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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Memória (117)


O Vouga, de quem Rúben A. dizia ser o rio mais tímido que há em Portugal, e o Douro, estão na mira de deambulações, esta semana. Mas se, para o primeiro, o objectivo há-de ser museológico, no segundo se irão provavelmente enquadrar aspectos mais prosaicos, como sejam as vindimas.
Delas, as recordações também a Norte, são muito longínquas. E de uma camioneta grande e de caixa aberta em que, com o meu amigo Fernando, rumámos às Taipas, para colher as uvas tintas de uma pequena quinta, que quase bordejava o Ave. Da sequência é que já não me lembro...
Mas, de tempos remotos, recordo a primeira e única vez em que pisei uvas, num enorme lagar vimaranense. Meu tio Jorge pontificava, soberano, e dando indicações. Ainda hoje, esse cheiro intenso a mosto me chega às narinas, vindo da infância, quando o chamo à memória.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Regionalismos minhotos (37)


Segue-se, hoje, a terceira parte dos regionalismos minhotos começados pela letra S e respigados da obra de M. Boaventura, que temos vindo a seguir. Tenho a acrescentar que não conhecia nenhum deles, até aqui. Seguem-se, por ordem alfabética:

1. Sarrisco - relâmpago, raio, faísca.
2. Sarronco (ou Sarronca) - papão.
3. Seiada - abada.
4. Senrar - andar para trás e para diante.
5. Sequilhar - comer qualquer coisa para fazer sede.
6. Serandagem - batatas cozidas com bacalhau.