Como a qualidade intelectual dos homens também não se mede aos palmos, assim acontece com o livro pequeno – designado Lilipute – dedicado ao seu conteúdo indispensável para combater a “intolerante ignorância”, agradecendo ao Senhor Professor Carlos Reis a brilhante citação para caracterizar o momento cultural e político que a República, em declínio democrático, atravessa.
Perante a voragem de espúrias
“literacias”, tentativas hipócritas para esvaziar os núcleos centrais de
disciplinas de formação essenciais para o pensamento humano com autonomia,
basta lembrar, mais uma vez, os Princípios Gerais da Lei de Bases do Sistema
Educativo que vigora:
“artigo 2º: Todos
os portugueses têm direito à educação e à cultura, nos termos da Constituição
da República.”
e ainda esta pérola hipócrita que “O Estado não pode atribuir-se o direito de programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas;”
Com efeito, o desvario generalizado aconselha, de facto, a leitura, e quiçá a entrega gratuita desse pequeno grande livro na imagem aos docentes e discentes.
Assim, o estudo e a consulta do
pequeno grande livro permitiriam, sem dúvida, corrigir esta tendência para um
plano inclinado de vulgarização de conceitos, combater os abusos e a manipulação,
que grassa na sociedade actual, contribuindo, desta forma, para a renovação de
um saudável ambiente escolar e de formação humana, combatendo a degradação e o
apoucamento em curso.
Aproveita-se a oportunidade para aconselhar também aos docentes, com obrigação para leccionar o exímio Almeida Garret, a leitura de um livrinho “essencial” sobre o Constituição, a original de 1822, porque serve, com explicação de proveito, para entender melhor – e fazer compreender – as suas obras.
Post de HMJ

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