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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

5 Variações


Cantar patriótico em louvor da marinha britânica, Rule, Britannia é uma criação (1740) inspirada de Thomas Arne (1710-1778) integrada na ópera Alfred, e um must nas Proms inglesas. Só comparável, porventura, à inclusão obrigatória de An der schönen blauen Donau nos concertos de ano novo vienenses. Beethoven não resistiu a glosar esta peça musical, de forma genial. E Alfred Brendel aqui interpreta as 5 Variações, notavelmente.

quarta-feira, 12 de março de 2014

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A véspera da véspera


Enquanto, na Cozinha, HMJ se afadiga a fazê-los, entra-me, no Arpose, a 173ª visita, direitinha à receita dos mexidos vimaranenses. Estas donas de casa do ciberespaço deixam tudo para a última hora...
Colaboro no descasque das gambas e farei a omoleta das ditas. Tenho no frigorífico um Arinto de Bucelas para acompanhar o frugal jantar. E já hei-de provar os formigos, que  estão quase prontos.
Dá tempo, ainda, para ouvir o "Alfred", de Thomas Arne, no leitor de CD, enquanto pequenas gotas de chuva vão perlando, continuamente, o vidro embaciado da janela.

Actualização: às 21h17, as visitas aos mexidos vimaranenses já vão em 178... É obra!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Eu gosto é da Valquíria, com luzinhas no peito!


Se os ingleses tiverem de reconquistar Gibraltar, esta é a minha sugestão de música de fundo: o "Rule Britannia" da ópera "Alfred", de Thomas Arne (1710-1778).
No tempo da sra. Thatcher, os soldados britânicos, em trânsito para a reconquista das Falkland, embarcaram nos vasos de guerra, ao som de "Don't cry for me, Argentina", de Lloyd Weber - era o humor inglês no seu melhor.
Cameron é mais quitche e pindérico, por isso aqui fica a minha sugestão condizente... embora eu até goste bastante da música de Arne, mas tudo depende dos intérpretes.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Recuperado de um "moleskine" (2)


Quatro gatos sonolentos e ociosos ocupam outros tantos telhados predilectos, numa ignorância egocêntrica, uns dos outros. Cuidam-se, no seu bem-estar instintivo.
Enquanto o "Alfred", de Thomas Arne, vai rodando e trotando, alegremente, ao fim da tarde, o som alacre dos metais fala-me da caça, cujo cenário, na minha infância, muito ao contrário, se rodeava de sigilo e silêncio, passos medidos e cautos, na manhã mal desperta afogada em neblina e orvalho. Mas agora andam-nos a caçar a felicidade, a alegria, o simples viver. E o Poder sempre ignorou, olimpicamente, os outros. E a sua modesta forma de catar, no mais leve indício e pela luz do dia, os mais pequenos sinais de esperança.
O rei Luís XIV, de França, dispunha de 171 cães de caça. E, a seu uso próprio, 26 cavalos de qualidade. Três para as cerimónias, cinco para puxar o seu coche e ainda mais 18 para a caça, propriamente dita - talvez fosse feliz. Os esbirros de hoje são os cães de ontem. Caçam-nos a pouca felicidade que ainda resta. E, ao pensar nisto, não consigo abrir uma janela tranquila para a noite...

domingo, 10 de junho de 2012

À guisa de inventário, com questionário íntimo


A restolhada de pequenos pássaros calou-se pouco antes das nove, ainda a lua não tinha nascido. Mas, como fui ficando pela varanda, deu para ver que, nos estendais, não havia toalhas de praia a secar, nem pelos peitoris das casas, as bandeiras nacionais do tempo de Scolari - estamos todos um pouco emurchecidos (pela crise?)...
Que vai ficar do dia?
O chão lilaz atapetado por flores de jacarandá? As preciosas figurinhas de terracota de Machado de Castro? Cranach, revisitado? O alarme teimoso a tocar 4 vezes? O bacalhau com broa? Ou o crepe frugal? A conversa sobre orquídeas e limoeiros? Ou a música de Thomas Arne, que ouvi há pouco?
A memória há-de fazer a triagem, com o tempo: vou deixá-la sossegada, por hoje.
Na certeza, porém, que dois amigos ficam. E algumas palavras.

para quem sabe.

sábado, 7 de maio de 2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

As Escolas ululantes


Não são, como na imagem, as escolas de hoje. Nem tão limpinhas (há muitos graffitis nas paredes), nem tão pequeninas (algumas são enormes), nem tão discretas e silenciosas na paisagem.

Ora, hoje de manhã, estava eu, deliciado e primaveril, a ouvir "Alfred" de Thomas Arne (1710-1778) quando, de repente, se sobrepôs tonitruante, nas proximidades, um batuque infernal e intenso. Pensei, a princípio, que era um destes automobilistas outrabandistas de primeira geração que põem o rádio altíssimo, para que os vizinhos saibam que eles já compraram carro. Mas não. Poucos minutos depois, dezenas (ou centenas) de uivos de criancinhas troavam os ares. A Escola celebrava, assim e com alta fidelidade, o encerramento para as férias da Páscoa. E foi toda a manhã este ulular frenético e selvagem...

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Thomas Arne (1710-1778)

Peço desculpa e aviso que, no final do vídeo, há cerca de 1 minuto de silêncio total.