segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Um poema dedicado aos felizes carneirinhos que continuam pastando...


Premonitoriamente


Se o italiano Enzo Castellari (1938), como realizador de cinema, nunca passou de uma posição secundária, e é pouco conhecido, não tenho dúvidas que o título de um seu filme (La polizia incrimina, La legge assolve), de 1973, encaixa, perfeita e premonitoriamente, numa série de telenovelas judiciais a que vamos assistindo, no presente. Numa demonstração da deriva irresponsável a que a Justiça, em muitos países, chegou. Os exemplos são incontáveis...

Contra o Verão cinzento : Rameau


Aforismos (ou paradoxos?) de Karl Kraus (1874-1936)


- Em Berlim circulam tantas pessoas, que não se consegue encontrar ninguém. Em Viena, reencontramos tanta gente, que acabamos por não conseguir circular.
- Não ter de pensar e poder exprimi-lo - eis o que faz o jornalismo.
- O historiador, muitas vezes, não é senão um jornalista que se inclina para trás.
- Num verdadeiro retrato, deve-se reconhecer qual o pintor que ele representa.
- Parecer tem mais letras do que ser.
- A arte põe sempre a vida em desordem. E os poetas da humanidade reordenam sempre o caos.

domingo, 10 de agosto de 2014

A par e passo 101


A ordem pesa sempre no indivíduo. A desordem fá-lo desejar a polícia ou a morte. São duas circunstâncias extremas onde a natureza humana não está à vontade. O indivíduo procura uma época que seja agradável, onde se sinta mais livre e mais apoiado. E ele encontra-a a partir do começo do fim de um sistema social.
E, então, entre a ordem e a desordem, reina um momento delicioso. Todo o bem possível que procura conciliar os poderes e os deveres adquiridos é nessa altura que se pode fruir através desse abrandamento do sistema. As instituições ainda se aguentam. São grandes e poderosas. Mas sem que nada ainda se tenha alterado, elas já não apresentam a sua inteira presença; as suas virtudes já não se desenvolvem mais; o seu futuro está misteriosamente esgotado; o seu caracter não mais é sagrado; a crítica e o desprezo vão-nas minando e esvaziando de todo o seu conteudo futuro. O corpo social perde docemente o seu amanhã. É a hora do prazer e da delapidação generalizada.

Paul Valéry, in Variété II (pgs. 60/1).

sábado, 9 de agosto de 2014

A diáspora continua...


Estes números, que aparecem nos pacotinhos de açúcar dos cafés Nicola, não colhem a minha inteira confiança e parecem-me pouco rigorosos... Desconfio, grandemente, deste número redondo de 90.000 portugueses emigrados no Reino Unido, embora não tenha à mão elementos para o contraditório. Por outro lado, é sabido que, no Luxemburgo, a maior comunidade estrangeira é de nacionalidade portuguesa, constituindo cerca de 15 a 16% da população luxemburguesa total. Serão só 41.690? O português é também a terceira língua mais falada no Grão-Ducado. E até a Wikipédia regista 58.657 portugueses residindo no Luxemburgo. Pelo censo de 2012, havia 531.441 habitantes. Por isso, terei de concluir que estes números, sobre a emigração portuguesa, que aparecem nos pacotes de açúcar dos cafés Nicola, são uma ficção deslavada, sem grande rigor estatístico... 

Nina Simone

As dívidas


A informação é do último "Obs.", que revela a dívida de diversos países, em relação ao seu PIB. Neste caso, ficar em 6º lugar, não é famosa proeza. E nem sequer estamos em grande companhia...

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Citações CXCI


A criação mais perigosa de qualquer sociedade é o homem que já não tem nada a perder.

James Baldwin (1924-1987).

Haja deus!


O Youtube eliminou-me, finalmente, o "cara mole de plasticina" e "trejeitos de gelatina" (ver poste "Os algoritmos e o Youtube, outra vez", de 6/7/14), da lista de recomendações robóticas! Não há nada como reclamar...

Endereçado para a região de Mértola, com votos de boas férias!...

Bom dia!, com números


Por hábito e método, estes dois pacotinhos de açúcar, fornecidos pelo Café Nicola, caberiam na rubrica "Uma louvável iniciativa". Mas achei que era forçar a nota, excessivamente...
Que haja 6.785 portugueses emigrados na Argentina, não me surpreende muito. Agora, que 8 lusos tenham ido para o Mali, com toda a sua instabilidade política e bélica, já me deixa, quase, estarrecido. Sinal dos tempos, dando razão à máxima: "A necessidade pode muito". E, como as estatísticas são dinâmicas, até pode acontecer que já haja mais do que 8 portugueses, no Mali, neste momento. 
Só poderemos agradecer a este Governo ter promovido, com sucesso, este turismo para o exterior...

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Apontamento 51: Porto



Considero que as viagens, feitas na altura própria do crescimento físico e mental, acrescentam “categorias de referências” insubstituíveis. Penso também que o conceito de viagem, como eu a entendo, carrega consigo toda a subjectividade individual e a interpretação própria dessas categorias. Obviamente, não estou a falar de viagens de turismo, de folheto.

Se na juventude procurava “um mundo fora do quotidiano conhecido”, na idade, e com os incómodos inerentes à mudança, concentro-me na descoberta de pormenores. Aliás, sempre gostei mais de passear pelas cidades e olhar para o edificado do que passar muitas horas em exposições e museus.

Do Porto sempre gostei pela diferença. Dos edifícios, das casinhas estreitas, das lojas do comércio tradicional. Quando passava pelo Porto, alguns dias, ficava, normalmente, na zona de Aldoar, circulando pela Avenida da Boavista e passeando pelas Ruas de Santa Catarina, pela Praça de Filipa de Lencastre e a zona de Carlos Alberto.

Desta vez, fiquei na Praça da Batalha. Com uma vista privilegiada, de um 6º andar, sobre a Praça e os montes à volta da cidade que, aliás, nunca tinha visto de uma perspectiva “terrestre”. O poiso fora escolhido pela proximidade do Jardim de S. Lázaro, não pelas razões que algumas más-línguas possam atribuir a um espaço público transformado em “casa de passe” ao ar livre. Cobiçava, isso sim, os “tesouros verdadeiros”, que se escondem no palácio fronteiriço e que dá pelo nome de Biblioteca Pública Municipal do Porto.

Fiquei, pois, com uma experiência positiva, e renovada, do funcionamento da BPMP e com a confirmação de um trânsito perfeitamente caótico no Porto. Aliás, assim que o programa o permitiu, meti o carro num estacionamento até à hora da saída. Conhecer o Porto, de facto, é a pé e de transporte público.


Também reparei na degradação impressionante do edificado da zona da Cedofeita quando comparado com uma Boavista ou a Foz. A Praça da Batalha parecia a mescla de gente do Intendente de Lisboa, com as arcadas do antigo Cinema de Batalha ocupadas por sem abrigos. Do 6º andar do Hotel, a Praça da Batalha permitiu o olhar sobre uma cidade, uma sociedade “doente” nos seus alicerces. A decadência de uma cidade a contrastar com o esforço de sobrevivência do “homem comum” que nada deve aos “ares superiores” da gente da Boavista, da Foz e dos poderes públicos que, infelizmente, “não a estimam”, i.e., a sua cidade.


Post de HMJ

Retro (53)


A Guerra tem destas coisas. Faz despertar a impiedade dos homens, mas também os sentimentos de solidariedade, entre eles. A fotografia do cartaz, um pouco mais do que centenário (29/7/1914), anunciava o leilão de um pequeno burro, na Irlanda do Norte. Os resultados financeiros da almoeda destinavam-se a um fundo de ajuda e solidariedade para com a Bélgica, recentemente invadida pelos exércitos alemães, no início da I Grande Guerra. Desconhece-se o montante alcançado...

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Inti-Illimani : "Samba landó"

Adagiário CLXXXVI : re-criações...


Às vezes, e como diz um meu Amigo, é preciso "desmanchar a regra", para recrear e recriar a vida. Daí esta versão muito pessoal de 2 provérbios, em que a minha "intervenção" se limitou a substituir uma palavra, em cada um dos adágios, bem conhecidos e de tradição popular. Aí vão as minhas versões:

- Quem tem amigos, não morre na cadeira.

- No poupar é que está o galho.


Dar notícia


Não é todas as semanas que um jornal (ou revista) literário estrangeiro, e de referência, traz uma recensão a uma obra de um autor português. Por isso, há que dar notícia do facto.
O TLS (nº 5809) da semana passada fala positivamente da tradução de "Claraboia" (Skylight, na versão inglesa), de José Saramago. Obra de juventude do Escritor, teve a sua primeira edição, em Portugal, no ano de 2011, postumamente. A recensão, de Gabriel Josipovici, aprecia positivamente o romance, bem como a tradução de Margaret Jull Costa.

Os algoritmos e o Youtube, outra vez


Não discuto a prática rentável, para o produtor, do uso dos algoritmos. Que implica, no entanto, e dispensa a inteligência humana, a todo o momento, na sua usura de poupança de forças de trabalho vivas. E não descarto a hipótese de que, registando tudo (até os resultados obtidos e as reclamações), esse produtor (neste caso, o Youtube) atenda e corrija a sua prática, em relação ao utente e potencial cliente.
E digo isto porque, tendo eu feito um poste (12/7/2014) em que me queixava das deprimentes e sucessivas recomendações de audição do A. Rieu(-Quim Barreiros), o Youtube emendou a mão, 2 ou 3 dias depois, e deixou de me recomendar a detestável criatura. Na sua cegueira, porém, muito raramente inclui Pascal Comelade (não será recomendável, para o Youtube?), de que eu uso e abuso, aqui, no Arpose.
Já aqui tenho falado nos ódios estimação. Desde sempre, que o Youtube me tenta impingir vídeos de audição do Philippe Jaroussky. Quer vendê-lo a todo o preço, no fundo, marimbando-se para o gosto dos utentes. Se tenho de aceitar, para ser justo, que a criatura até tem boa voz, não consigo suportar-lhe a cara mole de plasticina, nem os seus trejeitos de gelatina... É demais, para mim.
Aqui o digo, a ver se o Youtube me ouve e atende à minha reclamação, mais uma vez. Oxalá!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Revivalismo Ligeiro XCV


Regionalismos transmontanos (48)


1. Labaça - espécie de acelga. Manha, astúcia, ronha. Lábia.
2. Laboceiro - vaidoso.
3. Laceira - preguiça, indolência, o m. q. lazeira.
4. Laganha - remela.
5. Lama do Boi - terrenos baldios cultivados por todo o povo ou que servem de pasto ao boi comum.
6. Lambisco - pequena porção de comida muito apetecível. Coisa boa.

Uma louvável iniciativa (37)


Não compreendo lá muito bem a temática destes pacotinhos de açúcar, fornecidos pela Sical, cujo refrão é: " Origem de...". E, por isso, o louvável da iniciativa é muito discutível. Até porque, no nº 6/12, aparece um astronauta, na Lua... Quanto a Fernando Pessoa, que é o nº 5/12, ainda se percebe... Mas aqui ficam eles.

Recomendado : cinquenta - Mosteiro de Leça do Balio


"...Andou elRei per seu reino folgando, tragemdo consigo Dona Lianor, ataa que chegou antre Doiro e Minho a humm moesteiro que chamam Leça que he da ordem do esprital, e alli determinou elRei de a receber de praça; ..." Assim nos conta Fernão Lopes, na sua "Crónica de D. Fernando". E o casamento do rei com Leonor Teles, no Mosteiro-Igreja de Leça do Balio, teria tido lugar em Maio de 1372, iria o mês, mais ou menos, a meio.
No seu lugar, e por volta de 1003, lá haveria um pequeno eremitério pré-românico, que foi sendo acrescentado e melhorado até que, cerca de 1336, adquire a fina traça do gótico peninsular que ainda hoje mantém, assente numa bela praça relvada e bem cuidada. Não fica longe do Porto, em 15 minutos se pode lá chegar e admirar este mosteiro aquartelado, como era de norma das ordens militares antigas. Não tendo a imponência do Mosteiro da Batalha, é lindo de se ver.
Na igreja alta e ampla, de três naves, poderão ser observados alguns túmulos de pedra com inscrições, que um paleógrafo poderá, provavelmente, com facilidade decifrar. Mas quero destacar, como mais nobre, o de Fr. Cristovão de Cernache Pereira, falecido em 1536, com estátua jacente. Este frade terá tido um trabalho meritório na reorganização do mosteiro de Leça do Balio.
Para quem não goste de Cancún nem da Praia das Galinhas, e, aos estrangeiros, prefira os monumentos nacionais, recomendo este belíssimo Mosteiro, igreja e adjacências, numa ida ao Norte, nestas férias.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Memória (90)


Citações CXC


A ingenuidade, o optimismo, a generosidade - encontrámo-los nos botânicos, nos especialistas das ciências puras, mas nunca entre os políticos, os historiadores ou entre os párocos.

E. M. Cioran, in La Tentation d'Exister (1956).

Pinacoteca Pessoal 82 : Georges Braque (2)


Tive notícia recente de uma exposição, aberta até 21 de Setembro, no Guggenheim Bilbau, sobre a obra do pintor Georges Braque (1882-1963). Informação que também me fez chegar a uma das pinturas mais emblemáticas do Fauvisme. Estou a referir-me à tela (36 por 48cm.) "Petite Baie de la Ciotat", pintada por volta de 1906, exposta no Salão dos Independentes de 1907, e que foi uma espécie de prova de artista, permitindo, pela sua concepção ousada, que Braque integrasse, de pleno direito, essa escola onde já pontuavam Derain, Matisse e Vlaminck.
O quadro "Petite Baie de la Ciotat" era tão importante para Braque, que o artista voltou a readquiri-lo em 1959, tendo-o colocado em lugar de destaque, no seu local de trabalho. O quadro integra, actualmente, o acervo do Centre Pompidou.

domingo, 3 de agosto de 2014

Desabafos


Tenho de confessar que a sanha persecutória, durante anos, do sr. Louçã contra o sr. Salgado, às vezes me incomodava por uma insistência que eu achava exagerada, nos seus termos.
Tenho de dizer que, antes de ser nomeado para altos cargos no Banco de Portugal, eu não conhecia o sr. Costa, de lado nenhum. Nem dele tinha ouvido falar, apesar de comprar o jornal todos os dias. E o ler.
Tenho de concluir que sou um ignorante, ou um ingénuo. E, mesmo assim, atrevo-me a prever que a declaração do sr. Costa, logo, às 22h30, nas televisões e sobre o momentoso caso BES, será rodeada de dramatismo, pompa e circunstância, solenes...
Antes que seja tarde, expliquem-me, por favor, quem é esse tal sr. Moedas, que vai para Bruxelas!

Retratos de Catarina


No dote, com outras preciosidades, levou Catarina de Bragança (1638-1705) para Inglaterra, Tanger e Bombaim, que deixaram de ser portugueses. Por lá introduziu o vício do chá e a receita da geleia de laranja, que viria a generalizar-se de nome, para todas as compotas, em marmelade, já que os britânicos são monótonos e grosseiros, no que à gastronomia diz respeito. Para a Grã-Bretanha, levou também consigo uma pequena orquestra de câmara porque, tal como o pai (D. João IV), gostava de música.  O marido, Carlos II, apesar de mulherengo, privilegiava a beleza feminina e, por isso, antes de se comprometer, mandou a Portugal o pintor Dirk Stoop, para que retratasse a Infanta. O quadro (1660-1661) saíu como se vê acima, que Catarina tinha ainda a frescura da juventude, pese embora a testa alta, mal dissimulada sob um caracol enorme...
Mas na corte inglesa acharam-na feia, pouco simpática, além disso, era católica, para lá de ser discreta.

Cerca de três anos depois, Peter Lely, em 1663, faz ressaltar a sua maturidade e, embora os olhos negros fossem bonitos, trazem no retrato uma distância ou miopia ligeira. Carlos II, porém, não ficara desagradado e assim escrevera à irmã: "...o seu rosto não é exactamente uma beleza, embora os seus olhos sejam excelentes e a face não tenha traços grosseiros. Pelo contrário, o seu aspecto é agradável". Mas, e como refere Júlio Dantas (Cartas de Londres), a rainha seria muito pequena e algo roliça de corpo. Teria boa voz - vários autores referem o facto -, cabelos pretos, mas os dentes eram um pouco salientes. Por outras qualidades, atribuem-lhe ponderação e gravidade, bem como inteligência. E, é certo, Carlos II muitas vezes lhe ouvia o conselho avisado sobre questões políticas de difícil decisão.

O retrato, acima, que dela fez Caspar Netscher terá sido executado pouco antes de ficar viúva. Catarina manteve-se ainda uns anos, em Inglaterra, depois da morte de Carlos II e, ao que se diz, era respeitada e bem tratada, embora tivesse saudades de Portugal. Por isso, obtidas as respectivas autorizações, em 1692, partiu no final do ano, tendo chegado a Lisboa, no início de 1693, onde foi recebida, com alegria festiva.
Viveria ainda mais 12 anos, em solo português, vindo a falecer no seu palácio da Bemposta, no ano de 1705, reinava D. Pedro II, seu irmão mais novo.
Devo acrescentar que Catarina de Bragança é, das personagens portuguesas régias, talvez, a que tem uma mais ampla iconografia. O facto de ter sido rainha de Inglaterra terá contribuido, indubitavelmente, para isso. 




sábado, 2 de agosto de 2014

António Dinis da Cruz e Silva (1731-1799) : 2 epigramas


Epigrama XXXII

Se o trazer grandes barbas dá ciência,
Vence um bode a Platão na inteligência.

Epigrama XLIX

Augusto a um camponês, que o assemelhava,
Se a Mãe viera a Roma perguntava:
E o camponês lhe torna, sem receio,
Minha mãe não, meu pai mil vezes veio.

William Sterndale Bennett (1816-1875)

Agradecimento


O amor à terra pode ter várias formas. Recolher-lhe as tradições é uma delas. E eu sempre apreciei estas obras de carácter regionalista, ou monografias, que, na sua simplicidade, espelham também uma sabedoria universal.
De tamanho maneirinho, com letras de capa em verde alface singelo e de agradável gosto estético, este livrinho Adágios da Beira (Alma Azul, 2009) contém os provérbios beirões que Jaime Lopes Dias (1890-1977), Juiz, foi recolhendo, pacientemente, ao longo de uma vida. O menos que se poderá dizer é que é uma obra de proveitosa leitura.
O meu obrigado muito sincero e cordial a quem se lembrou de mo oferecer. Bem haja!