Mostrar mensagens com a etiqueta Vicente Jorge Silva. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vicente Jorge Silva. Mostrar todas as mensagens

domingo, 4 de maio de 2025

Perguntar não ofende (5)

 

Quem terá comido o e deste título do jornal Público de hoje?
Ou foi o revisor que pediu um Porto Ferreira?
(Isto da escrita em jornais vai de mal a pior.
Impensável no tempo de V. Jorge Silva.)

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Vicente Jorge Silva


Morreu Vicente Jorge Silva (1945-2020), a dois meses de completar 75 anos.
Os madeirenses, ainda que, às vezes, brutos, são quase sempre corajosos e frontais.
O grande jornalista falecido é um daqueles poucos homens que virá a fazer falta a Portugal.

domingo, 22 de abril de 2018

Sem título


Não valerá a pena iludirmo-nos sobre a independência dos orgãos de comunicação social portugueses. Neles predomina, por várias razões, o pensamento único, o célebre TINA de não há muitos anos. Que era apoiado, acéfala e fanaticamente, pela gentinha e jornalistas desta nossa terra sem imaginação, nem pensamento próprio. Longe vão os tempos em que havia possibilidade de escolha jornalística entre o Diário da Manhã, o DN, o DL e A República, por exemplo. Hoje, a diferença entre canais televisivos, ou entre jornais, não existe. Todos se regem pela mesma cartilha, todos se clonam, na babugem dos dias, pela mesma cruzada de uma nova gente (velha) mercenária e subserviente ao poder dominante ou oculto de interesses.
Daí, que é útil e refrescante, ler a crónica de Vicente Jorge Silva, hoje, no Público. Até por uma questão de sanidade mental e pelo sagrado direito à diferença. E para termos em conta a suja promiscuidade e os negócios que hoje se fazem entre os agentes do poder judicial, que vendem a informação, como, ontem, faziam os colaboradores da P. I. D. E.

domingo, 27 de agosto de 2017

As palavras do dia (30)


Subscrevo inteiramente a crónica de hoje (A culpa é do politicamente correcto), de Vicente Jorge Silva, no jornal Público.
E transcrevo o seu final: ...não simpatizo com o primarismo "politicamente correcto", mas simpatizo ainda menos com os que o utilizam como desculpa para um primarismo ainda mais repugnante.

domingo, 2 de abril de 2017

As palavras do dia (26)


... Mas... "Jardineira", por favor, mil vezes não! Já agora, por que não deixaram o Aeroporto da Madeira como estava, sem precisar de acrescentos ridículos e justificados pelas razões mais saloias do mundo?

Vicente Jorge Silva, in jornal Público (2 de Abril de 2017).

terça-feira, 16 de junho de 2015

O meu jornal



Sair, abre-nos o mundo à concordância ou ao confronto, embora eu goste cada vez menos do exterior, que se me depara. Prefiro a exploração do doméstico, do interior, que é mais neutro, conhecido, embora incomparavelmente mais rico. A velhice tem destas complacências comodistas e conservadoras.
No restaurante outrabadandista, à beira da estrada, fui atendido por uma nova empregada, muito jovem. A lei do tempo é, na verdade, a volatilidade do emprego, a vertigem do serviço estar sempre a mudar. Não tanto por desejo dos que querem trabalhar, mas pelo livre arbítrio do pragmático empregador.
Como grelham na hora, e bem, a vinda do meu prato escolhido demora, e por isso aproveito, entretanto, para ler o meu jornal  de há muitos anos. Que foi bom, de início, dirigido pelo madeirense Vicente Jorge Silva, mas que tem vindo a piorar, depois, cada vez mais. O arquitecto, que se lhe seguiu, destruiu a arquitectura digna do jornal. Mediocrizou-o, a ponto de, pela sua banalidade orientadora, o nóvel director ter sido convidado pela fundação de uma outra grande superfície, para vir a reflectir banalidades consensuais, noutro lado menos público. Deixou o lugar à (escrava?) bárbara, a dos olhos arregalados, que vai progredindo na indigência anterior.
Pois fui folheando o jornal, enquanto esperava que me trouxessem o almoço. Lá vinha o escritor Zinco (o da criativa) a babar baboseiras, o Esteva, findo o breve luto doméstico (mas sempre escrevivente), a falar, britanicamente (pelo menos, não renega a mãe), do tempo, como habitualmente dizendo raspas ou nada. E o porteiro da saida (na última página), bochechudo como a Miss Piggy, mas com barba de três (?) dias, a questionar o filho de um Poeta, também barbudo, mas muito mais conhecido, a ver se ganha a visibilidade, que o seu pobre pensamento e reflexões, lhe não conseguem dar, por si mesmo, Tavares... Uma tristeza.
Que diabo!, Portugal acompanha apenas a mainstream europeia, como bom aluno, que é! Quando L'Obs. dedica 6 páginas, do seu último número, a fotografias, quase sem palavras, da Miss Colômbia-Mundo, em cenários de subúrbio sul-americano, que seria de esperar? Viva a Caras e a Nova Gente, que o futebol é que instrói!
Só de pensar que amanhã tenho que sair, quase fico doente...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

De mal a pior...


Que andará o Primeiro-Ministro grego A. Samaras a fazer nas favelas do Rio de Janeiro?...
Pois foi o seu retrato que o jornal Público escolheu para ilustrar a rusga da Polícia do Rio de Janeiro nas favelas do Complexo do Lins...Imagine-se!?
Há dias, em foto, trocaram o chefe do SPD alemão pelo líder grego da extrema-direita helénica, hoje foi isto. Que mais irá acontecer ao jornal Público?
É só esperar para ver o diário transformar-se numa revista humorística. Pegamos no jornal e começamos logo a rir às gargalhadas.
Vicente Jorge Silva deve ver isto com enorme tristeza. O arq. Fernandes não se deve importar muito: o desnorte começou com ele... Agora, o Eng. Belmiro ao abrir o "seu" jornal deve ficar estarrecido com estes amadorismos grosseiros de crassa distracção e ignorância. Qualquer dia ainda lhe dá um ataque cardíaco, ao ler o "seu" jornal, e vai desta para melhor.