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domingo, 11 de novembro de 2018

Para matar saudades de Vasco Santana... e acompanhar um aniversário


Integrado na propaganda da campanha de Alfabetização de Adultos, este pequeno filme (1952) de cerca de 30 minutos, está dividido em 6 pequenos episódios, que contam, todos eles, com a participação de Vasco Santana (1898-1958). A actriz Maria Olguim entra em dois deles e o jornalista Fernando Pessa compõe, bem, a figura de Professor, no episódio do Exame.
Creio que o filme não será muito conhecido e, embora não sendo notável mas um pouco ingénuo nos meios utilizados, não deixa de ser uma curiosidade, que se vê sem custo e com algum agrado. 
Aqui fica, por isso.


P. S.: o Arpose celebra, hoje, o seu 9º aniversário. Este é o poste nº 10.130.
O vídeo destina-se, principalmente, aos Amigos, estimados Comentadores, e Seguidores fiéis, como uma espécie de pequeno brinde, agradecendo o estímulo sempre importante que nos dão, para que o Blogue continue. E para os tentar compensar por nos terem aturado até aqui...

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Retro (69)


Implantado no coração de Lisboa, muito perto do Chiado, o Teatro da Trindade abriu as suas portas em Novembro de 1867, sob a égide e direcção de Francisco Palha (1824-1890), vocacionado inicialmente para o teatro sério e os saraus de música, principalmente, erudita. Acolheu assim grandes nomes de intérpretes, quer da arte musical, quer da arte de Talma. No entretanto a sua vocação de sala de espectáculos foi-se diversificando até abranger acontecimentos mais populares.
Sob a responsabilidade da Fundação Inatel, o Teatro da Trindade, com uma capacidade para 495 espectadores, foi recentemente palco de um pronunciamento político que perturbou e apressou a estratégia dos políticos representantes da direita portuguesa.
O encarte publicitário, que ora se mostra, através da capa e duas páginas centrais, data do início dos anos 40 e até contém publicidade às emissões radiofónicas de propaganda da Alemanha nazi ("Berlim - a Alemanha fala"), para o mundo português. O pequeno folheto teve uma tiragem de 500 exemplares, que eram distribuídos gratuitamente. Já por essa altura o Trindade apresentava espectáculos populares e de agrado geral para o público alfacinha. Não fosse o prato de resistência da Fantasia-Revista (Aleluia) contar com o desempenho do celebrado Vasco Santana...


com os melhores agradecimentos a A. de A. M..

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Boinas


Se "chapéus há muitos", como dizia Vasco Santana no filme, boinas - ao que me parece - há cada vez menos. Muito embora a boina, a partir da segunda metade do século XX, se tenha difundido muito nos fardamentos militares. Na infância, não gostando delas, usei-as um pouco por imposição materna e, quando pensava ter-me libertado para sempre, eis que fui obrigado a usar uma castanha, na tropa, em finais dos anos 60.
Quando, hoje, lancei o poste "Politicamente incorrecto" fiquei a olhar demoradamente para a foto de Jorge de Sena, na Ilha de Moçambique, onde usava também  boina. E recordei-me de Raul Rêgo, bem como de Heinrich Böll, que também as usavam. E, onde, haveria, pelo seu uso um sinal de pertença. Originárias do país basco, e usadas sobretudo por pescadores e camponeses, elas foram como que um distintivo, na Guerra Civil de Espanha.
Só depois é que aparece a boina de Che Guevara...

domingo, 11 de dezembro de 2011

Os 103 anos de Manoel de Oliveira


Foi com 32 anos que Manoel de Oliveira (1908) fez este filme publicitário, acompanhado de texto lido por Vasco Santana. Mas até hoje, dia em que completa 103 anos, nunca mais parou. De corredor de automóveis a actor de cinema, de gerente de Fábrica a realizador, tem sido uma vida plena e activa, sempre com compromissos de Futuro. É o decano dos realizadores de cinema, em actividade, no mundo. No dia do seu aniversário, esta singela homenagem do Arpose, a este português que nos honra a todos.

com os melhores agradecimentos a ms.