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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Memória (117)


O Vouga, de quem Rúben A. dizia ser o rio mais tímido que há em Portugal, e o Douro, estão na mira de deambulações, esta semana. Mas se, para o primeiro, o objectivo há-de ser museológico, no segundo se irão provavelmente enquadrar aspectos mais prosaicos, como sejam as vindimas.
Delas, as recordações também a Norte, são muito longínquas. E de uma camioneta grande e de caixa aberta em que, com o meu amigo Fernando, rumámos às Taipas, para colher as uvas tintas de uma pequena quinta, que quase bordejava o Ave. Da sequência é que já não me lembro...
Mas, de tempos remotos, recordo a primeira e única vez em que pisei uvas, num enorme lagar vimaranense. Meu tio Jorge pontificava, soberano, e dando indicações. Ainda hoje, esse cheiro intenso a mosto me chega às narinas, vindo da infância, quando o chamo à memória.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Retro (62)


Em sequência temática, aqui fica uma pequena reportagem do British Pathé sobre as vindimas no Douro, do já recuado ano de 1953.

domingo, 14 de novembro de 2010

Vindimas, exemplos e "bôlhas" vínicas...


Tenho vindo a dizer (e não sou profeta da desgraça) de há uns anos a esta parte, que o progresso de Portugal, nos últimos 30 anos, é notório, pelo menos, em 3 áreas: vinhos, medicina dentária e vias de comunicação. Mas é oportuno afirmar que começa a haver uma inflação na oferta que pode conduzir a uma bôlha perigosa que pode rebentar, como rebentou no imobiliário norte-americano e no espanhol, com as consequências que se conhecem...
Sobre vias de comunicação devo dizer que, numa ida e regresso de viagem, ao Minho, nunca tinha visto as auto-estradas tão desertas como as vi, no início de Novembro, mesmo ao fim de semana.
Em relação à Medicina dentária, onde uma conhecida Clínica portuguesa foi pioneira nos implantes dentários e se expandiu consideravelmente (Brasil, Espanha, Angola, África do Sul...) por mérito próprio, começaram a surgir congéneres, no nosso país, como cogumelos, nem sempre de boa qualidade...
Finalmente, no que diz respeito ao Vinho português - que o temos da melhor produção, é um facto -, as últimas vindimas vieram agudizar os problemas. A safra foi muito pródiga e, sobretudo, uma boa parte das Adegas Cooperativas, por excesso da oferta, comprou aos pequenos produtores, uvas, por apenas 10 e 15 cêntimos, o quilo: ora isto é uma declarada exploração, para não lhe chamar roubo!, e muitos desses produtores irão à falência.
Entretanto, e para "bom exemplo" da crise, o presidente da Comissão Vitivinícola do Dão (ex-ministro Arlindo Cunha) recebe, mensalmente de ordenado, 6.000,00 euros. Ao contrário, felizmente, o Presidente da congénere região de Trás-os-Montes, Francisco Pavão, recém-eleito, prescindiu do ordenado a que tinha direito.
Aguardemos os próximos capítulos...