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quarta-feira, 10 de abril de 2024

Pinacoteca Pessoal 202



Poeta e pintora, a norte-americana Kay Sage (1898-1963), no início dos anos vinte viria a fixar-se, com a sua mãe, em Itália; e, mais tarde (1937), na França onde viria a fazer a sua aprendizagem profissional e a casar com um aristocrata italiano, em primeiras núpcias.




Quase toda a sua obra se ressente da ausência da figura humana e os seus quadros marcados pelo surrealismo e pelos grandes espaços de vazio ou arquitectura foram influenciados por Giorgio de Chirico e Yves Tanguy (1900-1955), pintor com quem viria a casar, em segundas núpcias, no ano de 1940, nos Estados Unidos.



domingo, 24 de junho de 2012

Fragmentos


Depois de Valéry, vendo passar as aves, já é tempo e horas de regar as plantas.
A vida é, em si, uma sucessão de capítulos desirmanados, quando não é de fragmentos de acaso e tarefas pontuais de obrigação, com alguns intervalos de prazer a que, por vezes, nos podemos dedicar. Interligados por um corpo, pontualmente, acrescido de um espírito.
E os portugueses são mestres a defrontar o imprevisto e a abandonar-se ao fragmentário. Mesmo aqueles que, dotados de talento, se dispersaram em obras menores, delapidando a qualidade que teria podido produzir uma obra maior, mesmo que fosse a única. Talvez por isso somos um país de poetas e não de coerentes romancistas. Mas não somos os únicos.
Abordemos três casos estrangeiros, para vermos o tema mais a frio. Três nomes: Alain, Paul Valéry, E. M. Cioran. Cronologicamente: a paciência, a intensidade, a provocação. Porque também o que ressalta é o fragmentário das suas obras. E se é estimulante lê-los!... No entanto, nunca farão o corpo perfeito dos "Essais" de Montaigne (pese embora um pendor fragmentário), ou microcosmo do absoluto e universal que encontramos em "O Leopardo" de Lampedusa.
Creio que falta, muitas vezes, ao talento a estratégia que pode produzir o génio.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Jaime Siles (Valencia, 1951)



Biografia

O meu passado são algas de paixão,
luzes de espuma.
E uma arena insaciável que devora
os corpos submarinos.
Um céu brando aonde bebem
as pombas sem rumo do estio.