"... O neo-realismo, vinculando a literatura a uma acção virtualmente transformadora, mas que os homens não souberam exercer no devido plano prático, criou apenas uma curiosa alienação (termo que lhe é excessivamente grato), um cómodo processo de fuga. Para utilizar uma expressão dos domínios da psicanálise, os neo-realistas realizaram uma conversão. Converteram em má literatura o que deveria ter sido uma boa acção social. ..."
Herberto Helder, in Relance sobre a poesia de Edmundo de Bettencourt (colecção Poetas de Hoje, 1963).
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