Em 1885, dez pintores lisboetas abancaram em volta de uma mesa de cervejaria, enquadrados, já, para a posteridade. Eram jovens de menos ou pouco mais de trinta anos, em princípio de carreira, e em princípio de "escola" também, que começava a ser a naturalista, em descoberta pós-romântica do país - ou romântica ainda, necessária e fatalmente. O quadro destinava-se ao próprio sítio da reunião habitual. Abancados todos, menos um que, de pé, chapéu alto na cabeça e bengala sob o braço, como de propósito sai do quadro que ele próprio pintou, aliás - ou por isso mesmo.
José-Augusto França (1922-2021), in Malhoa & Columbano (pg. 21).
com agradecimentos a H. N.
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