sábado, 10 de janeiro de 2026

Jean-Philippe Rameau (1683.1764)

Leituras paralelas 4

 


Na sua crónica da semana anterior (3/1/2026), do jornal Público, Pedro Garcias escrevia: "Os citrinos, dizia eu, servem um bom propósito. Depois dos diospiros (eu sei que se escreve dióspiros, mas não consigo escrever dióspiros se lhes continuo a chamar diospiros), são o derradeiro prazer frutícola do ano e fonte vitamínica de amizade."
Ora, acontece precisamente o mesmo comigo. Aprendi a chamar-lhes diospiros e creio que ainda hoje, pelo menos no Minho, se lhes chamam assim. Continuo e hei-de continuar a identificá-los pela palavra grave e não pela esdrúxula.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Em tirocínio para máxima


 Nem toda a gente fala o nosso dialecto, mas rapidamente pela expressão se reconhece.

Marcadores 36

 

Para celebrar os 125 anos (1901) da fundação da Sociedade Gutenberg (Mogúncia), a conceituada instituição alemã, juntamente com um pequeno encarte de fino gosto, editou recentemente dois sóbrios marcadores de livros, que enviou aos seus associados.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Debates

 


Ontem, resolvi dar uma hipótese a cada um dos onze magníficos e putativos candidatos a PR. Quando os vi, na RTP 1, apercebi-me que um deles devia ser discípulo ou seguidor do Manguel, pois usava chapéu em recinto coberto - como não manda a boa educação. Afinal a criatura Vieira é apenas do mesmo signo astrológico do pastor actual do falecido Borges... O que talvez explique a anomalia exótica.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Da Janela do Aposento 76: Mínimos de um trabalho honesto

 


[Lisboa, Germão Galharde, post. a 15.2.1551], BPE, Séc, XVI, 6126

Os que trabalham na área das Humanidades sabem bem que o desejo de apresentar um estudo honesto não impede que haja falhas, omissões involuntárias e erros de avaliação.

É, no fundo, a essência da incompletude de qualquer acção humana, como é a necessidade de a assumir e, sobretudo, avisar o promissor leitor para as eventuais falhas.

Ora, o que não consigo compreender, e muito menos tolerar, é o facto de haver publicações recentes, em determinadas áreas de saber das Ciências Humanas, que de forma deliberada ou de pura ignorância ignoram a bibliografia recente de suporte ao trabalho apresentado.

Convenhamos que, com esta atitude pouco metodológica o objectivo final da investigação acaba por se anular, por princípio. Se um novo trabalho acrescenta pouco ou nada àquilo que a Ciência já integrava, o esforço pouco adianta.

Pergunta-se, por vezes, a que se deve a falta de actualização da Bibliografia de suporte, essencial a uma elevação do patamar do conhecimento.

A falta de esforço e desempenho intelectual, tão facilitados actualmente pelas consultas electrónicas,  não deviam servir de justificação.

Regista-se, infelizmente, a continuação de uma prática pouco recomendável de se socorrer, para um trabalho aparentemente actualizado, de fontes algo datadas, embora de opções ideológicas próximas.

Até quando ?

 Post de HMJ

 

Foi assim, ontem

 


Lá longe, em Merkenich, ao cair da noite.

Handel-Halvorsen /Jascha Heifetz / Gregor Piatigorsky: Passacaglia

Duas quadras populares e marotas



As quadras, abaixo, foram colhidas na obra Apontamentos acerca do Falar do Baixo-Minho, de F. J. Martins Sequeira, editada (1957/58) pela Revista Portugal. Seguem:

1.
Do meu corpete amarelo
fiz um colet'ò meu home;
cada cal pode coçar
no sítio donde le come.

2.
Azeitona miudinha
apanhada uma a uma;
as raparigas d'agora
num têm bergôinha ninhuma.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Uma fotografia, de vez em quando... 205

 

Não haverá muito a dizer sobre a vida do fotógrafo norte-americano Irving Penn (1917-2009) a não ser que trabalhou bastantes anos para a revista Vogue e que foi um bem sucedido retratista que fixou várias celebidades do seu tempo, de forma singular.





domingo, 4 de janeiro de 2026

Mensagem ao Presidente do Conselho Europeu

 



Excelência,

O silêncio da UE sobre a violação do Direito International é uma afronta, gravíssima, aos cidadãos europeus, orgulhosos da sua Democracia.

Lamento, mas não é assim que se defende e se desenvolve a pertença dos cidadãos ao Projecto Europeu, conquista maior sem precedentes.

Post de HMJ

Para lembrar várias coisas...

Resistir é uma virtude

 

Estive a rever o filme Out of Africa (1985), de Sidney Pollack (1934-2008). A obra resistiu lindamente ao tempo graças ao trabalho do realizador e aos bons desempenhos dos actores Meryl Streep e Robert Redford. Dá gosto ver como o filme conseguiu resistir ao tempo, mantendo uma perene qualidade.

Divagações 213


O inventário, para ser realista, só pode ser de pessimismo, do meu ponto de vista. A menos que acreditemos em fadas e anjinhos da guarda benfazejos.
Vamos assistindo à crescente barbárie do mundo. À sucessiva mediocridade e desarranjo mental dos políticos, cada vez mais fracos e tolos. E à cobardia acentuada das comunidades humanas que quase só sabem grunhir ou rir como as hienas e os atrasados mentais.



Tobias Matthay (1858-1945)

sábado, 3 de janeiro de 2026

Perguntar, não ofende (9)

 

Quem disse que a Suiça era um país seguro e os E. U. A. uma nação democrática?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Do que fui lendo por aí... 74


 
Quase nada é estanque na vida. Nem os anos são isentos de sequência entre si. As leituras, por vezes, associam-se por influências. Ou sucedem-se. Do ano que passou para este que ainda agora começa, levo ainda comigo, para acabar de ler em 2026, este TLS, com uma bonita capa que reproduz um fragmento de uma tela do pintor francês Alfred Victor Fournier (1872-1924) - que encima este poste. 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Da última ceia do ano velho

 

Para memória futura, convém lembrar os exemplares ingredientes:

- 1 lagosta nacional.
- 1 alface portuguesa.
- torradinhas de bom pão.
- maionese Hellmann's.
- Vinho Chablis (Chardonnay) 2020 Domaine Fèvre (12,5º).*

* oferta gentil de um bom Amigo.

Adagiário CCCLXXXVIII


 

A macaco velho, não se ensina a fazer caretas.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Previsivelmente


Como sempre nestes casos, e por altura de eleições, o inefável MP e o seu reptilínio PGR lá tiraram um esqueleto do armário para tentar influenciar, pela positiva, o seu venturoso favorito nas presidenciais. E nem é preciso adivinhar que, findas as eleições, os incompetentes justiceiros irão arquivar o processo, descansadamente.

Um poema, para o acabar do ano

 


Ver Claro

Toda a poesia é luminosa, até
a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol, nevoeiro dentro de si.
E o nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se regressar
outra vez e outra vez
e outra vez
a essas sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade.
Abençoado seja se lá chegar.



Eugénio de Andrade (1923-2005), in Os Sulcos da Sede (2001).

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Citações DXXVI

 

O poema - esta hesitação prolongada entre o som e o sentido.

Paul Valéry (1871-1945), in Tel quel.

domingo, 28 de dezembro de 2025

Memória 157

BB

 

Descoberta, duplamente, por Roger Vadim, Brigitte Bardot (1934-2025) era uma mulher que não se podia ignorar, por boas e más razões. Da defesa dos animais até à sua colagem à extrema-direita. A famosa actriz de cinema faleceu hoje com 91 anos.

Bibliofilia 228

 


É um livrinho estimado, bem encadernado, e que adquiri em finais dos anos 80 do século passado, em Lisboa, por Esc. 780$00, ao sr. Tarcísio Trindade, na rua do Alecrim. Curiosamente, a obra não consta, ao que parece, dos arquivos da BNF.
O seu autor, Raphael E. M. de Noter (1857-1936), belga naturalizado francês, era um linguista, mas também biólogo e agrónomo. Esta obra, sobre o calão francês, foi editada em 1901. Desta mesma impressão, em leilão do Palácio do Correio Velho (lote 140), em 2021, constava um exemplar, com uma estimativa de venda entre 15 a 30 euros.



sábado, 27 de dezembro de 2025

Humor Negro (28)

 


Sem palavras.

As palavras do dia (63)

 


Depois do Carreira, a escolha é, realmente, uma subida na fasquia da qualidade...

Os cucos e as rémoras



Também a blogosfera, por vezes, copia a Natureza e o parasitismo de algumas espécies de animais. Acho por exemplo, no mínimo, insólito que alguns comentadores, que nuns casos nem sequer têm blogue próprio, ao comentar, excedam generosamente o tamanho do texto do poste que comentam... E aproveitem para falar, desordenadamente (quando poderiam criar um blogue onde poderiam falar/escrever à largueza desmesurada...), de tudo e de nada, sem propósito -, eles que são os incontinentes mentais. Tal como os cucos que põem os seus ovos nos ninhos de outros pássaros para eles os chocarem; ou as rémoras que se colam, com as suas ventosas, aos tubarões e às tartarugas, nem pedindo licença para a boleia que usam, graciosamente.