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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

impromptu 86

 


O rasto do vento. Felizmente, sem danos pessoais.

sexta-feira, 1 de março de 2024

Adagiário CCCLXIII



Quando Março sair ventoso, o Abril sai chuvoso. 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Osmose (53)


Fértil que tem sido, este mês, o vento agita profundamente as copas das árvores, pela manhã.
Do interior da casa, através da janela, é por aí que lhe reconheço a existência. Invisível, o movimento que provoca denuncia a sua passagem. Mas como poderia eu descrevê-lo, por palavras e gestos, a quem, de todo, o desconhecesse?
Talvez da mesma maneira como se ensinam as cores a uma criança. Porque as palavras que as identificam são, apesar de tudo, redundantes e arbitrárias. As suas existências, raramente, as justificam, objectivamente. Essas, sim, são meras invenções humanas para chamar nomes às coisas.