gravadores, das belíssimas 4 gravuras e do retrato do Poeta, poucos livros ficaram completos, no seu conjunto integral. A maior parte ficou sem as gravuras e sem o retrato, mantendo apenas o texto em latim e português. O meu exemplar está completo, bem encadernado e em bom estado de conservação. Foi adquirido em Lisboa, no final dos anos 80 do século passado, por Esc. 4.500$00, ou seja por cerca de 22,50 euros, na moeda actual.