sexta-feira, 10 de abril de 2026

Apontamento 187: Pequenos, grandes livros

 

Como a qualidade intelectual dos homens também não se mede aos palmos, assim acontece com o livro pequeno – designado Lilipute – dedicado ao seu conteúdo indispensável para combater a “intolerante ignorância”, agradecendo ao Senhor Professor Carlos Reis a brilhante citação para caracterizar o momento cultural e político que a República, em declínio democrático, atravessa.

Perante a voragem de espúrias “literacias”, tentativas hipócritas para esvaziar os núcleos centrais de disciplinas de formação essenciais para o pensamento humano com autonomia, basta lembrar, mais uma vez, os Princípios Gerais da Lei de Bases do Sistema Educativo que vigora:

“artigo 2º: Todos os portugueses têm direito à educação e à cultura, nos termos da Constituição da República.”

e ainda esta pérola hipócrita que “O Estado não pode atribuir-se o direito de programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas;”

Com efeito, o desvario generalizado aconselha, de facto, a leitura, e quiçá a entrega gratuita desse pequeno grande livro na imagem aos docentes e discentes.

Assim, o estudo e a consulta do pequeno grande livro permitiriam, sem dúvida, corrigir esta tendência para um plano inclinado de vulgarização de conceitos, combater os abusos e a manipulação, que grassa na sociedade actual, contribuindo, desta forma, para a renovação de um saudável ambiente escolar e de formação humana, combatendo a degradação e o apoucamento em curso.


Aproveita-se a oportunidade para aconselhar também aos docentes, com obrigação para leccionar o exímio Almeida Garret, a leitura de um livrinho “essencial” sobre o Constituição, a original de 1822, porque serve, com explicação de proveito, para entender melhor – e fazer compreender – as suas obras.

Post de HMJ


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