Era sabido que os romances de Patrick Modiano (1945), em França, não se vendiam muito (em Portugal, parece que também não...), embora o considerassem um digno sucessor de Simenon, na sábia construção de atmosferas. É provável que, agora e por algum tempo, passe a vender mais, que o Nobel acaba sempre por trazer às livrarias alguns cordeirinhos tresmalhados.
Entretanto, a última obra da senhora Trierweiler - diz o "Obs." - já vendeu 442.000 exemplares, fazendo, com certeza, o pleno dos leitores das melhores revistas róseas gaulesas. E até nem incluo nestes consumidores, por uma questão de justiça, o sr. Hollande, que tinha todo o direito ( e interesse) de conhecer o enredo dessa obra histórica e actual. Mesmo que já não tivesse uma atmosfera nupcial...
