quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Da tarde para a noite lisboeta


A meio da tarde, as gaivotas deixavam-se cair, em peso morto, do seu voo alto, sobre o Tejo. Quando não se abandonavam, lassas e indiferentes, ao vento forte que as arrastava para norte. Foi talvez por esse vento, que soprava de sul, que a temperatura ficou mais amena.
Quando saí, a rua estava juncada de folhas mortas da ficus, ficus que se debruça, altaneira, sobre o muro. Turistas, nesta zona, como sempre, muitos. Com predomínio castelhano e, alguns, bem desabotoados - fizeram-me sentir frio.
Depois, no leilão, a crise não se notava mesmo nada. A primeira edição de "Os Maias", de Eça, atingiu os 1.100,00 euros; as "Views of Cintra", de W. H. Burnett, foram vendidas por 5.700,00 euros. Felizmente que a BNP optou por grande parte da correspondência manuscrita dirigida a Fontes Pereira de Melo. Assim ficará disponível a quem a quiser estudar. Os livros de José Régio é que sairam baratos. Sinal dos tempos?
No Chiado, o rio adolescente crescia, em direcção ao Bairro Alto. Maciço, truculento. Por vezes gritante, nalguns passos trôpegos, já bem aquecidos...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Citações LIII : Jaime Gil de Biedma


"Os espanhóis são gente invasora e não lhes importa ou não se dão conta."

Jaime Gil de Biedma (1929-1990), in Retrato del artista en 1956.

86 anos


É a sua eterna juventude que não o deixa resistir a "cavalgar" uma tartaruga nas Seychelles ou a pôr na cabeça os mais insólitos chapéus ou bonés; a sua irreverência tão distante do cinzentismo português, que me faz gostar dele. A fraqueza humana dos seus amores, mesmo contra a corrente, ou dos seus ódios de estimação (Manuel Alegre, Salgado Zenha) partidária. Por vezes, a sua rudeza franca. Mas também a clarividência política que o faz apostar Obama, muito antes dele ser o favorito. É, ainda, o nosso maior animal político, vivo, felizmente.

Parabéns, Dr. Mário Soares. E longa vida!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Mercearias Finas 23 : Bacalhau e Bacalhôa



Estamos no mês em que o bacalhau é rei. A norte, sobretudo, onde a Consoada não prescinde dele, cozido. Na minha infância e adolescência o preferido era o inglês, hoje o norueguês tomou conta do mercado. Nesses tempos recuados, era acompanhado por vinho verde tinto que, quando era de Basto (e era-o muitas vezes) era acidíssimo, e não recomendo. A opção, na minha opinião, deverá fazer-se por um vinho branco encorpado ou um tinto de média pujança. O tinto da Bacalhôa creio que será forte demais a acompanhar um cozido de bacalhau. E é pena, que os nomes casavam bem. Mas o tinto da Quinta da Bacalhôa, com os seus 90% de Cabernet Sauvignon e 10% de Merlot, parece-me fora de causa.
Estas castas terão sido plantadas, possivelmente, no tempo em que a proprietária foi uma norte-americana, Orlena Scoville, que comprou a Quinta em 1936. Nos anos 90 foi vendida ao comendador Berardo. Inicialmente, o terreno pertencia à Corôa Portuguesa, no tempo de D. João I. Em 1528, foi adquirida por Brás de Albuquerque que lhe construiu casa e jardins, e lhe deu feição renascentista, que se manteve até hoje. Chegou a ser pertença de D. Carlos que a comprou em 1903. Mas, ainda em finais do séc. XVI, a Quinta da Bacalhôa foi herança de D. Maria Mendonça de Albuquerque, que casou com D. Jerónimo Manuel. O marido tinha a alcunha de "Bacalhau" e a esposa, naturalmente, seria "Bacalhôa". Daí, provavelmente, o nome da Quinta.

Athanasius Kircher (1602-1680) - 2


domingo, 5 de dezembro de 2010

Raul Brandão, Guimarães e S. Nicolau



"...Uma nuvem desce da serra: arrastam-se os rolos pelas encostas pedregosas; depois as baforadas espessas juntam-se e abafam de todo a villa. E noite, cerração compacta, nevoa e granito, formam um todo homogeneo: unem-se para construirem um immenso e esfarrapado burgo de pedra e sonho. Pastas sobre pastas de nuvens algidas, que a noite transforma em crepes, amontôam-se na escuridão. O granito revê água. E sob a chuva ininterrupta, sobre as cordas incessantes, a villa, envôlta na treva glacial, parece toda lavada em lagrimas...
(...)
A vida da provincia é assim - suffoca: pesa sobre uma alma como um pedregulho: abafa e esmaga. Para se resistir é necessario viver-se peito a peito com um sonho disforme. A banalidade desgasta, a uniformidade secca. Os outros mandam mais em nós mesmos, do que nós proprios mandamos. Afeiçôam-nos. As arestas alheias desbastam-nos. As palavras são quasi as mesmas, os sêres identicos. E depois ha a necessidade de fingir. Todos espreitam com rancor á espera d'um acontecimento. A provincia ama o escandalo.
(...)
A turba avança, a praça transborda: ha milhares de boccas que gritam, e os tambores tomam-se de furia n'uma ensurdecedora descarga. Aquelle mar humano oscilla, amontôa-se, cresce, clama e dispersa-se. Quando os archotes se apagam, fica só a noite e o ruido; aviva-se o lume e voltam a entrever-se as faces, as boccarras abertas, os risos estupidos, rasgados d'orelha a orelha.
- S. Nicolau! S. Nicolau! ..."
Raul Brandão, in A Farça (1903), pgs.5, 14-15 e 50.

Os excertos, acima, de Raul Brandão, que faleceu há, precisamente, 80 anos, têm, com certeza, como cenário a cidade de Guimarães, embora lhe dê o nome de "villa". Aliás, aquando da escrita de A Farça (Outubro 1902-Maio 1903), Guimarães estava a fazer 50 anos da sua elevação a cidade, por D. Maria II, em 1853.
Raul Brandão foi para Guimarães, para o Regimento de Infantaria 20 (na altura sedeado no Paço dos Duques de Bragança), em 1896. Em 1897 casou com a vimaranense Maria Angelina e, pouco depois, vai habitar a Casa do Alto, em Nespereira, muito próximo de Guimarães. Reforma-se da vida militar, em 1912, e a partir daí é que reinicia, mais intensamente, a sua obra literária, até vir a morrer, a 5 de Dezembro de 1930.
Este granito e chuva, o cinzento e o negro, esta serra (que é, de certeza, a Penha), o ambiente fechado e de coscuvilhice da "villa" e até as Festas Nicolinas traçam um esboço bem nítido da cidade que o acolheu, e onde deverá ter assistido, muitas vezes, às celebrações que os estudantes vimaranenses faziam pelo S. Nicolau, com os seus bombos, tambores e caixas troando no ar molhado de Dezembro.

Dia de S. Nicolau

Preferencialmente, no dia 6.12, dia de S. Nicolau, havia uma festa tradicional dedicada ao Santo. No caso da imagem, a festa realizou-se, algures nos anos 50 do século passado, numa creche da Agrippina Colónia. A festa seguia o seguinte ritual:
S. Nicolau chegava, acompanhado do seu criado Ruperto (Knecht Ruprecht). Enquanto o Santo se sentava num cadeirão montado num estrado, normalmente ladeado pelo padre da aldeia, o criado, com a vergasta e, por vezes, correias, ficava lá fora.
Após a cerimónia de entrada e assento, S. Nicolau abria o seu "livro dourado", temido registo omnisciente do bem e do mal praticado, ao longo do ano, pelos meninos presentes. As criancinhas eram chamadas para enfrentar o "santo juízo" anual em que S. Nicolau ia distribuindo louvores e repreensões. As repreensões eram acompanhadas, lá fora, por manifestações mais ou menos ruidosas do criado de S. Nicolau, batendo na porta com as correias e emitindo vozes estranhas. Foi o caso da foto, em que um rapazinho levou uma reprimenda de tal ordem que até fez baixar a cabeça à menina, sua companheira no dia do "juízo" anual.
Por fim, S. Nicolau, com o apoio do seu criado, distribuía presentes contidos na enorme saca que Ruperto carregava. Obviamente, os meninos bons levavam um presente maior, os maus ficavam-se por uma pequena recordação da reprimenda.
E assim, moral da história, toca a mudar de vida para não sofrer semelhante humilhação no ano seguinte !
Consta que a festa continua, em moldes diferentes para evitar traumas às criancinhas (!)
Da nossa parte ficou apenas a imensa recordação que a foto fixou para sempre.
Um santo dia de S. Nicolau para todos os meninos leitores.


Post de HMJ

Letras sobrepostas


Como ao vestir, de novo, roupa de véspera o corpo se sente incomodado, e um desconforto se instala, quando é Verão, porque a transudação parece ter vidrado o tecido já usado; ou, se for Inverno, a pele se ressente da aspereza engelhada e de um odor a flanela húmida, assim a revisitação de obras acabadas ou antigas - que fizemos - nos provoca, também, um estranho desconforto: parece que já não cabemos nelas. E, se as queremos re-criar, cerzi-las de novo, é trabalho difícil, aturado, a mais das vezes, próximo do insucesso. Por essa, e outras razões, lhe chamei, em poste anterior: arte menor.
Porque se, muitas vezes, a emoção que as ditou, ressurge, já não há natural invenção, mas acrescento de experiências e tempo - perdeu-se a pureza original. Se o primeiro verso nos é dado (e, às vezes, também o segundo), ele não volta mais. E, se o não fixarmos ou anotarmos (numa rua, num encontro, num café, num autocarro) de imediato, ele perde-se da nossa vida e nunca mais se cruza connosco.
Por outro lado, revisitar obras antigas, acabadas na sua imperfeição, para as re-criar ou corrigir, tem os seus perigos traiçoeiros. Porque já não existe a força interior que as ditou, muita embora ressurja, normalmente, a paixão, a reflexão ou a ternura num dejà vu enganador, num jogo de espelhos de falsas imagens nebulosas. Mesmo que sejam elegias, cristalizadas no irremediável, ainda sentidas e presentes na sua eternidade fatal - sem retorno. A erosão do Tempo diferiu-as, para sempre.

Cromos 7 : A Gata Borralheira



A colecção de A Gata Borralheira era uma produção da Agência Portuguesa de Revistas, através do "Mundo de Aventuras". Era composta de 136 cromos e a caderneta custava Esc. 3$00. A impressão, embora a cores, não era muito cuidada, nem os desenhos tinham grande originalidade de traço. Tudo me leva a crer que tinha origem espanhola e que a A.P.R. se limitou a traduzir o texto e reproduzir as imagens originais. A única singularidade desta colecção é que as legendas por trás dos cromos, e por baixo deles, na caderneta, eram em dísticos rimados.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Solução do Mistério da Neve


Parbéns aos dois comentadores que acertaram, embora não indicassem, explicitamente, o nome da cidade onde se encontra a catedral.
Aqui fica a solução: a antiga Colonia Agrippina. Para quem quiser ver uma apresentação, em 3 D, da antiga colónia romana, terá que fazer o favor de entrar na página: http://www.colonia3d.de., uma vez que não consegui colocar as imagens directamente.
Bom proveito

Post de HMJ

Uma Mulher...e pêras!

No mínimo, é uma mulher corajosa que não se subordina a interesses próprios e/ou corporativos.

Memória 47 : Rainer Maria Rilke



É um dos maiores poetas da língua alemã, e o meu preferido. Rainer Maria Rilke nasceu a 4 de Dezembro de 1875. Muito embora, da sua obra, a poesia seja a parte mais conhecida, a sua prosa tem uma limpidez e fascínio admiráveis. Da tradução de Paulo Quintela, trancrevo o início do capítulo "Bibliothèque Nationale" de Os cadernos de Malte Laurids Brigge:
"Estou aqui sentado a ler um poeta. Há muitas pessoas na sala, mas não se dá por elas. Estão nos livros. De vez em quando mexem-se nas folhas, como gente a dormir que se volta entre dois sonhos. Ah! como é bom estar no meio de gente a ler! Porque é que os homens não são sempre assim? Podes ir a um deles e tocar-lhe de leve: não sente nada. E se ao levantar-te deres um leve encontrão num vizinho e pedires desculpa, então ele acena a cabeça para o lado donde ouviu a tua voz, o seu rosto volta-se para ti e não te vê, e o seu cabelo é como um cabelo de um homem adormecido.. Que bem que isto faz! E eu estou aqui sentado e tenho um poeta. Que destino! Há agora talvez trezentas pessoas na sala, a ler; mas é impossível que cada um tenha um poeta. (Sabe Deus o que elas têm!) Não há trezentos poetas. Mas vê lá que destino: eu, talvez o mais mísero destes leitores, um estrangeiro: eu tenho um poeta. Apesar de eu ser pobre. Apesar de o meu fato, que trago todos os dias, começar a estar coçado aqui e além, apesar de se poder dizer isto e aquilo contra os meus sapatos. ..."

Athanasius Kircher (1602-1680) - 1

Salão de Recusados XXXI : arte menor (1)


Elegias em memória de J. G.


I
Pela mesa os vestígios
sólidos na terra: o verde
tranquilo, por agora, repousa
sobre as folhas de alface
na cozinha.

Sinais
que a memória te guarde.

Entretanto a notícia
enlouqueceu pelo caminho,
trocaram as datas: só por fora
do teu próprio futuro
é que morreste.

8-9/10/88 (-2010)

II

Penso então na morte indecifrável
dos amigos. Tudo quanto
não puderam dizer. E tenho raiva

dos que falam ainda e vão gastando
as horas do mundo e a minha vida.

Qlz.,14/10/88 (-2010)

Mistérios da Neve


Com a devida licença ao Prosimetron e ao autor de desafios semelhantes, captei, hoje, uma imagem, como manda a vaga de frio, de uma catedral com neve.
Qual será a catedral na imagem ?
Post de HMJ

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Mais um leilão em Dezembro




O mês natalício é pródigo em tentações. Pedro de Azevedo organiza mais um leilão de livros nos próximos dias 13 e 14 de Dezembro no Amazónia Lisboa Hotel (ao Jardim das Amoreiras). Este, é extenso em manuscritos (150) que vão do séc. XIV ao XIX.
A segunda imagem do poste é do livro "Arte de Cavallaria e Gineta..." (1678), de António Galvão de Andrade, e o lote (18) tem uma estimativa de venda entre 2.000,00 e 3.000,00 euros. Para quem possa...

Civilidade (7) : boa educação


Lord Chesterfield, no seu livro Principles of Politeness and of knowing the world (1809), a pgs. 11, afirma:
"...A boa educação resulta do bom senso e da boa natureza. Não é extraordinário que pessoas que possuem uma destas qualidades, não tenham a outra? Os modos delas variam de acordo com os outros, com os lugares e circunstâncias, e não podem ser adquiridos senão através do tempo e da observação; mas a sua substância é, em qualquer lugar e sempre, a mesma. (...) Um homem deve, por exemplo, evitar pôr as mãos nos bolsos, aspirar rapé, ou ocasionalmente passear-se pela sala; mas será altamente inconveniente assobiar, manter o seu chapéu na cabeça ( no interior da casa dos outros) ou refastelar-se pelas cadeiras. Estas liberdades são ofensivas para os seus iguais, e insultuosas para os seus inferiores. ..."

No aniversário do nascimento de Nino Rota (1911-1979)


No aniversário do nascimento de Nino Rota, a 3 de Dezembro de 1911, lembrámo-lo através da música do tema do filme "The Godfather".

Aditamento a Bibliofilia 36, para MR


Creio ser este o livro que MR refere em comentário a Bibliofilia 36. É uma edição da Portugália, de Fevereiro de 1964. Nesta Antologia de Poesia Universitária estão representados mais 22 poetas, para além dos 5 incluídos em Poesia 61. E pasme-se com a contribuição de nomes como Almeida Faria, Eduardo Prado Coelho, Boaventura de Sousa e João Medina que se distinguiram, mais tarde, não como poetas, mas noutras actividades literárias ou correlativas. Os poemas que terão produzido para esta Antologia seriam talvez os seus últimos "gritos de alma" poéticos...
Este livro da Portugália custava, novo, Esc. 30$00. Comprei-o bastante mais tarde, em segunda mão, mas já não me lembro do preço que paguei por ele.

Suicídios cinematográficos

Na segunda-feira passada, 29 de Novembro de 2010, o realizador italiano Mario Monicelli, nascido em 1915, suicidou-se, atirando-se da janela do quarto do hospital San Giovanni, em Roma, onde se encontrava internado, em fase terminal de um cancro da próstata. Autor de I Soliti Ignoti (Gangsters Falhados), "Grande Guerra", "Oh Amigos Meus", entre muitos outros filmes, com ele morre o último dos grandes realizadores da 1ª geração post-guerra de comédias italianas, sempre com um fundo amargo a contrabalançar um humor, por vezes, quase ácido. Dino Risi morrera em 1991. No activo e da segunda geração, mantêm-se Roberto Benigni (1952) e Nanni Moretti (1953).
Hoje, Jean-Luc Godard completa 80 anos (3/12/1930) e, embora não seja dos meus realizadores de cinema predilectos, filmou uma cena de suicídio, com Jean-Paul Belmondo, em Pierrot le Fou (1965) que eu nunca mais esqueci. Aqui fica, a encimar o poste, para quem a não conheça ou já não se lembre dela.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Girolamo Frescobaldi (1583-1643) - II


Bibliofilia 36 : Poesia 61



Creio que terá sido uma das últimas publicações colectivas portuguesas de poesia cujo título (Poesia 61) viria a definir e classificar este grupo de poetas. Cada um contribuiu com uma plaquette: Casimiro de Brito (Canto Adolescente), Gastão Cruz ( A Morte Percutiva), Fiama Hasse Pais Brandão (Morfismos), Luíza Neto Jorge (Quarta Dimensão) e Maria Teresa Horta (Tatuagem). O conjunto de pequenos cadernos, entre 16 e 24 páginas, era envolvido por uma capa com 1 linóleo de Manuel Baptista. A edição foi impressa na Tipografia Cácima, de Faro, em 1961.
A colectânea é rara. O meu exemplar, com as 5 plaquettes e capa, foi comprado em 1963 ou 1964, na Livraria Lácio, ao Campo Grande. Custou-me, na altura, Esc. 20$00.

Filatelia XI : Efemérides (2)


1. Os primeiros três selos, do séc. XIX e do Brasil, na imagem, representam o Imperador D. Pedro II que nasceu a 2 de Dezembro de 1825. Governou até 1889, quando foi destronado pela instauração da República brasileira. Veio a falecer, em Paris, em Dezembro de 1891.

2. Wilhelm Heinrich Otto Dix, pintor expressionista, representado pelos selos alemães da imagem, nasceu a 2 de Dezembro de 1891. Pelas suas intervenções artísticas e políticas, alguns dos seus quadros vieram a ser destruídos pelos nazis. Otto Dix morreu em Julho de 1969.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Iconografia moderna e laica (8) : a entrega


"...um dos Doze foi-se oferecer aos grandes sacerdotes para O entregar..."
S. Marcos, 14: 10-11.

Nos 75 anos de Woody Allen

Revivalismo Ligeiro XXXIV : Renato Carosone

Lembrar Agosto por Dezembro


Bem-vindos!

Mais um poema de Carl Sandburg



Erva

Empilhem ao alto os corpos em Austerlitz e Waterloo.
Enterrem-nos bem fundo e deixem-me trabalhar -
Eu sou a erva; cubro-os a todos.
E empilhem-nos bem alto em Gettysburg
E amontoem-nos, alto, em Ypres e Verdun.
Enterrem-nos bem fundo e deixem-me trabalhar.
Dois anos, dez anos e os passageiros hão-de perguntar ao motorista:

Que lugar é este?
Onde é que estamos nós?

Eu sou a erva.
Deixai-me trabalhar.
1917; 1918

Henry Purcell (1659-1695)

Adagiário XXIII : Dezembro


1. Do Natal a Santa Luzia (13), cresce um palmo o dia.
2. Por S. Tomé (21), todo o tempo noite é.
3. Tudo vem em seu tempo, e os nabos pelo Advento.
4. Quem quiser bom alhal, há-de semeá-lo pelo Natal.