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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Da diáspora, e com açúcar


Para o reino do Sião (Tailândia) terão ido, emigrantes, 607 portugueses.
A fazer fé numa informação, que li há pouco tempo, serão menos de 200, os gregos em Portugal. Ou seja, feitas as contas, e como temos 292 portugueses emigrados na Grécia, ganhámos por cerca de 1/3.
Compreende-se. Como os portugueses são mais obedientes, seguiram o conselho avisado do nosso clarividente PM. Embora, como ele diz: nós não somos a Grécia. Ele é que cada vez se parece mais com o lulu da sra. Merkel. Não da Pomerânia, como os que têm pedigree, mas de Massamá, que são mais a dar para rafeiros.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O Mundo às avessas



Assisti, com pesar e acidentalmente, durante vários anos (1996-2009) à descapitalização progressiva do know-how de uma empresa. A cada problema bicudo que surgia ou se punha, a Administração, em vez de o resolver, cortava-o pela base, por exemplo: uma actividade transformadora, executada por um grupo de funcionários, era cara - acabava-se, pura e simplesmente, com ela, e ia-se comprar fora. Toda a riqueza de sabedoria acumulada, em dezenas de anos de aperfeiçoamento profissional, se foi extinguindo, de vez. E, assim, se foram comprando cada vez mais caros os produtos que a empresa soubera produzir, até há pouco. O grupo empresarial perdeu força, características próprias profissionais, tornou-se mais dependente e igual aos congéneres.

Lembrei-me disto na sequência da "importação" de médicos colombianos (mais de 40, até agora) para Portugal e de, ontem, ter sabido que, na Região do Oeste, já lá estão mais de 400 trabalhadores agrícolas tailandeses (e virão mais), porque não há (?) mão de obra portuguesa para trabalhar no cultivo de morangos, uvas, alfaces... Com tanto desemprego em Portugal, o país transformou-se num autêntico "mundo às avessas", inexplicavelmente...