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sábado, 8 de agosto de 2015

A propósito de Kierkegaard


"... o prazer de não compreender. A alegria de não compreender é aquilo que nos atrai, simultaneamente, na filosofia e na religião. ..."

Vincent Delecroix (1969), em entrevista a L'Obs (nº 2648).

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Citações CCI


Uma má consciência pode tornar a vida interessante.

Sören Kierkegaard (1813-1855).

terça-feira, 21 de maio de 2013

Apontamentos 9: Modas


O nascimento, a 5.5.1813, de Sören Kierkegaard foi objecto de um artigo, no nº 5745 do Times Literary Supplement, sobre a sua obra. No entanto, o que primeiro chamou a minha atenção foi um desenho do filósofo, datado de 1836.


Concluí, pois, que a moda da "poupa" já vinha de longe, tendo encontrado novos adeptos nos tempos recentes. De facto, tenho visto "poupas multi-tosquiadas", de estética mais apurada ao corte rasca, tipo "crista de galo".
Para mim, e dentro da limitada variação possível na tosquia masculina, a figura de Kierkegaard, com "poupa", não ganha com a moda. Com o devido respeito, parece um "tolinho".

Post de HMJ

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Da Filosofia, Bergson em particular



Creio ser consensual dizer que Portugal não é um país de filósofos. Só com manifesta generosidade e complacência conseguiremos alinhar alguns, poucos, nomes sob a chancela de uma dita Filosofia Portuguesa.
Eu próprio não me considero grande apreciador e leitor de Filosofia, em geral. Se excluir Berkeley, Kierkegaard, Schopenauer e Nietzsche, o que li, li-o mais por obrigação do que prazer. E foram, normalmente, leituras demoradas e penosas, na maior parte dos casos. Nem a "Ética" de Espinosa, judeu de origem portuguesa, consegui levar até ao fim, muito embora o tentasse por várias vezes.
Tenho, no entanto, um exemplo e caso de leitura agradabilíssima de uma obra filosófica - "Le Rire" de Henri Bergson (1859-1941). É um livro que recomendo a quem não gostar, particularmente, de Filosofia. E, por isso, aqui estou a lembrar Bergson, hoje, dia em que passa mais um aniversário da sua morte, ocorrida a 4 de Janeiro de 1941.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Salão de Recusados XXVII : a verdade, o erro e a revolta


1. "...os homens estão longe de considerar como supremo bem a relação com a verdade, a sua relação pessoal com a verdade, como estão longe de concordar com Sócrates em que a pior das infelicidades é estar em erro; neles, o mais das vezes, os sentidos têm mais força do que a intelectualidade..."
Sören Kierkegaard (1813-1855), in Desespero Humano (pg. 82), tradução de Adolfo Casais Monteiro.

2. "... O que é um homem revoltado? Um homem que diz não. Mas se ele recusa, ele não renuncia: é também um homem que diz sim, desde o seu primeiro movimento. Um escravo, que recebeu ordens toda a sua vida, e julga de repente inaceitável uma nova ordem. ..."
Albert Camus (1913-1960), L'homme revolté (pg. 25).

3. "...sugiro que se, de facto, estamos a entrar numa civilização do aleatório, e da dúvida fundamental e total, sem aposta, é possível, então, que certas grandes categorias da arte não subsistam. (...) Por isso, o meu ponto é muito simples: alguém que ame deveras o ser humano não tem qualquer condescendência para com ele: sabe aquilo de que ele é capaz. A nossa filosofia da educação não quer saber aquilo de que a criança é capaz."
George Steiner (1929), in Barbárie da Ignorância (pgs. 67 e 87), tradução de Miguel Serras Pereira.